Opnião Política

Rinaldo Barros

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    PROPOSTA DE ZÉ SERRA

    O autor avalia propostas apresentadas por Zé Serra em palestra. Por Paulo Gurgel Valente A arte da comunicação consiste em poder transmitir suas idéias ao alcance das pessoas que serão as receptoras do discurso. Se o comunicador é vazio a ponto de somente conseguir ser percebido, por exemplo, para platéias de baixa educação, e assim atingir enorme popularidade, pela conjugação da baixa escolaridade de população brasileira, é um sucesso eleitoral, mas, ai de nós, brasileiros, assim entregues à mediocridade. Talvez seja o caso em evidência do atual presidente, que por razões sociais não teve oportunidades de educação mas, quando elas surgiram, foram desprezadas, sendo motivo até de injustificado orgulho. Se, no entanto, o comunicador tem a capacidade de se expressar também para platéias mais exigentes, torna-se possível a apresentação de propostas com substância, não se ficando nos bordões dos programas de televisão de larga audiência e pouco conteúdo. Este é claramente o caso de Zé Serra. Nesta semana, em duas horas de palestra em semi-improviso a uma platéia selecionada no Rio de Janeiro, deu aos ouvintes a oportunidade de conhecer suas idéias para o Brasil, o que é difícil de perceber através de noticiários rápidos de televisão ou de manchetes de jornais que precisam ir ao ar, de forma condensada, sem tempo de maior reflexão e dando margens a preconceitos, rótulos e conclusões erradas por que apressadas. Zé Serra começou sua exposição sobre o que fez na educação em São Paulo, tanto como Prefeito e como Governador: sua percepção é de que a reforma da educação, muito menos do que a construção de escolas, merece reformas profundas na qualidade do ensino, na capacitação dos professores e na elevação dos conteúdos transmitidos às novas gerações, do ensino primário às escolas técnicas profissionalizantes. Mas, nas palavras de Zé Serra, se a educação é crucial, é apenas um capítulo de diversas questões que precisam ser vencidas. Cita em primeiro lugar a forma de gestão e de formação de equipes, onde cabem indicações por competência e não partidárias: o exemplo mais grave disto no atual governo foi a perversão das Agências Reguladoras, especialmente no setor que conhece bem por ter sido Ministro da Saúde, como a Agência dos Planos de Saúde e a Agência de Vigilância Sanitária – ANVISA e na Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, que estão sendo foco de loteamento político e consequente desmoralização das instituições, mas alertando que o dramático é que a prática de loteamento sem qualificação tem se estendido a toda administração pública. Seu princípio de administração pública passa pelas alianças indispensáveis, mas desde que não haja outros compromissos que não os de competência e ética. Como exemplo de alianças necessárias e produtivas, menciona a recente conclusão do arco rodoviário de São Paulo, o Rodoanel, concluído em 3 anos com a contribuição do governo federal na proporção de 26% dos custos, contribuição valiosa, embora politicamente o partido adversário no poder se atribui 100% do sucesso da obra. Para Zé Serra, a oposição não é inimiga mortal como quer a situação, mas apenas adversária no jogo democrático, com respeito às leis e aos poderes constituídos, com maturidade. Ele, enquanto oposição, nunca teria jogado nas apostas de “quanto pior, melhor”. Zé Serra, frequentemente avaliado como tendo idéias estatizantes, diz que é necessário um estado musculoso e não obeso, como o que tem prevalecido com o enorme desperdício de recursos públicos mal gastos, junto com a arrecadação tributária mais alta do mundo, maior taxas de juros e absurdamente menor taxa de investimentos; reconhece que o tempo do estado desenvolvimentista da década de 70 passou, onde tudo se iniciava no Estado, com planos nacionais de desenvolvimento que tiveram resultados positivos de crescimento anual de 7% por quase 10 anos. Naquela época não era necessário ter um sistema de defesa da concorrência mais ativo para evitar cartéis e outras práticas danosas aos consumidores, pois tudo se resolvia nos investimentos do próprio Estado. Não há lugar para pasmaceira, é necessário um ativismo governamental: como exemplo da interferência do Estado com efeitos práticos, no Brasil hoje o custo do tratamento da AIDS tem um terço do custo do mesmos tratamentos nos E.U.A. com grandes benefícios para a população. viaA proposta de Zé Serra » Opinião e Notícia.

    Tags » BRASIL EDUCAÇÃO PODE MAIS PREFEITO DE SÃO PAULO SERRA
    • 24 May 2010
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