Opnião Política http://opiniaopolitica.posterous.com Rinaldo Barros posterous.com Thu, 26 Aug 2010 05:56:43 -0700 PARA NÃO SER IDIOTA http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota-0
Este foi, talvez, o artigo mais difícil de ser parido nesses últimos meses. Fiquei mais de uma semana com ele sendo gestado, sem atinar com o rumo que essa prosa deveria tomar. Estou convicto de que foram dois os motivos para tamanha dificuldade para articular o pensamento: 1) a estranheza dessa eleição, uma eleição sem partidos, e sem definição de quem é governo e quem é oposição; 2) a apatia da população – notadamente a juventude - quanto ao seu presente e ao seu futuro. Assistimos a um governo sem definição ideológica e sem oposição, sem um projeto de Nação, comprometido apenas consigo mesmo e com seu projeto de se perpetuar no poder, apresentando uma candidata sem face e sem voto, e sem qualquer experiência eleitoral; e um eleitorado desinformado e desinteressado, movido apenas pelo individualismo imediatista. Atualmente, aqui no patropi, estamos pensando e agindo como se fôssemos milhões de lobotomizados num processo de anomia (pode ir ao dicionário). Quase ninguém está interessado mais em política, com “P” maiúsculo. No máximo, vemos o eleitor que se move tão somente para tentar levar alguma vantagem na campanha eleitoral. Penso que há um tédio crescente pela atividade política, pois ela está associada à politicagem dos acordos espúrios e da corrupção, e uma sensação cada vez mais forte de que política é uma coisa menor, desprezível. A mais nobre das atividades humanas se tornou vergonhosa. Essa é uma das nossas maiores tragédias. Esse fenômeno é mais perceptível nos jovens, aqueles que não vivenciaram os anos de chumbo, melhor, que não conheceram o que é viver sem liberdade. Eles respiram a liberdade como se fosse algo natural. Não compreendem que a participação na vida pública foi uma conquista histórica sofrida e demorada. Estas questões geram um conjunto de reflexões éticas e políticas, inclusive acerca do sistema representativo, na medida em que os explorados são, em larga medida, não-cidadãos ou cidadãos em processo de formação, que ainda não se desenvolveram a ponto de criar uma alternativa real e viável para o enfrentamento das grandes questões sociais. Certamente, uma das razões desta ausência de alternativas resulta do enfraquecimento político da classe trabalhadora, em decorrência do abandono de políticas de pleno-emprego e geração do desenvolvimento; substituídas que foram por políticas compensatórias, por si só, inibidoras da organização sindical e política dos trabalhadores. Nesse sentido, são políticas retrógadas que geraram alienação em diversas categorias sociais. Seria o Bolsa Família o novo “ópio do povo”? Talvez seja possível vislumbrar o pano de fundo deste imbróglio, colocando as coisas da seguinte forma: o declínio do PT, se é isto mesmo que estamos observando, pode ser entendido de forma mais adequada como o paradoxo do declínio da esquerda em geral. O grande paradoxo foi que o PT chegou ao poder em decorrência das limitações das estratégias neoliberais, mas foi incapaz de romper com o seu legado. Ao contrário. Em palavras mais claras, Lula metamorfoseou-se e aprofundou a mesma política econômica que encontrou, estimulou mais e maiores lucros para as grandes empresas, virou o queridinho dos milionários; e engabelou a patuléia com o Bolsa Família e outras astúcias; aprofundando a concentração de renda. A questão relevante é: porque o PT deu uma guinada à direita? A meu ver, um caso típico de submissão de um coletivo político ao que os gregos chamavam de “idiótes”. Dificilmente, este partido, em aliança com setores conservadores e corruptos (Sarney, Collor, Renan, Temer, Jader), fará uma nova virada de volta às suas origens. Peço mais atenção, ao caro leitor. O perigo reside justamente neste ponto. Caso a maioria do eleitorado permaneça em estado de alienação (“idiótes”), é bastante provável o surgimento de alternativa antidemocrática, a exemplo da Venezuela, pois temos no Brasil o caldo de cultura pronto para uma ditadura estilo bolivariana. Diante do quadro atual, somente a alternância de poder poderá fortalecer a Democracia e o Estado de Direito. Somente uma profunda reavaliação das políticas públicas, para que se tornem desenvolvimentistas e centradas na produção, na geração do pleno emprego, na melhoria da distribuição da renda, com participação e controle da sociedade civil; permitirá a consolidação de um novo ciclo republicano e democrático. Novo ciclo que assegure espaço democrático para idéias divergentes e diferentes das hegemônicas. Este processo somente poderá ser conduzido por um governo capaz de formular e implantar, de fato, as reformas fundamentais (política, agrária, fiscal, e universitária). Repito, com alternância no poder central. Para concluir, inspiro-me aqui no pequeno-grande livro de Mario Cortella e Janine Ribeiro “Política – Para não ser Idiota”, Campinas (SP), Papirus, 2010. Um deleite. Aprendi que os gregos chamavam de “idiótes” aquele que só enxerga o próprio umbigo, que está voltado para si mesmo. Diziam que o “idiótes” não pode ser livre, pois só é livre aquele que se envolve - como protagonista - na vida pública, na vida coletiva. Só é possível ser livre como cidadão. Essa verdade continua em vigor no Brasil de hoje: participar, para não ser idiota.

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Wed, 25 Aug 2010 05:12:59 -0700 PARA NÃO SER IDIOTA http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota
Este foi, talvez, o artigo mais difícil de ser parido nesses últimos meses. Fiquei mais de uma semana com ele sendo gestado, sem atinar com o rumo que essa prosa deveria tomar. Estou convicto de que foram dois os motivos para tamanha dificuldade para articular o pensamento: 1) a estranheza dessa eleição, uma eleição sem partidos, e sem definição de quem é governo e quem é oposição; 2) a apatia da população – notadamente a juventude - quanto ao seu presente e ao seu futuro. Assistimos a um governo sem definição ideológica e sem oposição, sem um projeto de Nação, comprometido apenas consigo mesmo e com seu projeto de se perpetuar no poder, apresentando uma candidata sem face e sem voto, e sem qualquer experiência eleitoral; e um eleitorado desinformado e desinteressado, movido apenas pelo individualismo imediatista. Atualmente, aqui no patropi, estamos pensando e agindo como se fôssemos milhões de lobotomizados num processo de anomia (pode ir ao dicionário). Quase ninguém está interessado mais em política, com “P” maiúsculo. No máximo, vemos o eleitor que se move tão somente para tentar levar alguma vantagem na campanha eleitoral. Penso que há um tédio crescente pela atividade política, pois ela está associada à politicagem dos acordos espúrios e da corrupção, e uma sensação cada vez mais forte de que política é uma coisa menor, desprezível. A mais nobre das atividades humanas se tornou vergonhosa. Essa é uma das nossas maiores tragédias. Esse fenômeno é mais perceptível nos jovens, aqueles que não vivenciaram os anos de chumbo, melhor, que não conheceram o que é viver sem liberdade. Eles respiram a liberdade como se fosse algo natural. Não compreendem que a participação na vida pública foi uma conquista histórica sofrida e demorada. Estas questões geram um conjunto de reflexões éticas e políticas, inclusive acerca do sistema representativo, na medida em que os explorados são, em larga medida, não-cidadãos ou cidadãos em processo de formação, que ainda não se desenvolveram a ponto de criar uma alternativa real e viável para o enfrentamento das grandes questões sociais. Certamente, uma das razões desta ausência de alternativas resulta do enfraquecimento político da classe trabalhadora, em decorrência do abandono de políticas de pleno-emprego e geração do desenvolvimento; substituídas que foram por políticas compensatórias, por si só, inibidoras da organização sindical e política dos trabalhadores. Nesse sentido, são políticas retrógadas que geraram alienação em diversas categorias sociais. Seria o Bolsa Família o novo “ópio do povo”? Talvez seja possível vislumbrar o pano de fundo deste imbróglio, colocando as coisas da seguinte forma: o declínio do PT, se é isto mesmo que estamos observando, pode ser entendido de forma mais adequada como o paradoxo do declínio da esquerda em geral. O grande paradoxo foi que o PT chegou ao poder em decorrência das limitações das estratégias neoliberais, mas foi incapaz de romper com o seu legado. Ao contrário. Em palavras mais claras, Lula metamorfoseou-se e aprofundou a mesma política econômica que encontrou, estimulou mais e maiores lucros para as grandes empresas, virou o queridinho dos milionários; e engabelou a patuléia com o Bolsa Família e outras astúcias; aprofundando a concentração de renda. A questão relevante é: porque o PT deu uma guinada à direita? A meu ver, um caso típico de submissão de um coletivo político ao que os gregos chamavam de “idiótes”. Dificilmente, este partido, em aliança com setores conservadores e corruptos (Sarney, Collor, Renan, Temer, Jader), fará uma nova virada de volta às suas origens. Peço mais atenção, ao caro leitor. O perigo reside justamente neste ponto. Caso a maioria do eleitorado permaneça em estado de alienação (“idiótes”), é bastante provável o surgimento de alternativa antidemocrática, a exemplo da Venezuela, pois temos no Brasil o caldo de cultura pronto para uma ditadura estilo bolivariana. Diante do quadro atual, somente a alternância de poder poderá fortalecer a Democracia e o Estado de Direito. Somente uma profunda reavaliação das políticas públicas, para que se tornem desenvolvimentistas e centradas na produção, na geração do pleno emprego, na melhoria da distribuição da renda, com participação e controle da sociedade civil; permitirá a consolidação de um novo ciclo republicano e democrático. Novo ciclo que assegure espaço democrático para idéias divergentes e diferentes das hegemônicas. Este processo somente poderá ser conduzido por um governo capaz de formular e implantar, de fato, as reformas fundamentais (política, agrária, fiscal, e universitária). Repito, com alternância no poder central. Para concluir, inspiro-me aqui no pequeno-grande livro de Mario Cortella e Janine Ribeiro “Política – Para não ser Idiota”, Campinas (SP), Papirus, 2010. Um deleite. Aprendi que os gregos chamavam de “idiótes” aquele que só enxerga o próprio umbigo, que está voltado para si mesmo. Diziam que o “idiótes” não pode ser livre, pois só é livre aquele que se envolve - como protagonista - na vida pública, na vida coletiva. Só é possível ser livre como cidadão. Essa verdade continua em vigor no Brasil de hoje: participar, para não ser idiota.

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Sat, 14 Aug 2010 07:37:56 -0700 EVITEMOS A DECREPITUDE DOS SONHOS http://opiniaopolitica.posterous.com/evitemos-a-decrepitude-dos-sonhos http://opiniaopolitica.posterous.com/evitemos-a-decrepitude-dos-sonhos
Cá no meu canto, tenho alertado que existem causas estruturais, objetivas, formadas historicamente, para explicar este fenômeno da popularidade do nosso Guia, em que pese todos os desmandos, mentiras, incompetências e mazelas do seu governo. Algumas pessoas inteligentes e bem informadas parecem ainda não terem percebido que, neste caso, o problema é duplo: o mensageiro e a mensagem. Em relação ao mensageiro, o leitor há de convir que a imagem do PT, em matéria de cuidado com a ética, nos oito anos do governo Lula, não foi exatamente a melhor, nem a mais desejável. Em relação à mensagem (o governo é corrupto e incompetente), relembro Mário de Andrade, em sua constatação sobre a metáfora do brasileiro como Macunaíma, o retrato cultural do povo brasileiro: índio branco, feiticeiro, mau caráter, preguiçoso, mentiroso, egoísta, gozador, capaz de rir de si próprio e de nunca perder uma piada. Terreno bastante fértil para, frente à impunidade, florescer atos de corrupção, praticados com naturalidade, sem que sejam vinculados com a questão da ética ou com a moral vigente. Um passo para aceitar e praticar a corrupção em geral. O povo brasileiro capacitou-se a conviver “espertamente” com situações adversas de exploração, violência, corrupção, miséria moral, discriminação, desemprego, analfabetismo, utilizando-se das armas ou mecanismos psicológicos os mais diversos. Além disso, Gilberto Freire ensinou que a família patriarcal determinou toda nossa estrutura social e as relações com o poder público. Formou-se sociologicamente “uma invasão do público pelo privado, do Estado pela Família”. Ou seja, o nepotismo e a corrupção eleitoral são culturalmente aceitos pela imensa maioria da população, como algo “natural”, são instituições antropológicas da nossa mestiçagem. Acrescente-se a isto o fato de que mais de setenta por cento do eleitorado é formado por analfabetos funcionais (lê, mas não entende), e ainda que os milhões de excluídos possuem apenas um único compromisso, que é consigo mesmo, com sua sobrevivência imediata. São lúmpens (pode ir ao dicionário), facilmente corruptíveis. E, sob outra ótica, relembro que a história contemporânea nos levou ao término da onda industrial, à universalização da sociedade da informação (dominada pelo grande capital internacional), aos lucros astronômicos das grandes instituições financeiras, fenômeno que fez explodir o estoque de recursos financeiros, dos quais uma boa parte tem se destinado a perigosas especulações de curtíssimo prazo. Explico melhor: onde houver juro alto (entenderam agora o porquê dos juros altos?) o especulador estará lá. É o capital volátil, sem pátria e sem compromisso com o desenvolvimento. Lula, muito espertamente, vendeu a alma ao diabo mas, conseguiu apoio dos dois pólos que decidem uma eleição: 1) “conquistou” grande parte dos milhões de pobres e excluídos, com políticas compensatórias, tipo Bolsa-família e; 2) obedeceu direitinho aos ditames da banca internacional, coordenadora da especulação; ganhando a confiança de Wall Street e da Avenida Paulista. Tanto é assim que conseguiu impor uma candidata sem face, sem nenhuma experiência eleitoral anterior, rica e oligofrênica, com o passado ligado à luta armada. Será confiável? Apelando para a nossa responsabilidade histórica, é vital que façamos uma profunda reflexão sobre qual a candidatura alternativa que tem demonstrado competência ao longo de sua história, e que tem apresentado propostas concretas para o enfrentamento dos desafios nas áreas de segurança, saúde e educação. Resumo da ópera: Está provado que Macunaíma continua vivo e atuante, como Presidente e como eleitor. E somente o eleitorado, com a arma do voto, a exemplo do que fez no Plebiscito para o desarmamento, pode surpreender totalmente e optar pela alternância do poder. Oxalá! Oxalá não esteja começando a era da decrepitude dos sonhos e o fim das esperanças!

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Wed, 28 Jul 2010 12:58:44 -0700 LEIA A CARTA DO PRESIDENTE DO CREA (CE) http://opiniaopolitica.posterous.com/leia-a-carta-do-presidente-do-crea-ce http://opiniaopolitica.posterous.com/leia-a-carta-do-presidente-do-crea-ce
Carta do Presidente do CREA (Ceará) ao Presidente Lula NOTA DO AUTOR: Pode divulgar o que eu escrevi na íntegra, não precisa cortar nada não. Eu nunca falo ou escrevo nada em segredo. Num pais de covardes como este, o único medo que eu tenho é de viver muito mais do que já vivi. Abaixo o e-mail que eu mandei para o "presidente" Lula, com cópia para todos os senadores e deputados federais, revistas, jornais e para todos os da minha lista. Um abraço, Otacílio M. Guimarães ================================ ===> A CARTA: Sr. Luis Inácio Lula da Silva: Causa indignação a qualquer cidadão medianamente esclarecido ouvir ou ler a asneira abaixo, pronunciada por uma pessoa semi-analfabeta, despreparada, sem nenhuma ética, que 52 milhões de abobalhados colocaram na presidência da república do Brasil. *Esclarecendo: asneira vem de asno ou burro. *O senhor passou a sua vida toda, juntamente com o seu partido (?!?!?!), mentindo para um povo até conseguir conquistar as consciências de 52 milhões de incautos que não sabem distinguir óleo de água e, agora, depois de ter implantado no Brasil o maior esquema de corrupção jamais visto no mundo, ainda vem dar uma de o mais honesto do país com essa afirmação desproposital, descabida e desrespeitosa. Pois eu lhe digo, senhor Luis Inácio: eu sou um brasileiro de 62 anos de idade, não sou analfabeto, meus pais não eram analfabetos, eu recebi uma educação doméstica, moral e formal para dizer ao senhor, o seguinte: me respeite! Respeite o meu país! Respeite as pessoas que estão indignadas com a sua desfaçatez! Se o senhor acha que o único repositório da ética e da moral deste país é o senhor, pois fique sabendo que eu quero discutir com o senhor sobre ética e moral, cara a cara, olho no olho. Eu quero que o senhor me explique como é que Delúbio Soares e Sílvio Pereira armaram o esquema criminoso que resultou neste mar de lama que emporcalha a história do Brasil sem que o senhor, o José Genuíno e o José Dirceu soubessem de nada. Eu quero que o senhor me explique, cara a cara, olho no olho, porque Celso Daniel, prefeito de Santo André, foi assassinado friamente e o seu governo agiu no sentido de paralisar as investigações. Será que o senhor sabe o que significa obstrução da justiça? Pois foi isto o que o senhor fez, obstruiu a justiça. Se o Brasil fosse um pais sério, o senhor já estaria na cadeia só por isto. Eu quero que o senhor me explique porque mandou a prefeita de São José dos Campos, Ângela Guadagnin, exonerar o secretário de finanças Paulo de Tarso Venceslau só porque este, que também fora secretário de finanças da Prefeitura de Campinas, descobriu um esquema de desvio de dinheiro público operado pela CPEM, que somente em 1992 desviou 10,5 milhões de dólares da prefeitura de São José dos Campos, sem falar nas outras três onde o esquema funcionava (Campinas, Piracicaba e Ribeirão Preto, esta última tendo como prefeito Antônio Palocci, ex-ministro da fazenda), dinheiro esse que se destinava a alimentar o caixa 2 do PT. Nesse esquema o Paulo Okamoto, que não detinha cargo público e era apenas militante do PT, fazia o papel que o Sílvio Pereira fez até ser desmascarado recentemente. Note-se que estes fatos ocorreram há 12/13 anos atrás. Não é de hoje, portanto, que o PT se utiliza desses esquemas criminosos para suprir o seu caixa 2 e aumentar o patrimônio de seus integrantes. Inclusive o seu e do seu filho, o Lulinha, que recentemente recebeu da Telemar cinco milhões e duzentos mil reais como investimento numa empresa que eu não pagaria um centavo por ela. A troco de quê, senhor Lula, a Telemar deu essa dinheirama toda ao seu filho? O senhor e seus asseclas vivem dizendo que tudo é culpa das elites brasileiras. Para mim, as elites que jogaram o PT e o governo Lula na lama têm nomes: José Dirceu, Sílvio Pereira, Delúbio Soares, Marcos Valério e os que estão acima destes que o senhor tão bem conhece e eu não preciso citar. Como tem nome a sua Ministra Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff – ex-guerrilheira; ex-terrorista; ex-assaltante de 4 bancos; ex-assaltante de residências, ex-tudo de ruim. O senhor é o chefe de todos eles. É o campeão mundial da "maracutaia" (palavra que tanto usou no passado para ofender, impunemente, seus adversários políticos). Pois eu lhe digo, senhor Lula: neste país nasceu antes do senhor um homem em condições de discutir com o senhor, cara a cara, olho no olho, sobre ética e muitos outros atributos que o senhor não possui, como por exemplo, capacidade administrativa, discernimento, iniciativa e coragem de tomar decisões. E digo mais: que eu não estou sozinho, pois o Brasil tem milhões de homens e mulheres que têm condições de discutir com o senhor sobre ética e moral e dar aulas destas matérias, se é que iria entender. Quer me parecer que o senhor não entende o verdadeiro significado das palavras ética e moral, talvez seja este o caso, já que nunca estudou e se gaba de ter nascido de país analfabetos. Na verdade, quem se gaba de ter nascido de país analfabetos e de ter pouco estudo não tem o direito de ofender todo um povo arvorando-se no único repositório da ética e da moral. Isto já é coisa de doente mental como aconteceu com Hitler, Stalin, Lumumba, Pol Pot, Mao, Fidel, Pinochet, Idi Amin, Sadan e tantos outros ditadores, responsáveis por milhões de assassinatos de inocentes. *Senhor Lula, o senhor foi colocado onde está por pessoas tão ignorantes ou mal intensionadas quanto o senhor*. Mas eu devo lhe dizer que os homens e mulheres de bem deste país já estão cheios das asneiras que o senhor fala e faz e com suas bravatas, com a sua incapacidade sobejamente demonstrada em governar o país e com o fato de estar se esquivando de suas responsabilidades nos desmandos praticados pela cúpula dirigente do PT querendo nos fazer crer que Sílvio Pereira e Delúbio Soares agiram sozinhos. Não creio que Sílvio Pereira e Delúbio Soares sejam tão burros assim. Só um idiota acreditaria nisso. E digo-lhe mais uma coisa: pare de subestimar nossa inteligência, pare de ofender os brasileiros, principalmente aqueles que acreditaram em suas mentiras e suas falácias e lhe colocaram onde está hoje. Está na hora do senhor devolver estes votos juntamente com um pedido de desculpas tomando a decisão de renunciar ao cargo para o qual o senhor nunca esteve preparado para exercer. A seguir trecho do discurso proferido ontem pelo senhor, presidente Lula, para uma platéia de petroleiros da REDUC, Duque de Caxias, e que ofende pelo menos aqueles que possuem ética e dignidade neste país, o que não é o seu caso. "Neste país está para nascer alguém que venha querer discutir ética comigo. Eu digo sempre o seguinte: sou filho de pai e mãe analfabetos. E o único legado que eles deixaram, não apenas para mim, mas para toda a família, é que andar de cabeça erguida é a coisa mais importante que pode acontecer para um homem ou uma mulher. E eu conquistei o direito de andar de cabeça erguida neste país com muito sacrifício. E não vai ser a elite brasileira que vai fazer eu baixar a cabeça". Estou pronto para discutir com o senhor sobre ética e outros assuntos a qualquer momento que o senhor escolher. Isto se o senhor tiver coragem, porque sempre foge covardemente do debate com a imprensa e com pessoas inteligentes, pois não tem a hombridade de responder ou enfrentar.* A maioria do povo brasileiro está de saco cheio com o senhor e com o seu PT - PARTIDO dos TRAMBIQUEIROS, cambada de assaltantes que ocupam postos chaves de nossa nação, mas vai chegar a hora de prestarem contas das falcatruas que enche seus bolsos dia e noite*. E não vão adiantar operações plásticas e outros artifícios, fugir para outros países, pois o mundo hoje está muito menor do que já foi no passado e sua figura burlesca já é bem conhecida lá fora. *Estarei aberto para debater estes e outros assuntos em público, em dia, hora e local que bem lhe aprouver, com a presença da imprensa ainda não comprometida. Considere-se desafiado a partir deste momento.* Otacílio M. Guimarães - Presidente do CREA (Ceará) Se você é dos que têm moral, ética e vergonha na cara, divulgue esta carta, porque o Brasil merece, assim como seus descendentes que estão aí ou virão. ==============================

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Sun, 13 Jun 2010 07:53:57 -0700 SERRA DENUNCIA NEO-CORRUPTOS http://opiniaopolitica.posterous.com/serra-denuncia-neo-corruptos http://opiniaopolitica.posterous.com/serra-denuncia-neo-corruptos
Deu no Estado de São Paulo No discurso em que oficializou sua candidatura à Presidência da República, hoje, em Salvador, o tucano José Serra desferiu duras críticas a seus adversários políticos, a quem chamou de “neo-corruptos”, e alfinetou a falta de experiência da candidata petista Dilma Rousseff. Fazendo referência direta ao escândalo do mensalão, que atingiu várias lideranças petistas em 2005, o candidato disse acreditar que são os “homens que corrompem o poder, e não o poder aos homens”. Segundo o tucano, são “neo-corruptos” os que justificam “os deslizes morais dizendo que está fazendo o mesmo que outros fizeram”. O ex-governador paulista também atacou o aparelhamento do Estado, e comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao rei francês Luis XIV, morto em 1715. “Acredito que o Estado deve subordinar-se à sociedade, e não ao governante da hora, ou a um partido”, disse depois de criticar o “peleguismo” das organizações sindicais “sustentadas com dinheiro público.” Sobre Dilma, ele não foi direto, mas deu a entender ter mais experiência do que a petista. Depois de lembrar a infância humilde e sua trajetória acadêmica e política – “tive 80 milhões de votos em toda minha carreira” –, Serra fez uma referência indireta à falta de experiência da petista. “Não comecei ontem e não caí de pára-quedas. Apresentei-me ao povo brasileiro, fui votado, exerci cargos, me submeti ao julgamento da população, fui aprovado e votado de novo”, disse.

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