Rinaldo Barros é um observador atento e perspicaz da cena brasileira.
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Com a nova pesquisa divulgada dia 22.09, no Jornal Nacional, feita pelo Data Folha dando queda das intenções de votos da candidata Dilma Roussef do PT, subida (ainda tímida) de Serra e subida (boa) de Marina Silva, o que parecia um “sonho impossível” já começa a não mais parecê-lo: a possibilidade de um segundo turno.
A análise promovida, a partir dos números (Dilma que tinha 51% caiu para 49%; Serra que tinha 27% foi para 28% e Marina que tinha 11% subiu para 13%) pelo jornalista da Folha de São Paulo, Fernando Rodrigues, mostra que o que parecia “extremamente tranqüilo”, ou seja, a vitória consagradora de Dilma pode ser retardada, pelo menos, ou no mínimo.
Fernando Rodrigues chega a dizer que “O que parecia ser apenas uma reação extemporânea e sem conexão com a realidade ficou agora mais fácil de ser entendida. A angústia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser explicada pelos números da pesquisa Datafolha que acaba de ser divulgada (e foi realizada nos dias 21 e 22.set.2010)”.
Fico imaginando o alvoroço dentro das hostes petistas diante dessa possibilidade de segundo turno. Fico imaginando mesmo a reação de Lula. Porque claro, depois das eleições no primeiro turno, quando muitos senadores já tiverem sido confirmados (derrotados ou vitoriosos) e mesmo muitos governadores, o temor de uma vitoria de Serra (caso seja ele quem vá para o segundo turno) pode “levar” muitos senadores e governadores que não se engajaram no primeiro turno, passarem a fazê-lo no segundo turno. Em política é bom lembrar, que político não costuma “dá tiro no pé, nem brigar com a realidade”. Lula sabe dis so, daí sua angústia como muito bem disse o jornalista Fernando Rodrigues, e mesmo o seu temor.
O mais interessante ou mesmo espantoso na análise de Fernando Rodrigues no seu blog (que eu concordo também) é fato da pesquisa ter mostrado que a rejeição de Dilma tem se mostrado em ascendência. De acordo com a interpretação de Rodrigues baseado nos números da pesquisa, mostra “que a curva de rejeição da petista sobe lentamente desde meados de agosto, quando 19% diziam que não votariam nela de jeito nenhum. No início deste mês, a taxa foi a 21%. Semana passada, era 22%. Agora, 24%”.
Os números ainda revelam algo pior, conforme Rodrigues: “Dilma se deu mal em quase todos os segmentos da pesquisa Datafolha”, e arremata, “Embora esteja com apoio para vencer a eleição no primeiro turno, a petista perdeu pontos de forma marcante entre eleitores com renda mensal de cinco a dez salários mínimos (caiu de 47% para 37%), entre os de 35 a 44 anos (saiu de 54% para 50%), na Bahia (de 65% para 61%), Distrito Federal (de 43% pa ra 36%) e cidade do Rio de Janeiro (47% para 42%). No Paraná, Dilma confirmou sua queda da semana anterior. Ela tinha 46% entre os paranaenses nos dias 8 e 9 deste mês. Desceu para 41% semana passada. Agora, está com 39%. Serra manteve-se em 35%”.
Pode ser cedo para uma comemoração de Serra e dos que querem um segundo turno, mas numa reta final, embalado pela possibilidade, e com os números lançados pelo Data Folha, de fato são números que podem incomodar os petistas, que sabem que se uma tendência continuar, em uma semana a coisa pode mudar de figura, e certamente Dilma não terá como reagir nem tempo. E já há quem diga que no marketing de Serra novas den uncias se anunciam. Esperemos pois, e torçamos e mesmo aumentemos o cordão daqueles que querem prorrogar uma vitoria que parecia indiscutível. Na próxima semana o segundo turno pode se mostrar ainda ma is concreto.
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