Notadamente em sua segunda etapa, o chamado “PAC 2”, o Programa de Aceleração do Crescimento, que até março último vinha sendo gerenciado pela engenheira Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão do presidente Lula da Silva, está acentuando disparidades inter-regionais do Brasil, e uma das maiores vítimas é a população do Nordeste.
Alerta neste sentido foi lançado nacionalmente nesta quarta-feira, 16, anteontem, em Brasília, pelo deputado federal Rogério Marinho, presidente do diretório potiguar do PSDB. Em pronunciamento que fez da tribuna da Câmara dos Deputados, Rogério utilizou o programa de produção de biocombustíveis para demonstrar o agravamento da situação.
“O governo deve investir 17,4 bilhões de reais em produção de biocombustíveis no Brasil no PAC 2. Desse total, apenas 140 milhões de reais, ou seja, menos de 1%, serão investidos no Nordeste”, disse o parlamentar. Afirmando que no Brasil não há visão de futuro sendo operada para o desenvolvimento regional capaz de criar as condições de minimizar as desigualdades entre as regiões, através da geração de oportunidades econômicas para as menos favorecidas como o Nordeste, ele salientou:
“O governo do PT reforça a desigualdade ao concentrar investimento justamente em um plano que visa acelerar o desenvolvimento do país e corrigir desigualdades. Há mais de quarenta anos o Nordeste espera uma alternativa que substitua comercialmente o algodão, que por mais de um século foi essencial para a economia regional. O biodiesel pode ser esta solução. O Brasil não pode desperdiçar essa oportunidade e negar a região a condição de ser parceiro de nosso desenvolvimento”, salientou.
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