Entrevista o Jornal Tribuna do Norte
A declaração da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), candidata à Presidência da República, sobre a forma como o Democratas e o PSDB fazem oposição ao atual Governo Federal foi rebatida pelo presidente do PSDB no Rio Grande do Norte, deputado federal Rogério Marinho. O dirigente partidário lembrou a postura do PT durante o período em que fez oposição ao Governo de Fernando Henrique Cardoso e disse que Dilma tem "memória curta".
Durante a manhã desta quarta-feira (28), em Natal, Dilma Rousseff disse que não seria possível que democratas e tucanos posassem de "civilizados, que fizeram uma oposição civilizada". A candidata acusou os oposicionistas de fazerem críticas pessoais ao presidente Lula e de chamar o Bolsa Família de "Bolsa Esmola". No entanto, o presidente do PSDB rebateu as críticas da ex-ministra.
Rogério Marinho afirmou que, durante o período da redemocratização, os petistas apoiaram Paulo Maluf, e não Tancredo Neves. Além disso, o tucano lembrou a postura do PT durante a apreciação de projetos hoje consideráveis indiscutíveis na sociedade.
"O PT, quando era oposição, era oposição contra tudo e contra todos. O PT não votou em Tancredo Neves, e quem votou foi expulso. O PT votou contra o Plano Real. O PT votou contra o Proer, que reestruturou o sistema financeiro do país. O PT que acusou a rede social criada pelo PSDB de ser o bolsa esmola, e essa mesma rede social é a bandeira do PT", acusou Rogério Marinho.
Na opinião do dirigente partidário, o PT fez oposição "desproposital", e "foi uma oposição que, na hora que se estabeleceu como governo, rasgou as bandeiras históricas do partido". "O grande mértiro do PT foi continuar as bandeiras econômicas e sociais do PSDB. Se o PT tivesse continuado com suas bandeiras, o Brasil não estaria como está", afirmou.
Ainda de acordo com o parlamentar, a oposição feita pelo PSDB, DEM e PPS está dentro do que espera a população. "A oposição tem feito o seu papel, de fiscalizar, de ser contra o aumento da carga tributária, de denunciar os aloprados e o mensalão, impedir o aparelhamenrto do estado, a farra do cartão corporativo e denunciar o fato que o RN tem sido um estado deixado à margem das prioridades do Governo Federal", criticou.
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