Opnião Política http://opiniaopolitica.posterous.com Rinaldo Barros posterous.com Mon, 06 Sep 2010 07:30:00 -0700 GOVERNO INEFICAZ E JUVENTUDE PERDIDA http://opiniaopolitica.posterous.com/governo-ineficaz-e-juventude-perdida http://opiniaopolitica.posterous.com/governo-ineficaz-e-juventude-perdida
Alguns amigos pediram para que eu tente explicar as causas dessa onda de violência que está assolando os grandes centros brasileiros, notadamente, a partir do sistema penitenciário. Peço licença para iniciar apontando alguns dados recentes sobre a nossa juventude. Estudo do IPEA aponta na direção da responsabilidade de todos nós para com o nosso futuro. Um estudo feito por uma equipe do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que mais de 05 (cinco) milhões de brasileiros entre 15 e 24 anos estão desempregados. Eles representam 48% (quarenta e oito) por cento da população acima de 14 anos que estão sem emprego, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (Pnad). O trabalho revela também, com base em dados do Ministério da Saúde, que 40% (quarenta) por cento dos óbitos por homicídios no Brasil ocorreram nessa faixa etária. Por conta dessa calamidade, 4% dos homens jovens não completam o 25° aniversário. Pelo jeito, a política assistencialista do governo Lula, e até mesmo o Bolsa Família, se mostrou ineficaz para o combate a miséria e a violência urbana. Desemprego, pobreza e violência estão associadas à trajetória dos jovens brasileiros há muito tempo. Muito mais do que se poderia suportar. A insensibilidade dos atuais governantes manteve e reproduziu essa cruel realidade. O mais estranho é constatar que o governo do PT não investiu com prioridade em segurança pública. Nem com ações preventivas, nem com políticas de ocupação de nossas fronteiras, para coibir o contrabando de armas e drogas. Por outro lado, o orçamento contingenciado para as áreas sociais insistiu, inexplicavelmente, em medidas pontuais, com ênfase na repressão, com a compra inútil de mais armas e veículos. É possível afirmar que o governo do PT fracassou no enfrentamento da violência crescente, quer pela ótica social quer pela visão atrasada sobre a questão da segurança. São 35 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, segundo o levantamento do IBGE/PNAD, dos quais 5 milhões de moças e moços, não estudam, nem trabalham, nem procuram emprego. Esta é uma tendência crescente. É o esmagamento do futuro. Uma sociedade suicida. A constatação é tanto mais grave quando sabemos que esse desemprego é estrutural, ou seja, é resultado do avanço tecnológico das forças produtivas. Quanto mais moderna a empresa, menos absorve força de trabalho. O governo Lula não compreendeu que o novo padrão de acumulação do capitalismo elimina postos de trabalho e os substitui por computadores. É expressivo e rápido o crescimento da proporção dos jovens que não estudam, nem trabalham. São milhões de jovens em crise, sem qualquer perspectiva profissional. Não basta manter os programas assistencialistas via Bolsa Família e Prouni. Essa política compensatória pode ser muito boa para montar um discurso eleitoreiro, mas não é eficaz para evitar o suicídio coletivo das futuras gerações. Que fazer? Sem fazer a profecia do caos, torço para que essa onda de violência aguda possua força e capacidade para que a sociedade civil organizada saia do imobilismo, e entenda de uma vez por todas que construir escola é investimento, e construir cadeia é desperdício. Crises agudas costumam criar oportunidades, abrindo janelas para processos de ruptura. É urgente e indispensável iniciar o rompimento com a realidade vivida até este momento. O Bolsa Família deve ser mantido, ampliado, e integrado a programas de capacitação profissional, para que seus beneficiários assim não permaneçam, mas adquiram a dignidade de bom emprego. Num plano mais geral e abstrato, trata-se de determinar qual o peso que a sociedade deve atribuir à exigência de inserção social, com garantia de estudo, trabalho e renda, para os muitos milhões de jovens brasileiros. Qual o destino deles, que perspectivas podem ter e, sobretudo, de que maneira eles se relacionam com a construção de um Projeto de Nação. Mantida a inércia governista atual em termos de políticas para a Juventude (e a fraqueza da nossa sociedade civil); essas brigas de gangues e assaltos diários a que estamos somente assistindo, vão parecer brincadeira de criança frente à ira santa das massas urbanas periféricas marginalizadas, cuja caldeira já está bastante aquecida. Se a opção da maioria for realmente manter o continuísmo, terá sido a negação da luta de toda uma geração. Ou não. Talvez seja o começo de tudo.

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Thu, 26 Aug 2010 05:56:43 -0700 PARA NÃO SER IDIOTA http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota-0
Este foi, talvez, o artigo mais difícil de ser parido nesses últimos meses. Fiquei mais de uma semana com ele sendo gestado, sem atinar com o rumo que essa prosa deveria tomar. Estou convicto de que foram dois os motivos para tamanha dificuldade para articular o pensamento: 1) a estranheza dessa eleição, uma eleição sem partidos, e sem definição de quem é governo e quem é oposição; 2) a apatia da população – notadamente a juventude - quanto ao seu presente e ao seu futuro. Assistimos a um governo sem definição ideológica e sem oposição, sem um projeto de Nação, comprometido apenas consigo mesmo e com seu projeto de se perpetuar no poder, apresentando uma candidata sem face e sem voto, e sem qualquer experiência eleitoral; e um eleitorado desinformado e desinteressado, movido apenas pelo individualismo imediatista. Atualmente, aqui no patropi, estamos pensando e agindo como se fôssemos milhões de lobotomizados num processo de anomia (pode ir ao dicionário). Quase ninguém está interessado mais em política, com “P” maiúsculo. No máximo, vemos o eleitor que se move tão somente para tentar levar alguma vantagem na campanha eleitoral. Penso que há um tédio crescente pela atividade política, pois ela está associada à politicagem dos acordos espúrios e da corrupção, e uma sensação cada vez mais forte de que política é uma coisa menor, desprezível. A mais nobre das atividades humanas se tornou vergonhosa. Essa é uma das nossas maiores tragédias. Esse fenômeno é mais perceptível nos jovens, aqueles que não vivenciaram os anos de chumbo, melhor, que não conheceram o que é viver sem liberdade. Eles respiram a liberdade como se fosse algo natural. Não compreendem que a participação na vida pública foi uma conquista histórica sofrida e demorada. Estas questões geram um conjunto de reflexões éticas e políticas, inclusive acerca do sistema representativo, na medida em que os explorados são, em larga medida, não-cidadãos ou cidadãos em processo de formação, que ainda não se desenvolveram a ponto de criar uma alternativa real e viável para o enfrentamento das grandes questões sociais. Certamente, uma das razões desta ausência de alternativas resulta do enfraquecimento político da classe trabalhadora, em decorrência do abandono de políticas de pleno-emprego e geração do desenvolvimento; substituídas que foram por políticas compensatórias, por si só, inibidoras da organização sindical e política dos trabalhadores. Nesse sentido, são políticas retrógadas que geraram alienação em diversas categorias sociais. Seria o Bolsa Família o novo “ópio do povo”? Talvez seja possível vislumbrar o pano de fundo deste imbróglio, colocando as coisas da seguinte forma: o declínio do PT, se é isto mesmo que estamos observando, pode ser entendido de forma mais adequada como o paradoxo do declínio da esquerda em geral. O grande paradoxo foi que o PT chegou ao poder em decorrência das limitações das estratégias neoliberais, mas foi incapaz de romper com o seu legado. Ao contrário. Em palavras mais claras, Lula metamorfoseou-se e aprofundou a mesma política econômica que encontrou, estimulou mais e maiores lucros para as grandes empresas, virou o queridinho dos milionários; e engabelou a patuléia com o Bolsa Família e outras astúcias; aprofundando a concentração de renda. A questão relevante é: porque o PT deu uma guinada à direita? A meu ver, um caso típico de submissão de um coletivo político ao que os gregos chamavam de “idiótes”. Dificilmente, este partido, em aliança com setores conservadores e corruptos (Sarney, Collor, Renan, Temer, Jader), fará uma nova virada de volta às suas origens. Peço mais atenção, ao caro leitor. O perigo reside justamente neste ponto. Caso a maioria do eleitorado permaneça em estado de alienação (“idiótes”), é bastante provável o surgimento de alternativa antidemocrática, a exemplo da Venezuela, pois temos no Brasil o caldo de cultura pronto para uma ditadura estilo bolivariana. Diante do quadro atual, somente a alternância de poder poderá fortalecer a Democracia e o Estado de Direito. Somente uma profunda reavaliação das políticas públicas, para que se tornem desenvolvimentistas e centradas na produção, na geração do pleno emprego, na melhoria da distribuição da renda, com participação e controle da sociedade civil; permitirá a consolidação de um novo ciclo republicano e democrático. Novo ciclo que assegure espaço democrático para idéias divergentes e diferentes das hegemônicas. Este processo somente poderá ser conduzido por um governo capaz de formular e implantar, de fato, as reformas fundamentais (política, agrária, fiscal, e universitária). Repito, com alternância no poder central. Para concluir, inspiro-me aqui no pequeno-grande livro de Mario Cortella e Janine Ribeiro “Política – Para não ser Idiota”, Campinas (SP), Papirus, 2010. Um deleite. Aprendi que os gregos chamavam de “idiótes” aquele que só enxerga o próprio umbigo, que está voltado para si mesmo. Diziam que o “idiótes” não pode ser livre, pois só é livre aquele que se envolve - como protagonista - na vida pública, na vida coletiva. Só é possível ser livre como cidadão. Essa verdade continua em vigor no Brasil de hoje: participar, para não ser idiota.

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Sat, 21 Aug 2010 16:04:08 -0700 NO PAÍS DAS BOLSAS http://opiniaopolitica.posterous.com/no-pais-das-bolsas http://opiniaopolitica.posterous.com/no-pais-das-bolsas
Artigo de Percival Puggina, publicado no site Mídia Sem Máscara. Não nos restam mais do que vagos e deficientes indícios de democracia. Para identificá-los já se requer, inclusive, uma certa capacitação técnica. É necessário saber onde procurar. E é preciso usar, como fazem os peritos, os elementos de contraste que permitem discernir traços do que praticamente desapareceu. Ninguém recusará que: a) quanto maior a concentração de poder político, tanto menor a democracia; b) quanto maior a influência do poder econômico, tanto mais frágil a democracia; c) quanto menor a credibilidade do parlamento, tanto menor o crédito na democracia; d) quanto maior a influência do poder político sobre os meios de comunicação, tanto pior a qualidade da informação e menor a capacidade de análise sobre os fatos que influenciam a vida das pessoas. E, consequentemente, suas decisões eleitorais. Tudo isso e muito mais já ocorre no Brasil. Em proporções avassaladoras. Claro, claro, temos eleições. Mas democracia não se confunde com a realização de eleições nem é algo totalmente assimilado por elas. Em Cuba há eleições. Na Venezuela há eleições. No Irã há eleições. E só os totalitários têm coragem de dizer que esses países são democráticos. No Brasil, a concentração de poderes nas mãos do presidente da República só é menor do que a generosidade com que o Congresso Nacional os concede a ele. Como escrevi há poucos dias, o presidente chefia o Estado, o governo, a administração pública federal e as estatais. Executa um orçamento que corresponde a 22% do PIB nacional. Legisla sobre o que quer, a seu bel prazer, através de medidas provisórias de aplicabilidade imediata. Libera ou não, ao seu gosto, recursos para os estados e municípios. O que são as obras do PAC senão uma espécie de Bolsa Estado, ou Bolsa Município, distribuídas assim, como donativo, para as mãos súplices dos gestores locais? Essas práticas, cada vez mais frequentes, somam-se ao poder que o partido do governo exerce nos fundos de pensão, nos sindicatos, no FAT, nas principais corporações funcionais do país. E ainda tem o Bolsa Família. Ah, o Bolsa Família, que Lula oposicionista chamava de comprar voto do eleitor que "pensa com o estômago"! Lula presidente potencializou o programa e é brandindo a ameaça de que a oposição, se vencedora, vai acabar com ele, que sua candidata se prepara para colocar a faixa presidencial no peito. E não podemos esquecer o mais robusto e sedutor achado da cartola presidencial: o Bolsa Empresa. É, leitor, você leu certo: o Bolsa Empresa. Foi o Bolsa Empresa que trouxe o empresariado nacional como gatinho mimado para o colo do governo, lamber mão e pedir cafuné. Afinal, os R$ 15 bilhões destinados ao Bolsa Família ficam constrangidos de sua indigência diante dos fabulosos financiamentos concedidos pelo BNDES às empresas brasileiras. Nos últimos dois anos, foram R$ 180 bilhões emprestados pelo governo ao Banco. O governo tomou esse dinheiro no mercado a mais de 10% ao ano (elevando significativamente a dívida pública, ou seja, a nossa dívida) e emprestou às empresas por um juro que não paga a metade do custo de aquisição. Bolsa Família para os pobres e Louis Vuitton para os ricos. Poucos, muito poucos empresários brasileiros, hoje, não ficam deslumbrados, embasbacados, cada vez que Lula e Dilma abrem a boca. Ouvem-nos dizer - "Nós criamos 14 milhões de empregos!" - e batem palmas, mesmo sabendo que quem criou esses empregos foram eles mesmos, os empresários. Não percebem, interesseiros, cooptados como estão, que se a economia der alguns passos para trás e for necessário desempregar, o governo imediatamente vai lhes jogar nas costas a responsabilidade pelo desemprego.E a coisa fica assim: o governo cria o emprego e o empresariado cria o desemprego. É a lógica impostora que os tolos endossam. Sim, leitor amigo, as eleições que se avizinham são mero acessório de algo que se exaure. Nenhuma democracia resiste a tamanha concentração de poder e a tanta cooptação.

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Sun, 15 Aug 2010 07:40:16 -0700 EVITEMOS A DECREPITUDE DOS SONHOS http://opiniaopolitica.posterous.com/evitemos-a-decrepitude-dos-sonhos-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/evitemos-a-decrepitude-dos-sonhos-0
Cá no meu canto, tenho alertado que existem causas estruturais, objetivas, formadas historicamente, para explicar este fenômeno da popularidade do nosso Guia, em que pese todos os desmandos, mentiras, incompetências e mazelas do seu governo. Algumas pessoas inteligentes e bem informadas parecem ainda não terem percebido que, neste caso, o problema é duplo: o mensageiro e a mensagem. Em relação ao mensageiro, o leitor há de convir que a imagem do PT, em matéria de cuidado com a ética, nos oito anos do governo Lula, não foi exatamente a melhor, nem a mais desejável. Em relação à mensagem (o governo é corrupto e incompetente), relembro Mário de Andrade, em sua constatação sobre a metáfora do brasileiro como Macunaíma, o retrato cultural do povo brasileiro: índio branco, feiticeiro, mau caráter, preguiçoso, mentiroso, egoísta, gozador, capaz de rir de si próprio e de nunca perder uma piada. Terreno bastante fértil para, frente à impunidade, florescer atos de corrupção, praticados com naturalidade, sem que sejam vinculados com a questão da ética ou com a moral vigente. Um passo para aceitar e praticar a corrupção em geral. O povo brasileiro capacitou-se a conviver “espertamente” com situações adversas de exploração, violência, corrupção, miséria moral, discriminação, desemprego, analfabetismo, utilizando-se das armas ou mecanismos psicológicos os mais diversos. Além disso, Gilberto Freire ensinou que a família patriarcal determinou toda nossa estrutura social e as relações com o poder público. Formou-se sociologicamente “uma invasão do público pelo privado, do Estado pela Família”. Ou seja, o nepotismo e a corrupção eleitoral são culturalmente aceitos pela imensa maioria da população, como algo “natural”, são instituições antropológicas da nossa mestiçagem. Acrescente-se a isto o fato de que mais de setenta por cento do eleitorado é formado por analfabetos funcionais (lê, mas não entende), e ainda que os milhões de excluídos possuem apenas um único compromisso, que é consigo mesmo, com sua sobrevivência imediata. São lúmpens (pode ir ao dicionário), facilmente corruptíveis. E, sob outra ótica, relembro que a história contemporânea nos levou ao término da onda industrial, à universalização da sociedade da informação (dominada pelo grande capital internacional), aos lucros astronômicos das grandes instituições financeiras, fenômeno que fez explodir o estoque de recursos financeiros, dos quais uma boa parte tem se destinado a perigosas especulações de curtíssimo prazo. Explico melhor: onde houver juro alto (entenderam agora o porquê dos juros altos?) o especulador estará lá. É o capital volátil, sem pátria e sem compromisso com o desenvolvimento. Lula, muito espertamente, vendeu a alma ao diabo mas, conseguiu apoio dos dois pólos que decidem uma eleição: 1) “conquistou” grande parte dos milhões de pobres e excluídos, com políticas compensatórias, tipo Bolsa-família e; 2) obedeceu direitinho aos ditames da banca internacional, coordenadora da especulação; ganhando a confiança de Wall Street e da Avenida Paulista. Tanto é assim que conseguiu impor uma candidata sem face, sem nenhuma experiência eleitoral anterior, rica e oligofrênica, com o passado ligado à luta armada. Será confiável? Apelando para a nossa responsabilidade histórica, é vital que façamos uma profunda reflexão sobre qual a candidatura alternativa que tem demonstrado competência ao longo de sua história, e que tem apresentado propostas concretas para o enfrentamento dos desafios nas áreas de segurança, saúde e educação. Resumo da ópera: Está provado que Macunaíma continua vivo e atuante, como Presidente e como eleitor. E somente o eleitorado, com a arma do voto, a exemplo do que fez no Plebiscito para o desarmamento, pode surpreender totalmente e optar pela alternância do poder. Oxalá! Oxalá não esteja começando a era da decrepitude dos sonhos e o fim das esperanças!

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Fri, 18 Jun 2010 15:50:22 -0700 ASSISTA AO PROGRAMA DO PSDB EM REDE NACIONAL http://opiniaopolitica.posterous.com/assista-ao-programa-do-psdb-em-rede-nacional http://opiniaopolitica.posterous.com/assista-ao-programa-do-psdb-em-rede-nacional

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Sun, 06 Jun 2010 06:55:15 -0700 BOLSA-FAMÍLIA, SIM. BOLSA-VOTO, NÃO. http://opiniaopolitica.posterous.com/bolsa-famIlia-sim-bolsa-voto-nAo-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/bolsa-famIlia-sim-bolsa-voto-nAo-0
Esclareço, logo de início, que não sou, repito, não sou contra a existência do Programa Bolsa-Família. Defendo a tese que o PBF necessita ser reformulado para trazer efetivamente soluções a médio e longo prazo na luta para eliminar a situação de pobreza, no Brasil. O Programa Bolsa-Família (PBF) é, na verdade, uma adaptação esperta do Governo Lula para integrar e unificar ao Fome Zero os antigos programas criados no Governo do PSDB: o "Bolsa Escola", o "Auxílio Gás" e o "Cartão Alimentação". O PBF consiste na ajuda financeira à famílias muito pobres, definidas como aquelas que possuem renda per capita de R$ 70,01 até 140,00 e extremamente pobres com renda per capita até R$ 70,00. A contrapartida é que as famílias beneficiárias mantenham seus filhos e/ou dependentes com freqüência na escola e vacinados. Teoricamente, o programa visa reduzir a pobreza no curto e no médio prazo através de transferências condicionadas de capital, o que, por sua vez, visa quebrar o ciclo geracional da pobreza de geração a geração. Pesquisas realizadas pelo atual governo federal entre os beneficiários indicaram que o dinheiro recebido é gasto, pela ordem, em comida, material escolar, roupas e sapatos. Um estudo realizado pela Universidade Federal de Pernambuco, dentre os beneficiários, inferiu que 87% do dinheiro recebido é utilizado para comprar comida. Entendo, concordando com o senador Cristovam Buarque, que ao retirar a palavra "escola" do programa, o governo Lula tirou a ênfase dada a educação, princípio básico para o desenvolvimento econômico e social de pessoas carentes. A transferência da gerência do programa da pasta da Educação (onde Fernando Henrique havia colocado) para a do Desenvolvimento Social, segundo Cristovam, é uma mostra da visão puramente assistencialista. Eu diria que o Programa Bolsa Família é uma espécie de "bolsa eleitoral", que serve – na verdade - para subjugar as camadas mais vulneráveis da população com transferências de dinheiro para manter eleitores cativos. 12 milhões de votos, sendo 6 milhões no Nordeste. Entre as diversas críticas que o PBF recebe está a de que gera dependência, e desestimula a busca por emprego. Até a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, órgão oficial da Igreja Católica, chegou a afirmar que o programa "vicia" e que deixa os beneficiários "acomodados". Um dos problemas é que há, por parte dos governantes, uma imensa capacidade de transmutar os benefícios da política social provida pelo Estado - e paga por toda a população - em uma “ajuda dada pelo governante de plantão”, o que retira a política social do âmbito do interesse público, e abre suas portas para o uso clientelístico. Reforçando essa idéia crítica segue declaração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante propaganda eleitoral televisiva em 2000 (). Assista o vídeo e comprove: “Lamentavelmente, no Brasil, o voto não é ideológico, e as pessoas lamentavelmente não votam partidariamente. E lamentavelmente você tem uma parte da sociedade que, pelo alto grau de empobrecimento, é conduzida a pensar pelo estômago e não pela cabeça. É por isso que se distribui tanta cesta básica. É por isso que se distribui tanto litro de leite. Porque isso, na verdade, é uma peça de troca, em época de eleição. E assim você despolitiza o processo eleitoral. Você trata o povo mais pobre da mesma forma que Cabral tratou os índios quando chegou no Brasil, tentando distribuir bijuterias e espelhos para tentar ganhar os índios. Você tem como lógica a política de dominação, que é secular no Brasil”. O caro leitor percebeu que, se o Lula presidente houvesse mantido a coerência e a mesma opinião que ele mesmo tinha quando era da oposição, em 2000; o próprio Lula diria que o Bolsa-Família é necessário, mas insuficiente. É indispensável agregar outras ações de governo ao Bolsa-Família, tais como: 1) capacitar para o mercado de trabalho, com a inclusão digital e; 2) vincular os cadastrados do PBF para atendimento sistemático do Programa Saúde na Família (PSF). E não ser utilizado como bolsa-voto.

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Wed, 02 Jun 2010 06:33:30 -0700 BOLSA-FAMÍLIA, SIM. BOLSA-VOTO, NÃO. http://opiniaopolitica.posterous.com/bolsa-famIlia-sim-bolsa-voto-nAo http://opiniaopolitica.posterous.com/bolsa-famIlia-sim-bolsa-voto-nAo
Esclareço, logo de início, que não sou, repito, não sou contra a existência do Programa Bolsa-Família. Defendo a tese que o PBF necessita ser reformulado para trazer efetivamente soluções a médio e longo prazo na luta para eliminar a situação de pobreza, no Brasil. O Programa Bolsa-Família (PBF) é, na verdade, uma adaptação esperta do Governo Lula para integrar e unificar ao Fome Zero os antigos programas criados no Governo do PSDB: o "Bolsa Escola", o "Auxílio Gás" e o "Cartão Alimentação". O PBF consiste na ajuda financeira à famílias muito pobres, definidas como aquelas que possuem renda per capita de R$ 70,01 até 140,00 e extremamente pobres com renda per capita até R$ 70,00. A contrapartida é que as famílias beneficiárias mantenham seus filhos e/ou dependentes com freqüência na escola e vacinados. Teoricamente, o programa visa reduzir a pobreza no curto e no médio prazo através de transferências condicionadas de capital, o que, por sua vez, visa quebrar o ciclo geracional da pobreza de geração a geração. Pesquisas realizadas pelo atual governo federal entre os beneficiários indicaram que o dinheiro recebido é gasto, pela ordem, em comida, material escolar, roupas e sapatos. Um estudo realizado pela Universidade Federal de Pernambuco, dentre os beneficiários, inferiu que 87% do dinheiro recebido é utilizado para comprar comida. Entendo, concordando com o senador Cristovam Buarque, que ao retirar a palavra "escola" do programa, o governo Lula tirou a ênfase dada a educação, princípio básico para o desenvolvimento econômico e social de pessoas carentes. A transferência da gerência do programa da pasta da Educação (onde Fernando Henrique havia colocado) para a do Desenvolvimento Social, segundo Cristovam, é uma mostra da visão puramente assistencialista. Eu diria que o Programa Bolsa Família é uma espécie de "bolsa eleitoral", que serve – na verdade - para subjugar as camadas mais vulneráveis da população com transferências de dinheiro para manter eleitores cativos. 12 milhões de votos, sendo 6 milhões no Nordeste. Entre as diversas críticas que o PBF recebe está a de que gera dependência, e desestimula a busca por emprego. Até a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, órgão oficial da Igreja Católica, chegou a afirmar que o programa "vicia" e que deixa os beneficiários "acomodados". Um dos problemas é que há, por parte dos governantes, uma imensa capacidade de transmutar os benefícios da política social provida pelo Estado - e paga por toda a população - em uma “ajuda dada pelo governante de plantão”, o que retira a política social do âmbito do interesse público, e abre suas portas para o uso clientelístico. Reforçando essa idéia crítica segue declaração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante propaganda eleitoral televisiva em 2000 (http://www.youtube.com/watch?v=7pZihnMvBEg). Assista o vídeo e comprove: “Lamentavelmente, no Brasil, o voto não é ideológico, e as pessoas lamentavelmente não votam partidariamente. E lamentavelmente você tem uma parte da sociedade que, pelo alto grau de empobrecimento, é conduzida a pensar pelo estômago e não pela cabeça. É por isso que se distribui tanta cesta básica. É por isso que se distribui tanto litro de leite. Porque isso, na verdade, é uma peça de troca, em época de eleição. E assim você despolitiza o processo eleitoral. Você trata o povo mais pobre da mesma forma que Cabral tratou os índios quando chegou no Brasil, tentando distribuir bijuterias e espelhos para tentar ganhar os índios. Você tem como lógica a política de dominação, que é secular no Brasil”. O caro leitor percebeu que, se o Lula presidente houvesse mantido a coerência e a mesma opinião que ele mesmo tinha quando era da oposição, em 2000; o próprio Lula diria que o Bolsa-Família é necessário, mas insuficiente. É indispensável agregar outras ações de governo ao Bolsa-Família, tais como: 1) capacitar para o mercado de trabalho, com a inclusão digital e; 2) vincular os cadastrados do PBF para atendimento sistemático do Programa Saúde na Família (PSF). E não ser utilizado como bolsa-voto.

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