Rinaldo Barros é um observador atento e perspicaz da cena brasileira.
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O parlamentar afirmou nesta segunda-feira (11) que Dilma optou por dar continuidade à política econômica promovida por Lula, sem fazer mudanças fundamentais. De acordo com Rogério, a gestão anterior acertou por manter a mesma linha do governo Fernando Henrique Cardoso.
No entanto, Dilma não pode permanecer na inércia diante da nova situação da economia mundial, que mudou após a crise de 2008. Atualmente, se faz necessária a adoção de novas medidas, em especial relacionadas à inflação e ao controle do câmbio.
“As receitas que o país usava antes já não funcionam mais e, por enquanto, todas as medidas cosméticas de perfumaria que eles tomaram para enfrentar a questão da inflação e do câmbio foram inócuas”, apontou Rogério Marinho. De acordo com ele, é preocupante o patamar que a inflação conseguiu alcançar: 6,3% no acumulado de um ano, quando a meta estipulada pelo governo é de 4,5%, com teto de 6,5%. Preocupação essa que, segundo o deputado, se repete com o dólar. Desvalorizada diante do real, a moeda dificulta a vida das exportadoras e da indústria nacional, que passam a competir com empresas estrangeiras.Rogério acredita que a primeira medida do governo Dilma deveria ter sido um corte real de gastos supérfluos e a liberação de recursos para investir em áreas básicas e, ao mesmo tempo, alavancar a economia. Mas, de acordo com o parlamentar, isso não aconteceu devido ao aparelhamento do Estado promovido pelo governo Lula, que dá sinais de continuidade com a presidente.
Segundo o deputado, as contradições da equipe de Dilma são inúmeras e também aparecem nos corte de gastos. O tucano lembra que, no momento em que anunciou um “fictício” corte de R$ 50 bilhões do Orçamento, o Planalto injetou R$ 55 bilhões no BNDES para emprestar a empresários com juros bem abaixo do que captou no mercado. Atitude que também ajuda a expandir o crédito e estimula a demanda, o que contribui ainda mais para a pressão inflacionária.
“Nós vemos com muita preocupação o início desse governo. O cidadão comum que vai ao supermercado já sente, de forma muito forte, a volta da inflação, principalmente em gêneros de primeira necessidade, como os grãos, a carne, o leite e derivados, tal como no preço dos transportes”, afirmou Rogério Marinho.
Para ele, o Executivo precisa se focar no que realmente é importante. “O governo precisa acenar para o mercado com medidas fortes no sentido de conter o processo inflacionário, ter austeridade no custeio da máquina e investir fortemente em educação, empreendedorismo, infraestrutura, inovação e logística, áreas que são fundamentais para tornar nossa economia mais dinâmica e competitiva no cenário internacional”, destacou.
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