Opnião Política http://opiniaopolitica.posterous.com Rinaldo Barros posterous.com Tue, 14 Feb 2012 09:17:10 -0800 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-19604 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-19604

MEDO

(*) Rinaldo Barros

Por que os brasileiros andamos com tanto medo ultimamente?

Cá no meu canto, fico assuntando que, de certa forma, estamos sendo induzidos a temer mais estórias fantasiosas do que fatos reais. Explico com a seguinte tese.

Sentimos tantos medos, a maioria deles infundados, porque boa parte da mídia nos bombardeia com estórias sensacionalistas publicadas para aumentar os índices de audiência. Os estudiosos chamam essa tese de “teoria dos efeitos da mídia”.

De fato, a cobertura jornalística sensacionalista tem efeitos marcantes na mente e no emocional dos leitores e espectadores: “deu no jornal” tem a força de uma parábola evangélica.

Alguns telejornais sobrevivem com base em manchetes alarmistas, assim como, já existem até programas em que policiais fardados atuam como se fossem “atores”, com a câmera dentro da viatura, e os “suspeitos” são entrevistados como pessoas famosas. Alguns pedem a presença da imprensa para se entregar.

Tudo funciona como se perigo algum fosse pequeno o suficiente que não possa ser transformado em mais um pesadelo nacional. Para competir por índices de audiência com filmes e novelas, os programas de reportagens policialescas apresentam enredos que estarreceriam os melhores roteiristas de seriados de terror.

Estou certo de que os produtores de programas policiais, geralmente, deixam que os relatos emotivos se sobressaiam frente à informação objetiva.

Todavia, essa análise da cultura do medo deve deixar claro que a imprensa não é a única culpada, e mais, que ela é também a candidata mais promissora a uma mudança positiva: basta parar de destacar e repercutir, com sensacionalismo, os nomes e as imagens dos criminosos ou suspeitos. O jornalismo investigativo ou policial deve continuar existindo baseado na verdade factual, na informação objetiva, sem transformar os fora da Lei em heróis do submundo.  

É importante registrar que, por trás dos programas sensacionalistas, existe uma ampla variedade de grupos e interesses, incluindo empresas de segurança privada, organizações de defesa pessoal e vigilância, industriais e comerciantes de armas, firmas especializadas em blindagem de casas e veículos, seitas religiosas e até partidos políticos que aprovam, promovem e lucram com o pânico crescente no seio da população.

Chamo atenção aqui para um fato concreto que não foi e nem será divulgado pela grande mídia.

O caro leitor sabia que faz quase uma década que as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo vêm reduzindo os seus índices de homicídios, e que – atualmente – as 10 cidades mais violentas do Brasil são Juruena (MT); Nova Tebas (PR); Tailândia (PA); Guaíra (PR); Cel Sapucaia (MS); Viana (ES); Tunas do Paraná (PR); Maceió (AL); Arapiraca (AL) e Linhares (ES), seguidas de Recife e Salvador? Não são mais Rio e São Paulo. (Leia a matéria completa: mapa da violência - http://www.sangari.com/mapadaviolencia/)

Reconheço, todavia, que a questão da segurança é vital para a vida social e até para a consolidação da Democracia. Afinal, no Brasil, mais de 50 mil pessoas são assassinadas por ano. Isso acontece há vários anos.

Além disso, é preciso destacar que quase todas as vítimas da violência urbana são jovens negros, jovens pobres, moradores de favelas e de periferias urbanas de cidades brasileiras. Os meninos pobres são vistos como se fossem sempre suspeitos de serem criminosos. A polícia continua apartada do povo.

Por outro lado, quero encerrar afirmando que é possível enfrentar essa tragédia social. Tem solução.

No sistema penitenciário, por exemplo, temos um caso de sucesso, historicamente comprovado, em Minas Gerais, implantado pelo então governador Aécio Neves.

O modelo adotado pelo Governo de Minas, apesar de ser uma PPP – Parceria Público-privada, por meio da qual a empresa vencedora do processo licitatório criou o projeto arquitetônico, construiu os edifícios e cuida da operacionalização do complexo prisional; apesar de ser privado,  mantém o papel constitucional do Estado na área de segurança, que deve cuidar da disciplina e do cumprimento das penas estabelecidas pela Justiça, acompanhando a execução das penalidades em conjunto com o Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas.

O Estado também continua responsável pela escolta dos sentenciados, segurança externa e de muralhas. Ao Governo do Estado, cabe ainda nomear um agente público como diretor de segurança para cada unidade do complexo, sendo eles encarregados pela coordenação e pelas medidas de segurança das unidades.

Resumo da ópera: é possível enfrentar a questão da violência, acionando a co-responsabilidade da sociedade civil e da imprensa, entendendo que os fatos relacionados com a criminalidade devem ser enfrentados, objetivamente, como questão de Segurança Nacional. Sem sensacionalismo e sem medo.

 

(*) Rinaldo Barros é professor - rinaldo.barros@gmail.com

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Sat, 04 Feb 2012 11:44:53 -0800 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-44318 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-44318

Sem Segurança, não há Cidadania. Nem Democracia.

(*) Rinaldo Barros

 

No Brasil, mais de 50 mil pessoas são assassinadas por ano – isso já acontece há vários anos.

Quase todas as vítimas da violência urbana são jovens negros, jovens pobres, moradores de favelas e de periferias urbanas de cidades brasileiras. Os meninos pobres são vistos como se fossem suspeitos de serem criminosos.

E é preciso dizer que nunca foram suficientes os investimentos realizados em Segurança no Brasil. Ainda por cima, foram investimentos aplicados basicamente em viaturas, armas e equipamentos; esquecendo o capital humano, principal esteio de qualquer instituição. Vivenciamos, há décadas, a ideologia da “viaturização” das polícias.

Além disso, as forças de Segurança, principalmente as polícias, ainda não passaram por um processo profundo de democratização, de modernização. Continuam apartadas do povo.

Sabemos que a criminalidade tem ligações com o nosso problema social, cuja causa principal é a ausência do Estado em quase todos os aspectos da vida dos segmentos mais pobres da população.

É quase inexplicável o descaso que faz com que os governos invistam tão pouco em Segurança e na Escola pública, na educação do nosso povo. O Estado brasileiro ainda é ausente para a maioria da população.

A sociedade civil organizada não consegue mais aceitar essa situação, herdada de erros históricos cometidos pelo Estado em negar os Direitos Constitucionais de cada cidadão de bem. Equívocos cometidos, ainda que eivados de boas intenções, nos períodos de regimes autoritários: Estado Novo (1937/45) e Regime Militar (1964/85).

Hoje, em pleno regime democrático, no Brasil, ainda prepara-se a polícia com se fôssemos para uma guerra, para o combate ao crime. Não se faz a formação do homem voltada para prevenir, para evitar a ocorrência do crime; na polícia e na sociedade como um todo.

Esquecem-se os interesses do povo - que só quer viver, trabalhar, estudar e ser feliz.

Estou convicto de que há uma confusão conceitual, uma questão de fundo, um nó górdio a ser desatado. Vejamos como a questão é entendida pelo senso comum.

Ao policial foi confiado, pela sociedade e pelo Estado, o papel da Segurança pública; como se a sociedade não fosse co-responsável. Como se a segurança fosse possível de ser obtida a partir da força bruta contra os pobres.

Ou seja, historicamente, a Segurança pública, tem-se resumido ao combate à criminalidade. Uma desinteligência sistêmica, porquanto violência gera violência. Resultado: já vivemos em plena guerra civil sem quartel; com o crime se modernizando mais rapidamente do que o Estado.

Entendo que dar Segurança significa prevenir, por todos os modos permitidos e imagináveis, para que a infração penal não ocorra.

Aliás, no Rio Grande do Norte, tem um excelente exemplo: o PROERD (http://www.proerd.rn.gov.br/).

Aprendi também que os gastos e os prejuízos materiais e humanos, em regra, são muito maiores com o combate do que com a verdadeira Segurança. A polícia deve continuar com viaturas, armas e equipamentos modernos, todavia, tendo como premissa que prevenir é melhor e mais barato. Deve-se usar a inteligência lato sensu.

Os cidadãos não necessitamos de uma polícia que nos encare como inimigos em potencial. Necessitamos de uma nova concepção da polícia e da organização policial, de suas finalidades, de seu treinamento e métodos de ação.

Como ensina o professor Ricardo Balestreri (ex-secretário nacional de segurança), “é preciso devolver a polícia ao povo”.

Cidadania é a competência histórica em termos de decidir e efetivar a oportunidade de desenvolvimento humano sustentado; é a capacidade de apreender a realidade e a partir desta consciência, intervir de forma crítica; fazer-se sujeito histórico e como tal intervir ativamente; buscando superar a manipulação da população enquanto massa de manobra.

Ou seja, a população precisa ser protagonista. É preciso participar, informar e contribuir.

Diante da perspectiva de priorizar os investimentos para capacitação e informação (ainda que o Governo Federal esteja alocando uma merreca para o tamanho do Brasil), é preciso agora mais e melhor articulação da polícia com a mídia, com a Justiça, sistema prisional, ministério público, administrações municipais, lideranças comunitárias, gestores da educação, esporte, cultura e lazer; tudo associado à urbanização e iluminação sistemática dos espaços degradados.

Com a polícia perto do povo, com o policial inteligente, investigando, pesquisando, conquistando a confiança das pessoas comuns, em convivência cotidiana; quase como se fossem líderes populares, representando a presença do Estado, um canal aberto para os bens da cidadania. Uma polícia comunitária, de todos.

Uma experiência de sucesso é a do Japão, um bom exemplo, a ser conhecido pelos nossos governantes.

Enfim, uma nova concepção de Segurança pública e, por conseguinte, novo papel do agente policial no seio da sociedade. Que possa ser a expressão da confiança, da cidadania, a ser vivenciada por toda a sociedade brasileira.

Resumo da ópera: sem Segurança pública não há Cidadania. Nem Democracia!

 

(*) Rinaldo Barros é professor - rinaldo.barros@gmail.com

 

 

 

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Sun, 22 Jan 2012 05:34:48 -0800 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-24694 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-24694

Nova classe média ou Consumidores endividados?

(*) Rinaldo Barros

O resultado do Censo 2010 indica 190.732.694 pessoas para a população brasileira em 1º de agosto, data de referência (IBGE - http://www.ibge.gov.br/). Se considerarmos que, em 2011, houve o mesmo crescimento da média da última década, tivemos um incremento populacional de 2 milhões de almas, nestes 12 meses pós Censo. Formamos hoje, portanto, um contingente de 192.732.694 brasileiros.

Ora, o Datafolha constatou em pesquisa recente que o Brasil possui 90 milhões na badalada “nova classe média” (os que vivem com mais de 3 salários mínimos, e têm acesso ao crédito para comprar eletrodomésticos e carros populares, com prestações a perder de vista).

Se somos 193 milhões, a maioria - mais de 100 milhões - ainda continua sem ter certeza se vai almoçar amanhã, ainda se encontra mergulhada na pobreza e na miséria.

Não dá pra afirmar– como exagerou o Datafolha - que “o Brasil é de classe média”.

Até há pouco tempo classificados como pobres ou muito pobres, esses 90 milhões de “novos consumidores” melhoraram de vida e começaram a usufruir vários confortos típicos de classe média. Sua ascensão social revela uma novidade: pela primeira vez na História, esses segmentos crescem sua capacidade de consumo no Brasil. São hoje 47% da população (eram 44% em 2002), conforme estudo da FGV.

Sem dúvida, essa população emergente, com seu desejo de continuar a consumir e seu foco no progresso pessoal, é um sintoma de que o Brasil está melhorando. Em todos os países que alcançaram um alto grau de desenvolvimento econômico e social, a maioria dos habitantes pertence às camadas médias.

Conhecer este fenômeno é, portanto, fundamental para entender o futuro do Brasil. Quem são essas pessoas? Como melhoraram de vida? Que impacto podem provocar? Quais desafios trazem para o país?  

A população brasileira aumentou, mudou do ponto de vista educacional e atravessou uma revolução demográfica que reduziu o tamanho da família. Essa dinâmica cria a possibilidade de expansão da economia, movimenta o mercado interno e põe mais gente no elevador social.

Todavia, é importante compreender que a expansão da classe média e a redução da desigualdade de renda não é fenômeno ocorrido apenas no Brasil. Ele vem ocorrendo simultaneamente - e de forma acelerada - em todas as economias emergentes, sobretudo na China e na Índia.

A explosão da classe média teve início há cerca de dez anos, ainda não atingiu seu pico e, se a crise deixar, deve durar pelo menos mais dez anos. Um estudo recente do banco de investimento Goldman Sachs – intitulado O Meio que Cresce - estima que, até 2030, 2 bilhões de pessoas terão se juntado à “classe média mundial”, conceito que, para o Goldman Sachs, inclui pessoas (e não famílias) com “rendimento pessoal mensal” entre US$ 500 e US$ 2.500 (no Brasil isso seria entre R$900,00 e R$4.500,00).

Por sua vez, os analistas Dominic Wilson e Raluca Dragusanu, que assinam o relatório, estimam que, em 20 anos, essa classe média, bem mais restrita que a descrita pelos otimistas cálculos brasileiros, será 30% da população mundial.

De outro ponto de vista, constatamos que o mundo inteiro é diariamente marcado por manifestações que refletem a insatisfação popular contra a ordem econômica, a qual se contrapõe aos interesses da maioria da população.

Da Tunísia ao Egito, passando por Espanha e Chile. Esse sentimento é canalizado pelo movimento “Ocupe Wall Street”, são protestos anticapitalistas que se espalham por várias cidades estadunidenses, e culminou com o Dia de Ação Global (outubro de 2011), que mobilizou centenas de milhares de pessoas em 900 cidades de 82 países.

Essas manifestações podem ser sintetizadas pelo slogan “Nós somos os 99%”, com a máscara do “V” de Vingança simbolizando que a maioria da população se sente oprimida por uma pequena e privilegiada elite política e financeira. Menos no patropi, é claro, onde todo dia jorra leite e mel e o sabiá canta maviosamente.

Aqui, no patropi, como sói acontecer, há uma tendência de forçar a barra para construir um novo “conceito técnico”, a partir da “renda familiar” de R$1.500,00 em diante, aliada ao endividamento no médio prazo; redesenhando o perfil dos consumidores de bens e serviços, e tentando fazer acreditar – quase irresponsavelmente – que a economia vai continuar em crescimento contínuo e sem crise ad perpetuam rei memoriam.

Tudo com um objetivo pragmático muito claro: longe de fundar uma nova classe média; pretende a atual elite política e financeira brasileira, isso sim, continuar anestesiando a plebe ignara e enganando os incautos - endividados - até as próximas eleições.

 

(*) Rinaldo Barros é professor e pesquisador – rb@opiniaopolitica.com

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Mon, 09 Jan 2012 04:06:52 -0800 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-67979 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-67979
Você pode fazer a diferença
(*) Rinaldo Barros
O sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein acredita que o capitalismo chegou ao fim da linha: já não pode mais sobreviver como sistema.
Cá no meu canto, ainda meio instintivamente, assino embaixo.
Todavia, em que pese o fato de que o capitalismo não tem sido capaz de resolver nenhuma grande questão social, nas atuais circunstâncias e no atual cenário mundial, não consigo enxergar qual modo de produção seria o substituto do atual sistema.
Ou seja, o que surgirá em seu lugar poderá ser melhor (mais justo e democrático) ou pior (mais autoritário e explorador) do que temos hoje em dia.
É prudente destacar que o capitalismo é passível de se transmudar em novos e inusitados padrões de acumulação, a depender da formação social analisada. É importante ressaltar também que, desde o final do século XX, o sistema financeiro solapou completamente o processo de produção e a tecnologia transformou o capitalismo quanto à sua forma exterior.
Aqui no patropi, por exemplo, enquanto a economia vai crescendo, a desigualdade social crescente põe tudo a perder. Temos, a cada ano, mais milionários e mais miseráveis.
Em meio a essa complexidade, uma coisa a vida me ensinou: ao contrário do que pensava o velho Karl Marx, o sistema não sucumbirá num ato heróico de alguma liderança operária, numa insurreição armada; mas desabará sobre suas próprias contradições.
Provavelmente, a morte do capitalismo será fruto da ganância desenfreada de suas elites (1% da população), com a conseqüente e provável deterioração da qualidade de vida da grande maioria (99% da população). Essa agonia ainda vai demorar uns 30 ou 40 anos.
O sistema reproduz uma concentração cada vez maior de riquezas paralelamente ao crescimento da miséria, do desemprego estrutural, da criminalidade e do consumo de drogas.
Os EUA e a União Européia estão em séria e duradoura crise econômico-financeira. A Espanha tem vinte por cento de sua força de trabalho desempregada. A Grécia, Portugal e Itália estão adotando regimes forçados de contenção de despesas, cortando salários e penalizando os aposentados; para não falar na crescente intolerância aos migrantes e às minorias.
Para Wallerstein, vivemos o momento preciso em que as ações coletivas, e mesmo individuais, podem causar impactos decisivos sobre o destino comum da humanidade.
Concordo plenamente com Wallerstein, quando ele afirma: “Não é uma crise de um ano, ou de curta duração: é o grande desabamento de um sistema. Estamos num momento de transição. Na verdade, na luta política que acontece hoje no mundo não está mais em questão se o capitalismo sobreviverá ou não, mas já se discute o que irá sucedê-lo”.
A verdade é que estamos vivenciando uma espécie de Era da Incerteza sem volta, um período no qual quase tudo é relativamente imprevisível no curto prazo - e as pessoas não podem conviver com o imprevisível no curto prazo.
Podemos nos ajustar ao imprevisível no longo prazo, mas não com a incerteza sobre o que vai acontecer no ano seguinte. Os empresários não sabem o que fazer, e é basicamente isso o que estamos vendo no mundo da economia nos dias atuais.
Ninguém está encorajado para investir, já que ninguém sabe se daqui a um ano ou dois vai ter esse dinheiro de volta. Quem não tem certeza de que em três anos vai receber seu dinheiro, não investe; e não investir torna a situação cada vez pior.
Peço um pouco mais de atenção, a partir de agora, no encerramento deste texto.
Quando o sistema está relativamente estável, é relativamente determinista, com pouco espaço para o livre-arbítrio. Mas, quando está instável, passando por uma crise estrutural, tal como agora, o livre-arbítrio torna-se importante.
É fundamental o papel do indivíduo na história. No atual momento histórico, as ações de cada um de nós realmente importam, de uma maneira tal como não se viu nos últimos 500 anos. Nossa atitude política pode realmente fazer a diferença, para definir que tipo de futuro estamos construindo, no aqui e agora.
Encerro com um pedido: reflita bastante quando for exercer o seu livre arbítrio agora em 2012 e em 2014, quando for escolher os novos governantes.
Você pode estar fazendo a escolha entre a civilização ou a barbárie.
(*) Rinaldo Barros é professor e presidente do PSDB Natal – rb@opiniaopolitica.com

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Tue, 27 Dec 2011 04:51:31 -0800 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-4815 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-4815

Ignorância impede a cidadania

(*) Rinaldo Barros

Eu desejei muito escrever, como despedida de 2011, um texto para transmitir otimismo e esperança. Lamentavelmente, os fatos não permitem concretizar o meu desejo sincero. Vejam a declaração a seguir.

“Fica a critério de cada escola ensinar ou não um pouco de literatura; e adotar o livro didático que bem entender”. Essa afirmação poderia ser do (ainda) atual ministro da Educação.

Começo com duas péssimas notícias:

1. Há cerca de quatro anos, a imprensa registrou o fechamento em Berlim do único instituto existente na Europa continental (tirante Portugal) que se destinava a difundir a cultura brasileira.

2. Em 2010, o departamento de espanhol e português da Universidade de Cambridge aprovou o encerramento da Licenciatura em Português.

Por sua vez, aqui no patropi, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) é bastante vaga sobre o ensino de literatura. Estabelece que a língua portuguesa seja considerada "como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e acesso à cidadania" (art. 36, par. 1º).

Ou seja, nada impede que os textos literários desapareçam do ensino. Um baita desatino!

Como conseqüência desse descaso, o nosso idioma vem sofrendo com algumas agressões cada vez mais consolidadas. A conversa de hoje gira em torno do uso de uma expressão muito usada ultimamente, por muita gente boa, bem formada e até mesmo bem informada.

Não suporto mais ouvir pessoas formadoras de opinião insistindo numa forma equivocada de falar e escrever, sem qualquer justificativa plausível. Vejamos.

A expressão corriqueira "a nível de" é usada em qualquer situação, como se fora adequada. A meu ver, não deve ser utilizada em hipótese alguma, a não ser que se posponha à preposição "a" o artigo "o", apresentando o significado de "à mesma altura".

Por exemplo: "Gosto de estar ao nível do mar"; "Ele quer colocar-se ao nível dos diretores".

Qualquer outro significado que se queira dar a ela (“a nível de”) estará errado. Considerando-se a norma culta, deve-se substituí-la por "em termos de”, “em relação a”, “em se tratando de” ou “quanto a". 

Há gramáticos que também admitem a substituição por "em nível de". Em minha modesta opinião, porém, considero inadequado esse uso também.

A mesma opinião têm os professores João Bosco Medeiros e Adilson Gobbes em seu livro "Dicionário de Erros Correntes da Língua Portuguesa", publicado pela Editora Atlas. 

Já o professor Luiz Antonio Sacconi, em seu livro "Não Erre Mais", publicado pela Atual Editora, apresenta a expressão "em nível de" certa apenas no sentido de "no mesmo nível";

Por exemplo: "A reunião será em nível de diretoria", ou seja, apenas pessoas que estiverem no mesmo nível participarão da reunião. O certo seria dizer, por exemplo, "Em relação aos nossos investimentos, conseguimos bons resultados", e não erradamente "a nível de nossos investimentos..."  

O certo seria dizer "Quanto à qualidade dos discos, julgo o de Gilberto Gil melhor que o deles", e não "A nível de qualidade..."  

Mas, existem manias ainda piores. Está igualmente insuportável a utilização exagerada da forma nominal dos verbos no gerúndio, como se fosse uma forma elegante de falar, geralmente, por pessoas tidas como “atualizadas”, treinadas para comunicação ou atendimento ao público.

Arrisco afirmar que o gerúndio deve ser usado apenas para transmitir a idéia de processo, de algo em andamento, em curso no presente. Não deve ser usado para o futuro, nunca para algo que ainda vai acontecer.

Imaginem encerrar assim este artigo: “Vou estar aguardando as críticas a este artigo, e vou estar respondendo na próxima oportunidade...a nível de assassinato do idioma pátrio”.

Pra completar, e pra empurrar o patropi de vez na direção da ignorância, o governo (MEC) admitiu que não tem qualquer responsabilidade quanto ao conteúdo dos livros didáticos adotados pelas escolas. Ou seja, o governo está se lixando para o que estão ensinando, ou não, às nossas crianças. Fico por aqui, com minha chatice e teimosia inabaláveis.

Chato, mas sem “preconceito lingüístico”.

 

(*) Rinaldo Barros é professor e presidente do PSDB Natal – rb@opiniaopolitica.com

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Sun, 18 Dec 2011 05:26:38 -0800 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-11737 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-11737

Qualidade de vida em Natal

“Ser Culto para ser Livre” (José Marti)

 

(*) Rinaldo Barros

 

Qualidade de vida não é um bem durável que possa ser estocado para consumo futuro. Nem uma conquista definitiva da sociedade. Trata-se, antes de tudo, de um bem público altamente perecível, que se deteriora ao menor descuido.

Os bens públicos têm como características básicas: a não-exclusividade e a não-rivalidade. Nenhuma pessoa pode ser privada ou excluída de usufruí-los. Se a qualidade de vida tem essa natureza de bem público, então deve ser garantida igualmente a todos.

Natal é uma das cidades que oferece melhor qualidade de vida aos seus habitantes. Mas apenas uma parte dos natalenses (a menor) desfruta hoje dessas condições privilegiadas que se aproximam dos padrões do Primeiro Mundo.

No entanto, nossa cidade continua reproduzindo o mesmo quadro de profundas desigualdades que divide o Brasil. São abundantes os estudos acadêmicos que acentuam o caráter dual da sociedade brasileira, virtualmente cindida em duas nações: uma muito rica, formada por uma minoria com padrões de consumo altamente sofisticados; outra muito pobre, que reúne a maioria da população, excluída dos benefícios do desenvolvimento e do consumo dos bens básicos da cidadania.

Nas últimas décadas, Natal experimentou um processo de acelerado desenvolvimento. No entanto, ao lado das inegáveis realizações urbanísticas desse período, é preciso reconhecer que ainda é preciso avançar muito mais na área sócio-cultural.

A prioridade dos governos municipal e estadual, a partir de 01 de janeiro, é a universalização de bens e serviços sociais de qualidade (planejamento, cidade limpa, qualificação profissional, saúde, educação, informação, tecnologia, transporte público de massa, esporte, lazer e muito investimento no fortalecimento da identidade cultural de nossa gente). Significa, em outras palavras, ter como meta assegurar a todos o padrão de qualidade de vida que hoje é desfrutado pela classe média alta e pela elite.

A atual modernidade excludente levará inevitavelmente ao esgarçamento dos vínculos de solidariedade e ao recrudescimento da violência urbana, sintomas que já estão evidentes em nosso país.

O outro caminho que Natal pode (e deve) escolher, para ingressar, realmente,  no Século 21, pressupõe uma "nova forma de modernização", que tenha como seu objetivo central o fim da exclusão social, econômica, política e, principalmente, cultural, integrando sua população em uma única sociedade.

Essa opção implica em reinventar a própria idéia de modernidade.

            Sob esta nova ótica, modernidade será, por exemplo, levar saneamento básico para os cerca de 70% de domicílios de Natal que ainda não dispõem de rede de esgoto, promover a regularização fundiária de milhares de imóveis irregulares, assistir crianças e adolescentes que ainda se encontram em condições de risco (notadamente, combater a epidemia do crack), disseminar a prática da solidariedade e da Cultura da Paz em todos os segmentos e combater a exclusão por todos os meios: associativismo, cooperativismo, capacitação profissional e difusão cultural.

Entretanto, não se trata de uma escolha qualquer que possa ser feita sem maior responsabilidade cívica.

Sem menosprezar o que já foi conquistado, advogamos que, para não sacrificar estas conquistas, é preciso ampliá-las de tal forma que toda sociedade seja beneficiada.

Para tanto, será indispensável consolidar a parceria entre a Prefeitura do Natal e o Governo Estadual, assegurando definitivamente as condições para o desenvolvimento.

A universalização das condições mínimas de bem-estar é o desafio que Natal e o Rio Grande do Norte têm no presente e do qual depende o seu futuro. Neste desafio, é preciso compreender a importância fundamental da dimensão cultural (preservação e valorização da memória, do patrimônio histórico, do folclore; incentivar o letramento e a edição de livros, bem como, consolidar o “casamento” com a educação) tudo para assegurar a construção da cidadania.

É o desafio de todos. A começar pelo voto consciente em 2012.

 

(*) Rinaldo Barros é professor e presidente do PSDB Natal – rb@opiniaopolitica.com

 

 

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Fri, 02 Dec 2011 05:29:47 -0800 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-58646 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-58646

A Terceira margem do rio

 

“A educação,  direitos de todos  e dever do Estado e da família,  será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,  visando ao pleno desenvolvimento da pessoa,  seu preparo para o exercício da cidadania  e sua qualificação para o trabalho”.

(Constituição Federal – 1988 - Título VIII, Capítulo. III, Seção I, Art. 205)

(*) Rinaldo Barros

Pode-se afirmar que, nas três últimas décadas, foram promovidos esforços de políticas públicas visando melhorar os níveis de educação da população brasileira. Um aspecto importante foi o aumento da taxa de matrícula. Em 2006, mais de 97% da população de 7 a 14 anos estavam matriculadas. Foi um avanço diante das taxas do final da década de 1980, quando o índice de atendimento era de 86%.

Entretanto, há de se ressaltar que o Brasil ao longo da história não conduziu sua expansão do ensino básico em prol da qualidade de aprendizado.

No país, ainda, se convive com altos índices de evasão e abandono, além de falta elementar de qualidade na educação básica.

O Ensino Superior também sofre as conseqüências de uma educação de base sem a qualidade adequada. Quase 80% das matrículas no ensino superior são feitas em instituições sem qualidade (uma parte delas tem sim qualidade, mas o que deveria ser a regra é a exceção) e a custos individuais bastante onerosos.

Por outro lado, as Universidades Federais abrigam os mais proficientes, oriundos, em sua maioria, de cursos de ensino médio oferecido pelas escolas das redes privadas e cursos preparatórios para os vestibulares.

O resultado é patente, os mais ricos estão na universidade federal e os mais pobres pagam por seus estudos em instituições de ensino superior sem qualidade, em sua maioria. Isso sem contar com os milhões de estudantes que sequer têm a oportunidade de finalizar o ensino fundamental e o médio.

Para superar o quadro de debilidade da aprendizagem e, mesmo, concretizar a universalização da educação básica é necessário aumentar os recursos de investimento geral e per capita e melhor direcioná-los, com planos e metas claras de avanços reais, buscando eqüidade.

Deve-se priorizar de forma radical o ensino básico.

Isso quer dizer aumentar os investimentos na qualificação dos professores da educação básica, oferecendo a eles uma melhor formação inicial e continuada.

É importante garantir mais escolarização às crianças e aos jovens, com mais aprendizado efetivo. Mais anos médios de escolarização, com menor distorção idade-série, efetivando o desenvolvimento de mais habilidades de Leitura e de Matemática são processos vitais ao crescimento econômico e ao aprimoramento da Educação no Brasil. Mas não é só. Faz-se importante ampliar o horário escolar no Brasil, oferecendo aos alunos de escola pública esportes, artes e reforço pedagógico de disciplinas.

A qualificação da educação de base é preocupação constante de países que alcançaram um desenvolvimento estruturado e efetivo.

Seja por meio de reformas da educação, seja por meio de ações efetivas de melhoria dos recursos humanos ou pela 12  implementação de leis para o setor educacional, o fato é que alguns países deram saltos de qualidade no ensino. E essa empreitada influenciou diretamente no desenvolvimento econômico dessas nações.

Para tanto, um fenômeno social e político é comum a todos: a educação de base foi priorizada não somente pelo Estado, mas pela sociedade desses países.

Esta percepção seria o olhar que simboliza a ruptura com as dualidades (bem e mal, concreto e abstrato, nacionalismo e globalização) e a descoberta de outra forma de perceber e assimilar a realidade.

Como diria Guimarães Rosa, seria a “Terceira margem do rio”.

 

 

(*) Rinaldo Barros é professor da UERN e presidente do PSDB Natal – rinaldo.barros@gmail.com

 

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Sun, 27 Nov 2011 14:02:04 -0800 URGENTE - PUBLICAÇÃO DE NOVO LIVRO http://opiniaopolitica.posterous.com/urgente-publicacao-de-novo-livro http://opiniaopolitica.posterous.com/urgente-publicacao-de-novo-livro INFORMO QUE CONSEGUI PUBLICAR NOVO TEXTO - POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE -  VIA CLUBE DOS AUTORES.

ACESSE: http://www.clubedeautores.com.br/book/117000--POR_UMA_EDUCACAO_DE_QUALIDADE

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Sat, 12 Nov 2011 03:40:45 -0800 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-1906 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-1906

A ARTE DA PESQUISA  

(*) Rinaldo Barros

 

PESQUISA INFORMA: ROGÉRIO 35%, WILMA 40% - Margem de erro: 3,5%

Mas, sem qualquer erro técnico, poderia também divulgar que o resultado foi: ROGÉRIO 38,5%, WILMA 36,5%. Margem de erro: 3,5%

Vamos tentar explicar melhor esse “imbróglio estatístico”.

Nestes tempos de pré-campanha eleitoral, a formação da opinião é influenciada por algumas variáveis sutis, as quais nem sempre são percebidas pelo grande público.

Pesquisa de opinião talvez seja o mecanismo mais difícil de se perceber e avaliar corretamente o seu papel numa campanha eleitoral. Na verdade, cada pesquisa de opinião funciona como se fosse um retrato da realidade, definido no tempo e no espaço.

Ou seja, depende dos lugares onde as informações são coletadas (da seleção da amostragem, também conhecida como PPT – probabilidade proporcional ao tamanho, do tipo de perguntas contidas no questionário), e do tempo decorrido entre o trabalho de campo e a divulgação dos resultados.

O melhor exemplo para se entender o que é uma amostragem é o de uma cozinheira que toma uma colherada de uma panela para saber como está a feijoada naquele momento; se está boa de sal. Da mesma forma, o pesquisador busca saber como está o eleitorado naquele momento.

Esta pesquisa do CERTUS, por exemplo, realizada e divulgada nestas eleições municipais está correta.  O momento da divulgação do resultado desta pesquisa do CERTUS, provavelmente, ocorreu cerca de seis dias após a coleta das informações. Coisa de estrategista político profissional

Hoje, no dia em que você está lendo este canto de página, os números já são outros.

É como na vida, a cada momento a situação muda. Sempre.

Sem dúvida, pesquisa é parte de uma estratégia muito inteligente que, divulgada por veículos de comunicação poderosos, certamente influenciam grande parte do eleitorado, difundindo a sensação (falsa) de que a situação pesquisada é diferente daquela que ocorre no mundo real: um artifício que têm o condão de confundir a maioria das pessoas, não iniciadas na arte das pesquisas.

Repito: estamos lidando com profissionais qualificados.

Além dessa possibilidade estatística, é possível também fazer leituras diferenciadas dos números finais de uma pesquisa de opinião, a depender de como se calcula e aplica o percentual da margem de erro.

Explico: é possível ajustar os resultados, sem perder a credibilidade, reduzindo o número de questionários aplicados, reduzindo o tamanho da amostragem. Esta medida resulta no aumento da margem de erro. E permite que o pesquisador seja mais ousado no “ajuste” dos resultados, em sintonia com as circunstâncias de quem solicitou o trabalho.

Estes procedimentos não devem ser entendidos como fraudes ou manipulações. São possibilidades de manejos estatísticos.Todos os profissionais do ramo sabem disso.

Os clientes (candidatos e partidos) dos institutos, isso sim, é que utilizam, ou não; publicam, ou não, os resultados, de acordo com os seus interesses.

Resumo da ópera: os percentuais de uma pesquisa do Instituto X: Rogério 35, Wilma 40; se divulgados pelos veículos de comunicação, poderiam – sem modificar em nada a veracidade dos seus resultados (dentro da margem de erro de 3,5), serem ajustados da seguinte forma: Rogério 38,5 e Wilma 36,5.

Acreditem: é o mesmo resultado estatístico, a ser divulgado pela redes de comunicação.

 E o CERTUS, assim os demais institutos, irá ajustando os resultados ao longo da campanha, e continuará acertando, com a mesma credibilidade conquistada ao longo de sua história.

Resumo da ópera: Estatística talvez não seja uma ciência, quiçá seja uma arte.

 

(*) Rinaldo Barros é professor e presidente do PSDB Natal - rinaldo.barros@gmail.com

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Tue, 01 Nov 2011 14:45:30 -0700 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-35558 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-35558

NATAL SANEADA

(*) Rinaldo Barros

A população mundial não pára de crescer, e a água potável vem se tornando cada vez mais rara.

Neste final de outubro, completamos 7 bilhões de seres humanos no planeta. Mas, em 2025, 8 bilhões de habitantes deverão compartilhar a mesma quantidade de água doce que existe atualmente. Estima-se que as reservas serão, em média, de 4.800 m3 por ano e por habitante. Em 1950, era 16.800 m3.

A América do Sul dispõe da quarta parte da água disponível em todo o mundo, embora ela abrigue apenas 6% da população. No extremo oposto, 60% dos habitantes do planeta vivem na Ásia, que não dispõe mais do que um terço dos recursos em água existentes.

Acendeu a luz amarela. As sociedades humanas precisam reformar rapidamente sua administração dos recursos em água doce, sobre os quais pesam ameaças cada vez mais importantes. Caso mudanças não sejam promovidas em tempo hábil, a segurança hídrica, alimentícia e energética, em breve poderá estar comprometida.

O Congresso de Montpellier, em 2008, cuja abordagem foi predominante científica, realizou-se alguns meses antes da reunião do 5º. Fórum Mundial da Água, ocorrido em março de 2009, em Istambul (Turquia), e que reuniu lideranças políticas, industriais e organizações não-governamentais (ONGs). Elas abordaram as questões da evolução da vazão dos rios, o impacto do aquecimento climático sobre a irrigação do arroz na China, e a administração dos conflitos entre usuários na Europa, entre outras.

Foi aprovada uma declaração em nível ministerial, salientando que devem reforçar a administração e cooperação dos recursos hídricos, a fim de garantir a segurança da água potável de bilhões de pessoas. Segundo a declaração, o mundo está passando por rápidas transformações, como crescimento demográfico, urbanização e mudanças climáticas. Para se adaptar a tais mudanças, devemos aperfeiçoar a administração dos recursos hídricos e reforçar as cooperações internacionais em todos os níveis.

Todavia, o grande culpado pela rarefação da água é o crescimento das formas de poluição de origem urbana, industrial e agrícola. Raros são os países que efetuam corretamente o saneamento das suas águas usadas. O patropi é um dos piores exemplos.

O locutor que vos fala já alertou sobre isso na tese que produziu para o doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento da UFPR, em 2000, publicada sob o título “Uma Nova Ética para a Gestão Urbana”.

Lamentavelmente, a situação atual continua ruim.

Aqui em Natal, apenas 30% (trinta por cento) da cidade tem coleta de esgoto (sem tratamento), e estamos consumindo água contaminada por nitrato, elemento cancerígeno. A impermeabilização do solo urbano, via asfalto e cimento, é a causa principal desta irracionalidade geradora de doenças e mortes.

Os gestores têm obrigação de coibir essa prática suicida.

Como dissemos, grande parte da água ofertada pela CAERN para a população de Natal está com nitrato acima de 10mg/L; ou seja, está fora dos padrões de potabilidade; portanto, imprópria para o consumo humano, nos termos da legislação. Dos 134 poços em atividades, 69 estão contaminados por nitrato. Não adianta filtrar nem ferver.

É urgente construir uma política de uso e gerenciamento adequado da água. A arborização e a simples infiltração da água das chuvas no solo, sem dúvida, evitará as enchentes e recuperará os aqüíferos, gerando vida saudável.

Diz a sabedoria popular que “Governo forte é governo novo”. Pois bem, uma lei municipal com apenas um artigo pode enfrentar a questão, com o próximo prefeito eleito em 2012.

Veja como seria simples:

 “Artigo 1º. Em nome do interesse público, o Município promoverá a desapropriação dos lotes cujos proprietários não reservarem, no mínimo, 40% (quarenta por cento) de sua área total para permeabilização das águas pluviais, para livre infiltração no solo nas áreas externas, passeios públicos e quintais. Será permitida a vedação, desde que vazada e atendendo às normas de acessibilidade”.

No mais, é ter vontade política para fazer acontecer água limpa e potável, para que a Prefeitura do Natal seja mais rigorosa com a preservação dos rios Pitimbu e Potengi e com a CAERN; negociando metas viáveis para concluir o sistema de coleta e tratamento dos esgotos, tornando Natal uma cidade saneada.

Este é “o caminho, a verdade e a vida”.

 

(*) Rinaldo Barros é professor da UERN e presidente do PSDB Natal – rinaldo.barros@gmail.com

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Thu, 20 Oct 2011 09:44:16 -0700 CONVITE http://opiniaopolitica.posterous.com/convite http://opiniaopolitica.posterous.com/convite
Convitepsdb

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Sat, 01 Oct 2011 17:21:25 -0700 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-30841 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-30841

Tudo continua como dantes

 (*) Rinaldo Barros

Semana que passou vivenciei uma experiência de retorno ao passado, à minha juventude. Fui procurado por uma pessoa que não via há 40 anos, um operário que conheci nos anos de chumbo, tempo em que eu encarnava um dirigente de uma organização que ainda vive e atua. Surpreendeu-me o ex-companheiro ao exibir suas idéias atuais, incrivelmente, iguais ao que concebíamos nos anos 70, como se o tempo não tivesse passado; e deixou-me pasmo ao constatar que nada havia mudado em sua mente, nem mesmo frente às revoluções tecnológicas e econômicas mundiais.

Para ele, não há diferença alguma entre a sociedade industrial – que já não mais existe - e a contemporânea sociedade da informação. Na minha frente estava um homem incapaz de evoluir, de se transformar e de perceber as transformações ao seu redor. Como pude acreditar que faríamos uma Revolução?

Desde então, minha cabeça tem sido martelada por uma questão: por que a esquerda brasileira logrou ser alternativa de governo, mas nunca conseguiu ser alternativa de poder?

Esclareço logo que não falo apenas dos comunistas, mas da esquerda em geral, incluindo a católica.

Na virada do século XX para o século XXI, a América do Sul assistiu ao agravamento da questão social em decorrência das políticas neoliberais adotadas nas décadas precedentes. Isso fortaleceu os movimentos sociais e os partidos políticos que representavam (?) alternativas de mudança.

É o que explica a eleição para presidente da República de Hugo Chávez na Venezuela, Lula no Brasil, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador e Fernando Lugo no Paraguai.

Peço ao caro leitor um pouco mais de atenção, a partir de agora.

Ao chegar ao Governo Federal – além de renunciar aos princípios do seu partido no documento “Carta ao povo brasileiro” (22.06.2002) - o governo Lula preencheu considerável parcela das milhares de funções administrativas com a nomeação de militantes do PT, líderes de movimentos sociais; fenômeno conhecido como “aparelhamento do Estado”.

O mérito e a competência não foram, e nem são considerados.

Afastados de suas bases, essas lideranças estão hoje perfeitamente adaptadas às benesses do poder, sem o menor interesse em retomar o “trabalho de base”. Instados a se manifestar, são a voz do governo junto às bases, e não o contrário. Ou seja, contrariando as facções radicais (atrasadas) do PT, o governo Lula optou por uma governabilidade baseada na política de conciliação com setores dominantes, e políticas compensatórias para os dominados e subalternos. Curiosamente, dentro do receituário econômico do governo anterior (Henrique Meireles, em 2003, era do PSDB). Os lucros astronômicos dos bancos e das grandes empresas assim o comprovam.

Ao assumir a presidência, Lula poderia ter assegurado sua sustentabilidade política em duas pernas: o Congresso Nacional e os movimentos sociais.

Entretanto, enganando a todos, o governo Lula tornou-se refém (voluntário) de forças políticas tradicionais, oligárquicas, reacionárias, que ora integram o grande arco de alianças de apoio ao atual governo de sua sucessora, ainda sem luz própria, cuja candidatura foi imposta por Lula ao PT e ao eleitorado.

O governo Lula – pragmático - adotou uma política de relação direta com parcela mais pobre da população, sem a mediação dos movimentos sociais, como é o caso do programa Bolsa Família (uma ampliação dos “Bolsa Escola” e do “Bolsa Alimentação”, criados no governo do PSDB), que ocupou o lugar do fracassado “Fome Zero”.

Este último, pelo menos, apoiava-se em Comitês Gestores integrados por lideranças da sociedade civil, que controlavam e fiscalizavam a iniciativa. Com o Bolsa Família, o mesmo papel é exercido pelas prefeituras.

E o propósito emancipatório, de manter as famílias no Programa por, no máximo, dois anos, foi abandonado em favor de uma dependência duradoura, que transformou o programa numa máquina eleitoral.

É óbvio que tal prática enfraqueceu e imobilizou os movimentos sindicais e sociais e, ao mesmo tempo, pôs o núcleo governante voltado unicamente ao seu próprio projeto de perpetuação no poder.

Nas alianças eleitorais, negociam-se tão somente cargos, tempo de televisão e custos de campanha.

Tais mudanças apontam para a perda do horizonte ético que sempre norteou a esquerda. Trata-se agora de sobreviver politicamente, num cenário que combina a economia de mercado com uma política de caráter compensatório, não emancipatório, não desenvolvimentista.

Assim, questões maiores da pauta histórica da esquerda, como a reforma agrária, reforma fiscal, reforma urbana, reforma política e reforma universitária foram relegadas a um futuro incerto.

Pra mim, está claro que Dilma representa a esperança dos petistas radicais.

Lula foi apenas governo, Dilma tentará ser alternativa de poder. Quem viver verá.

Daí a obsessão com o controle da imprensa: é uma das cláusulas pétreas da ala ideológica do PT.

Resumo da ópera: o Projeto civilizatório da Nação brasileira foi descartado em beneficio de um projeto de poder de um grupo dominante, fazendo alianças com partidos e forças sociais e econômicas que o PT, ao ser fundado, propunha enfrentar e derrotar.

Ou seja, o tempo passa mas tudo continua como dantes, tal como a mente de muitos “militantes”.

 

(*) Rinaldo Barros é professor da UERN e presidente do PSDB Natal – rb@opiniaopolitica.com

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Fri, 16 Sep 2011 12:15:51 -0700 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-98637 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-98637

Febre da urbanização

(*) Rinaldo Barros

            A conversa de hoje é uma tentativa de estabelecer uma relação entre as crises atuais do sistema capitalista e o que se pode entender como “febre da urbanização”; tese defendida por David Harvey, um geógrafo marxista britânico, formado na Universidade de Cambridge. Harvey é professor da City University of New York, e trabalha com diversas questões ligadas à geografia urbana.

            Reconhecido internacionalmente, Harvey estudou a relação entre as crises financeiras e urbanas. Ele sustenta que a sucessão de crises no sistema econômico global é alimentada, entre outras coisas, por uma febre da construção que, por sua vez, provoca crises cada vez mais graves, em sua atual etapa hegemonizada pelo capital financeiro (na contramão do que deveria ser um processo de desenvolvimento humano sustentável).

Também existe uma preocupação nos Estados Unidos de que a crise imobiliária impeça a sua recuperação, apesar de todas as tentativas que vêm sendo feitas para isso.

Outra questão é que a forma de uso intensivo da energia (nos centros urbanos) estaria criando um estilo de vida de lugares dispersos. Isso está estabelecendo, justamente, um novo tipo de urbanização, o qual exige gigantescos e renovados investimentos em infra-estrutura.

O que chama a atenção é que a China está copiando o mesmo estilo dos EUA, o que é muito estúpido. Simplesmente, isso não é sustentável do ponto de vista ambiental.

Ou seja, é possível afirmar que existe uma alta conexão entre desenvolvimento capitalista, crise capitalista e urbanização.

O capitalismo não pode funcionar sem sua infra-estrutura típica: estradas, portos, aeroportos, pontes, túneis, edifícios e fábricas. A grande pergunta é como se constroem essas infra-estruturas e em que medida contribuem para a produtividade no futuro.

Nos Estados Unidos, fala-se muito de pontes que vão a lugar nenhum. Há interesses muito grandes dos lobistas da construção que querem construir não importa o quê. Podem corromper governos para fazer obras que não terão nenhuma utilidade.

Qualquer semelhança com a situação aqui do patropi não terá sido mera coincidência. Basta considerar os últimos lances das demissões de ministros por corrupção, e o obsessivo interesse de alguns partidos em continuar controlando os ministérios com grandes orçamentos para a construção das mais diversas obras.

Pois bem. Na matriz, a corrupção é mais sofisticada, mas existe, envolve bilhões de dólares, e alimenta as crises do sistema.

Uma parte da explicação da crise na Grécia e na Espanha pode ser vinculada com esses péssimos investimentos em infra-estrutura. A Grécia é um caso típico também em função dos Jogos Olímpicos, que originou grandes obras de infra-estrutura que agora não são usadas.

Fico assuntando se não estamos na iminência de correr o mesmo risco com as construções dos estádios e obras de mobilidade urbana em função da Copa 2014.

Harvey aponta a crise do início dos anos setenta como um período de transição de um padrão de acumulação capitalista rígido (o fordismo e suas forças produtivas)  para os novos modos de acumulação do capital (a “acumulação flexível”).

Muito interessante observar como Harvey explora a ligação com as novas práticas e formas culturais, considerando: a contribuição das novas tecnologias, o surgimento de uma prática de descartabilidade das coisas, o papel do consumismo, da moda e da manipulação de opinião e gosto, a partir da construção de novos sistemas de signos e imagens, na construção de falsas necessidades de consumo.

O autor tece uma rede de ligações entre estas mudanças ocorridas, o modo como tais trocas se deram e a diversificação dos valores de uma sociedade que, para Harvey, se encontra em vias de fragmentação. Eu diria que nossa sociedade vivencia uma tendência suicida, na direção do individualismo e da competição exacerbada.

Cá no meu canto, ingenuamente, ainda acho que devemos pensar, objetivamente, no que realmente necessitamos para ter uma boa qualidade de vida.

Vibro quando imagino que é possível nos apropriar da tecnologia da informação e comunicação para construir redes solidárias, que articulem experiências e práticas testadas historicamente, construindo para a nossa terra uma alternativa humanizadora, inclusiva, democrática e cidadã.

Sonho com a metrópole digital, vislumbro a implantação do e-governo, o governo inteligente, onde o Prefeito da capital estará conectado permanentemente com seus auxiliares, outros prefeitos, outros níveis de governo e com o Terceiro Setor, em tempo real.

Seria como nos redimir da febre da urbanização, reconciliando nossa sociedade com o seu futuro.

 

(*) Rinaldo Barros é professor da UERN e presidente do PSDB Natal – rinaldo.barros@gmail.com

 

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Sat, 03 Sep 2011 06:49:01 -0700 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-43788 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-43788

Empreender: a Utopia necessária

(*) Rinaldo Barros

Por que esse tema é importante para debate, hoje, aqui no Brasil e no mundo?

Para entender isso, é preciso considerar que, no mundo contemporâneo, vivemos uma grande contradição. Vejamos.

A modernização, as novas tecnologias, a informática, geram impactos no mercado de trabalho: quanto mais moderna é uma empresa, menor quantidade de trabalhadores ela necessita para produzir. Um número significativo de profissões mais tradicionais estão simplesmente desaparecendo do mercado de trabalho. Por outro lado, cada vez mais, as empresas precisam de gente capacitada, qualificada, especializada em novos conhecimentos, que antes não existiam.

É preciso atentar, principalmente, para a lógica do nosso sistema econômico. Quanto mais moderna a sociedade, menos empregos formais ela gera.

O caro leitor sabe que não estamos mais na Sociedade Industrial, mas já pulamos de vez no pátio da Sociedade da Informação, do conhecimento, e do processo de produção do conhecimento novo. Qual é a saída?

A saída está na formação sistemática, intensiva, de milhares, milhões, de empreendedores; trabalhadores autônomos, donos do seu próprio negócio.

O que danado é empreendedorismo?

Empreendedorismo é o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto (técnico, científico, empresarial). Empreendedor, diferentemente do empresário tradicional, é aquele que constrói tudo a duras custas, criando o que ainda não existia.

Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou executar. O empreendedor é aquele que apresenta determinadas habilidades e competências para criar, abrir e gerir um negócio novo, gerando resultados positivos. É uma nova forma de olhar o mundo, de enfrentar os desafios do mundo do trabalho.

Podemos citar algumas características inerentes ao empreendedor: Criatividade;
Capacidade de organização e planejamento; Responsabilidade; Capacidade de liderança; Habilidade para trabalhar em equipe; Gosto pela área em que atua; Visão de futuro e coragem para assumir riscos; Interesse em buscar novas informações, soluções e inovações para o seu negócio; Persistência (não desistir nas primeiras dificuldades encontradas); Saber ouvir as pessoas; Facilidade de comunicação e expressão.

O empreendedorismo é essencial para a geração de riquezas dentro de um país, promovendo o crescimento econômico e melhorando as condições de vida da população. É também um fator importantíssimo na geração de trabalho, empregos e renda. 

A propósito, a nossa capital, as nossas cidades, os Estados, o nosso país, precisa ter como gestores pessoas que compreendam esta realidade, e que trabalhem no sentido de formar novos empreendedores, em todas as áreas, em todos os ramos de negócios.

Esta seria a grande revolução do nosso sistema de ensino: universalizar a Educação Empreendedora.

Nas duas últimas décadas, o assunto Empreendedorismo avançou muito em termos de visibilidade e importância. Entretanto, parece que a temática Educação Empreendedora (EE) ainda carece de uma discussão mais sólida e embasada, que ajude em seu amadurecimento e norteamento, estimulando sua disseminação de forma mais profissional e eficaz.

Em verdade, esta conversa tem a esperança de que venha contribuir para a disseminação da Educação Empreendedora em nossa terra, tornando-a mais profissional e eficaz. E, que venha a fazer com que muitos adotem esta opção de serem pró-ativos e protagonistas de suas vidas, cooperando para a sobrevivência, sustentabilidade, realização e vida de muitas pessoas e, construindo um país melhor. Um mundo melhor.

Cumpriremos assim a tarefa de melhorar a qualidade da educação nas escolas, tudo com controle e avaliação de desempenho, e combate sem trégua à ideologia do corporativismo sindical.

A propósito, quando foi que o leitor viu uma greve pela qualidade na educação?

Oxalá, e este é o maior dos oxalás, esta venha a ser – enfim – a nossa nova Utopia, da qual já vislumbramos sua luz no horizonte.

 

(*) Rinaldo Barros é professor da UERN e presidente do PSDB Natal – rb@opiniaopolitica.com

 

 

 

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Wed, 17 Aug 2011 06:42:26 -0700 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-5584 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-5584

Educação ou Barbárie!

(*) Rinaldo Barros

A educação no Brasil vai mal. Nosso país está atrasado nesse quesito, perdendo até para países vizinhos. O que os argentinos e os uruguaios fizeram, a partir de meados do século 19, nós começamos fazer na segunda metade do século 20. Temos um atraso histórico de 100 anos em relação a nossos vizinhos.

De acordo com o último Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp 2010), que mede os conhecimentos dos estudantes do Ensino Fundamental e Médio da rede estadual nas disciplinas de língua portuguesa e matemática, os resultados pioraram em 2010. Mesmo partindo de notas baixíssimas em 2009.

Se o Estado mais rico do País não consegue melhorar sua educação, dá pra imaginar o desempenho dos demais, com menos recursos.

A propósito, em recente evento “Agenda para Mudanças Curriculares do Ensino Médio”, que debateu as dificuldades do nosso sistema de ensino, realizado em Natal, a governadora Rosalba Ciarlini disse que o Rio Grande do Norte enfrentou um “apagão” no seu sistema de ensino durante os últimos anos.

“Nosso RN teve um apagão na educação. Isso é muito doloroso de se dizer, mas lembro um sonho que foi de Djalma Maranhão, “De pé no chão também se aprende a ler”. Eu espero que esse sonho esteja apenas adormecido e nós possamos reavivá-lo”, disse a governadora em seu discurso no seminário.

Rosalba parafraseou o deputado Rogério Marinho, idealizador do debate, que defendeu mudanças no atual sistema educacional, como forma de garantir aos jovens, ainda no Ensino Médio, um aprendizado técnico que lhe garanta espaço no mercado de trabalho.

A educação é a base que falta para que o Brasil deixe de ser um país de desigualdades sociais e econômicas. Ou seja, nosso futuro depende da grande maioria desinformada e despreparada para discernir o que é melhor para si e para a nação. Estamos na encruzilhada do labirinto.

Os pobres estão naufragando a partir da 4ª série, eles param de estudar, não porque tenham de trabalhar, mas porque sentem que não estão aprendendo nada. Essa é a nossa tragédia!

No atual estágio de desenvolvimento econômico, estamos sofrendo com a carência de profissionais qualificados nos mais diversos setores e regiões do Brasil. É o caso da construção civil, do setor elétrico, da informática, do turismo, entre outros.

Os poucos engenheiros e técnicos estão sendo disputados pelas empresas, que vão até os locais de trabalho, quase em desespero, para fazer ofertas vantajosas de emprego.

As empresas que não conseguem elevar os salários para reter seus talentos acabam tendo uma alta rotatividade de funcionários ou tendo que se contentar com pessoal sem qualificação. Investir em treinamento interno é uma saída provisória, mas é preciso manter programas de incentivo e motivação, caso contrário, a empresa torna-se apenas uma “escada” para outros empregos.

Este apagão de talentos deixou as empresas em situação de alerta, já que os salários tendem a aumentar e o nível de escolaridade dos contratados tende a diminuir. Quando as exigências diminuem, aumenta a necessidade de capacitação; caso contrário, a empresa corre o risco de perder competitividade e, nós, consumidores, seremos os que mais sentirão os resultados negativos deste apagão. Onde está a saída?

O país precisa adotar medidas duras, mas que não penalizem ainda mais a população, que estimulem o setor produtivo e melhorem a situação de competitividade interna em um ambiente externo hostil.

A prioridade zero é, sem sombra de dúvida, uma Reforma do Ensino Médio, para torná-lo adequado à realidade dinâmica do mercado de trabalho. Sem esquecer que essa meta não será atingida sem investimentos pesados na base da pirâmide, no Ensino Fundamental.

Lanço aqui uma tese/desafio: todas, eu disse todas, as escolas brasileiras devem integrar, por Lei, uma única Rede Federal gratuita e obrigatória de ensino, reservando-se à iniciativa privada apenas o Ensino Superior. Com a concomitante elevação dos investimentos em educação para um percentual de 10% (dez por cento) do PIB.

Somente assim, conseguiremos universalizar a experiência de sucesso do nosso vizinho Estado do Ceará, onde o Governo de Cid Gomes, de forma exemplar, assumiu a tarefa de melhorar a qualidade da educação nas escolas municipais, com controle e avaliação de desempenho, e combate à ideologia do corporativismo sindical. A propósito, quando foi que o leitor viu uma greve pela qualidade na educação?

É a Reforma ou a Barbárie!

 

(*) Rinaldo Barros é professor da UERN e presidente do PSDB Natal – rb@opiniaopolitica.com

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Thu, 11 Aug 2011 06:19:00 -0700 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-20513 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-20513

CLEPTOCRACIA

(*) Rinaldo Barros    

A conversa de hoje é motivada, obviamente, pelas notícias seqüenciadas de corrupção, em vários ministérios do atual governo federal. Vou tentar teorizar sobre o tema.

A palavra Cleptocracia, de origem grega significa literalmente “Estado governado por ladrões”. (Wikipédia) A Cleptocracia ocorre quando uma nação deixa de ser governada por um Estado de Direito imparcial e passa a ser governada pelo poder discricionário de pessoas que tomaram o poder político nos diversos níveis e que conseguem transformar esse poder político em valor econômico por diversos modos.

O Estado passa a funcionar como uma máquina de extração de  renda ilegal da sociedade isto é, população como um todo, em contraposição à máquina de extração de renda legal, o sistema de cobrança de taxas e tributos dos Estados que vivem em um regime não-cleptocrático.

Todos os Estados tendem a se tornar cleptocratas se não ocorrer um combate real pelos cidadãos em sociedade. Em economia, a capacidade de os cidadãos combaterem a instauração do Estado cleptocrático é fortemente correlacionada ao capital social da sociedade, à sua cidadania.

A fase “cleptocrática” do Estado ocorre quando a maior parte de sistema público governamental é capturada por pessoas que praticam corrupção política.

A corrupção passiva é um crime praticado contra a administração pública, e tal crime está previsto no artigo 317 do Código Penal Brasileiro, no qual somente o funcionário público pode ser o sujeito ativo.

O crime de corrupção ativa está alocado dentro da classe de crimes praticados por particulares contra a administração pública.  

O objeto jurídico protegido nesse tipo penal é a probidade da administração, e tenta-se evitar que uma ação externa corrompa a administração pública através de seus funcionários.

Diferentemente da corrupção passiva, que só pode ser praticada por funcionário público, na corrupção ativa o crime pode ser praticado por qualquer sujeito, até mesmo um funcionário público que não esteja no exercício de suas funções no momento do crime. Pode ser qualquer pessoa.

Segundo o Aulete, a palavra corrupção deriva do latim “corruptio” que, numa primeira acepção, significa quebrado em pedaços e, numa segunda acepção, apodrecido, pútrido.

A corrupção provoca distorções econômicas no setor público direcionando o investimento de áreas básicas como a educação, saúde e segurança para “projetos” em áreas em que as propinas e comissões são maiores, como a construção de estradas e outras difíceis de serem fiscalizadas.

Além disso, a necessidade de esconder os negócios corruptos leva os agentes privados e públicos a aumentar a complexidade técnica desses projetos e dos “controles burocráticos” e, com isso, seu custo tende a crescer sem justificativa. Isto distorce ainda mais os investimentos públicos.

Por esta razão, a qualidade dos serviços governamentais e da infra-estrutura, a cada dia, diminui em nosso país. Em contrapartida, a corrupção aumenta as pressões sobre o orçamento do governo.

Em seguida, esta pressão se reflete  também sobre a sociedade com o aumento da cobrança de taxas e tributos.

Lamentavelmente, em nosso país, a partir de 2003, com o inusitado aparelhamento dos órgãos do governo federal pelos militantes do PT e seus aliados, a cultura da corrupção disseminou-se por todos os aspectos da vida pública o que torna mais ou menos impossível realizar negócios sem dar propinas.

O que os brasileiros estamos assistindo, estupefatos, é que a corrupção política – instituída - fez com que as leis e as políticas de governo sejam usadas prioritariamente para beneficiar os agentes políticos e econômicos corruptos (os que dão e os que recebem propinas); e não a população, ou o interesse público do país como um todo.

Sem sombra de dúvida, estamos vivenciando uma Cleptocracia. O grande risco é que tudo isso acontece num cenário de crise econômica mundial, no qual – para sobreviver – será necessário um Estado enxuto, austero e eficaz. Algo incompatível com a Cleptocracia.

A pergunta que não quer calar é: até quando o povo brasileiro vai suportar tanto ladrão em cargos oficiais?

 

(*) Rinaldo Barros é professor da UERN e presidente do PSDB Natal – rb@opiniaopolitica.com

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Wed, 10 Aug 2011 04:58:36 -0700 ROGÉRIO CONVIDA PARA DEBATER ENSINO MÉDIO http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-convida-para-debater-ensino-medio http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-convida-para-debater-ensino-medio
Convite

É nesta sexta-feira, dia 12 de agosto. Com início as 08:00 horas, no auditório do CTGÁS, na Av.Mór Gouveia, 1480 - Natal.

SEMINÁRIO - AGENDA PARA MUDANÇAS CURRICULARES NO ENSINO MÉDIO.

Abertura: Governadora Rosalba Ciarlini

Painel:
Deputado Federal ROGÉRIO MARINHO - Moderador
CLÁUDIO MOURA E CASTRO - Especialista em Educação
CID GOMES - Governador do Ceará

SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE.

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Tue, 12 Jul 2011 07:35:59 -0700 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-94788 http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros-94788

Refrescando a memória

(*) Rinaldo Barros

Em razão da minha história pessoal, vivenciada como cidadão e militante nas fileiras das forças progressistas, protagonista das articulações que resultaram na fundação do PT, e filiado em sua primeira Comissão Provisória, na Villa Kennedy, em São Paulo (tenho foto do evento); e também como ex-preso político durante os anos de chumbo; de vez em quando, sou cobrado por alguém.  Cobram-me um alinhamento incondicional ao governo do PT, como se eu não tivesse o direito legítimo de livremente pensar, criticar e mudar de opinião.  Aproveito este espaço para justificar meu posicionamento crítico em relação ao governo lulo-petista, refrescando a memória dos atores de ontem de hoje. Vejamos.

A gestão Lula valeu-se sobejamente das condições favoráveis que o processo histórico lhe legou, mas o PT sempre requisitou para si o papel de protagonista privilegiado e exclusivo das transformações. A verdade, no entanto, é que nunca antes se viu um governo que compactuasse tanto com a corrupção e os escândalos.

Sob o manto protetor da popularidade sem precedentes, Lula agiu como se pairasse acima do bem e do mal. Seus atos acabaram por transmitir à sociedade uma espécie de salvo-conduto para o erro, uma aprovação prévia ao malfeito, uma leniência ante os desmandos e uma condescendência com quem age fora da lei. Uma herança pra lá de maldita para o governo Dilma.

É fato que o Brasil experimenta um momento de rara estabilidade política e econômica, com vigor poucas vezes vista em nossa história. Mas isso não é algo que tenha começado a ser construído no governo do PT. Trata-se de processo iniciado a partir da redemocratização do país, desde 1985, após o país ter atravessado 21 anos sob regime militar. São, portanto, duas décadas e meia de sucessivos avanços, e que ora vão encontrando seu estuário.

O governo Lula valeu-se inteligentemente das condições favoráveis que o processo histórico lhe legou. Recebeu uma “herança bendita” de conquistas incrementais alcançadas ao longo dos mandatos de vários presidentes da República, mas radicalmente aprofundadas nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, quando os brasileiros conquistamos a tão sonhada estabilização da moeda, com o Plano Real.

Hoje, as forças políticas brasileiras relevantes comungam valores e princípios. O sistema institucional, político e econômico brasileiro exibe vitalidade e, sobretudo, amadurecimento. Há amplo consenso em torno de preceitos como a estabilidade econômica, a responsabilidade fiscal e o respeito à Democracia e ao Estado de Direito.

Mas nem sempre foi assim: na oposição, o PT tentou obstruir muitos dos avanços institucionais que fazem do Brasil hoje um país melhor para se viver.

Não custa lembrar: o partido de Lula negou-se a votar em Tancredo Neves no colégio eleitoral e ainda expulsou seus parlamentares que apoiaram o presidente eleito. Em seguida, negou-se a assinar a Constituição de 1988. Negou-se a apoiar o governo Itamar após o impeachment de Fernando Collor em 1992. Negou-se a apoiar o Plano Real, que, a partir de 1994, estabilizou a economia brasileira após várias tentativas frustradas. Votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impôs rigor ao trato dos recursos públicos.

Alçado ao comando da nação sob a promessa da mudança e da transformação social, todos esperavam que o PT exercitasse o viço da renovação e da ética com que acenara ao longo dos 22 anos em que lutou para chegar ao poder. Muito pelo contrário, os oito anos do governo de Lula permitem concluir que o petismo esteve longe de preencher tais expectativas.

Ao chegar ao poder, o PT aposentou a retórica revolucionária que lhe serviu de mote desde a sua fundação. Para a sorte do país, os fundamentos econômicos foram preservados, mantendo intactos os esteios antes demonizados pelo petismo. Neste aspecto, foi ótimo que o PT tenha agido assim: qualquer alternativa distinta possivelmente teria posto o país no caminho da desintegração.

Todavia, foi na prática política que o PT conseguiu ser lamentavelmente mais retrógrado. O governo de Lula protagonizou o maior escândalo de corrupção da história brasileira, o mensalão; esquema de corrupção agora confirmado pelo parecer do Procurador Geral da República. O esquema de desvio de dinheiro público para a compra de apoio parlamentar envolveu o coração do projeto de poder petista, a ponto de implodir nomes que sempre figuraram como prováveis sucessores naturais de Lula.

Mas a chaga da corrupção no governo do PT é mais profunda e espraiou-se pelo aparato estatal com desenvoltura inusitada. A lista de malfeitos é longa.

Lamentavelmente, o partido que se preparou durante mais de duas décadas para assumir o governo em nada aperfeiçoou a política brasileira. Lamentavelmente, o PT renovou as piores práticas de exercício do poder, o compadrio político aliado a corrupção e, pior; deu vida nova a carcomidas lideranças comprometidas com o atraso do nosso país. Em verdade, o PT assumiu o governo, mas, em razão de suas alianças, nunca esteve efetivamente no poder.

Pois bem. Em que pese o fato de que sempre estive, e continuo, aberto a novas idéias; os valores e princípios que assimilei em minha formação me fizeram inadequado para compactuar com a corrupção, a improbidade administrativa, o fisiologismo e a manipulação das massas. Justifico assim o meu posicionamento político atual.

E mais: sou otimista, e aposto que o nosso país ainda encontrará o caminho de busca da Estrela da Manhã.

 

(*) Rinaldo Barros é professor da UERN e presidente do PSDB Natal – rb@opiniaopolitica.com

 

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Tue, 28 Jun 2011 06:58:35 -0700 CONVITE LANÇAMENTO LIVRO RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/convite-lancamento-livro-rinaldo-barros http://opiniaopolitica.posterous.com/convite-lancamento-livro-rinaldo-barros
Convite_livro_net

Nesta quinta-feira, dia 30.06, lançamento do nosso novo livro "Uma Nova Ética para a Gestão Urbana".

Na Siciliano do Midway, 19 hs. Você é meu (minha) convidado (a). Quero ver você por lá.

Grato
Professor Rinaldo Barros

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Fri, 17 Jun 2011 11:33:33 -0700 ARTIGO DE RINALDO BARROS http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros http://opiniaopolitica.posterous.com/artigo-de-rinaldo-barros

Uma nova ética para a gestão urbana

"Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo, mas não há mais muito tempo pra sonhar"

(Engenheiros do Hawaii - Veja o vídeo. )

(*) Rinaldo Barros

Acabou de chegar da editora um novo livro meu. Na verdade, uma plaqueta, que escrevi em forma de artigo comentando a tese que defendi no Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, o qual concluí na UFPR, em Curitiba, no inicio deste milênio, no ano da graça de 2000.

Descobri que a tese defendida há uma década encontra-se surpreendentemente atual. Mas, constatei também que ela despertou pouca atenção dos gestores, urbanistas e técnicos do planejamento, em que pese o meu esforço de tê-la publicado em formato de livro.

Nele, o livro, falo de questões sociais, miséria e riquezas mal empregadas, educação insuficiente, fronteiras invisíveis, urbanização acelerada, espaços desiguais e uso injusto e inadequado do solo urbano. Questões que, em geral, não são enfrentadas com eficácia pelos órgãos de “planejamento”.

As autoridades municipais, invariavelmente, justificam o caos estabelecido como conseqüência do “desenvolvimento” da cidade. Subitamente, a metrópole subdesenvolvida passou a padecer dos desconfortos das grandes cidades. Obra do acaso? Estamos condenados a crescer cercados de desigualdades? Usurpados de serviços mínimos de saúde e educação? Sem infra-estrutura? Vitimados por problemas de ordem ambiental causados pela falta de saneamento básico e drenagem, pelas ocupações indevidas e descontroladas? Atormentados pelo trânsito cada dia pior?

Não é novidade que o nosso espaço urbano foi e continua sendo apropriado à margem da legislação, dos planos diretores, das leis de uso e ocupação do solo e isto não apenas nas áreas periféricas, mas também nos bairros ditos nobres.

O texto da tese por mim defendida esclarece que sofremos as conseqüências de abordagens puramente técnicas que se pautam, sobretudo, pela “produtividade individual”, modelo historicamente determinado de gestão urbana que resulta no atual quadro de insustentabilidade das nossas cidades.

Minha luta é tentar provar que, por trás das nossas improvisadas cidades, não existem acasos. Existe, isso sim, uma abordagem técnica que não dá conta da diversidade sócio-ambiental urbana, aliada à fragilidade institucional das nossas prefeituras.

O que propomos é que o planejamento seja fundado no critério da “produtividade social”.

A formulação dessa tese, desse conceito integrador, conduziu-me a reflexões sobre o nosso tempo.

Lembro uma vez que um aluno perguntou-me: - “professor, por que o senhor escreve?” Recuperado do susto, porquanto nunca havia pensado nessa questão, respondi que escrevia para fugir à minha própria solidão.

Será que, como se fora um “gênio incompreendido”, continuo solitário em minhas elucubrações sobre a vida e o futuro?

Outra pergunta que me vem à mente: “para onde vai, ou já foi, o ‘livre pensamento crítico”?

A resposta imediata que emergirá à mente do sarcástico é: para o inferno!

Além de não ser uma resposta academicamente aceitável, esta resposta pode sugerir que o sarcástico é também ideologicamente um reacionário, contrário a qualquer mudança.

Há também lugar para os ressentidos, os desalentados e os oportunistas de última hora.

O fato é que o mundo gira e os fantasmas do passado assaltam as mentes dos que vivem o presente.

Movido pela certeza de que tenho algo novo a propor, o qual pode ser importante para a construção do futuro, decidi trazer à luz novamente o mesmo debate proposto em 2000, sobre “Uma Nova Ética para a Gestão Urbana”, agora em formato de plaqueta, um texto bem menor e ilustrado com fotos, com a esperança de capturar leitores críticos, até porque foi escrita com a consciência de que pensar uma cidade é inscrever-se em um movimento histórico, receber a carga de uma continuidade, com a responsabilidade de compreender o presente para aumentar as chances do futuro.

O lançamento será dia 30 de junho, na Livraria Siciliano, do Midway. Você é meu convidado.

 

Rinaldo Barros é professor da UERN e presidente do PSDB Natal – rb@opiniaopolitica.com

 

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