Lanzetta, em nome do PT, teve encontro com arapongas ligados aos serviços secretos oficiais com objetivo de produzir dossiês
O jornalista e consultor Luiz Lanzetta se desligou da campanha de Dilma. O jornal O Estado de São Paulo mostrou ontem que Lanzetta, dono da empresa Lanza Comunicação, teve encontro, em nome do PT, com arapongas ligados aos serviços secretos oficiais com a finalidade de produzir dossiês contra rivais nas eleições, em especial o tucano José Serra.
Em entrevista na sexta-feira ao Estado, Lanzetta confirmou o encontro com os espiões. Ontem, ele disse que não aceitou a proposta para produzir material contra os tucanos.
"Ele me fez uma proposta, eu não aceitei. Nunca mais vi o cara", afirmou o consultor, referindo-se ao sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá.
O Estado revelou que o espião tem passe valorizado em épocas eleitorais, integrou vários escândalos políticos e esteve na polêmica Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas. "Não existe contrato de serviço", completou Lanzetta. "Não existem dossiês."
O consultor disse que a decisão de sair da campanha foi dele mesmo. "Fora da campanha, estou livre para me defender."
A jornalista Helena Chagas, coordenadora do comitê de imprensa de Dilma Rousseff, disse que por volta do meio-dia de ontem foi informada pela direção do PT de que o consultor havia se desligado da campanha.
Lanzetta disse que os últimos 40 dias de trabalho no comitê petista foram "estranhos". Questionado sobre as disputas internas na campanha, ele se limitou a dizer que "achava que estava tudo normal, mas não estava". "Tudo foi estranho, a própria reunião (com arapongas); era uma suspeita atrás da outra."
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