Opnião Política http://opiniaopolitica.posterous.com Rinaldo Barros posterous.com Tue, 07 Sep 2010 11:10:00 -0700 O PT TRAIU O POVO E SEUS PRINCÍPIOS http://opiniaopolitica.posterous.com/o-pt-traiu-o-povo-e-seus-principios http://opiniaopolitica.posterous.com/o-pt-traiu-o-povo-e-seus-principios
O PT prometeu uma ruptura histórica. Traiu todas as promessas feitas durante longos anos de oposição. Aderiu com entusiasmo e desenvolvura ao pior tipo de coronelistmo: o populismo demagógico travestido de sindicalismo de resultados. O PT é refém de dois tipos de corporações: a) os conglomerados financeiros, industriais e empreiteiras b) os sindicatos profissionais como servidores públicos, correios, bancários etc Cada um deles impede que as mudanças estruturais sejam feitas de verdade. Por isso, ao governo só resta a farta distribuição de dinheiro para agradar os grupos de pressão ignorando as verdadeiras transformações, hipotecando, mais uma vez, nosso futuro. Lula não derrotou as elites brasileiras, associou-se a elas, mudou de lado. Como? Praticou uma política econômica que privilegia o setor financeiro em detrimento do setor produtivo( juros altos,câmbio,...). Não investiu em educação pública e integral. Não resolveu o grave problema da saúde que continua com financiamento irregular. A infra-estrutura do país está esfacelada (portos,estradas,ferrovias). Reforma agrária e assentamentos foram piores que no período FHC. Aparelhamento do estado resultando em escândalos como a quebra de sigilo de cidadãos e, inclusive, de adversários.

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Mon, 06 Sep 2010 14:33:00 -0700 O PT TRAIU E POVO E SEUS PRINCÍPIOS http://opiniaopolitica.posterous.com/o-pt-traiu-e-povo-e-seus-principios http://opiniaopolitica.posterous.com/o-pt-traiu-e-povo-e-seus-principios
O PT prometeu uma ruptura histórica. Traiu todas as promessas feitas durante longos anos de oposição. Aderiu com entusiasmo e desenvolvura ao pior tipo de coronelistmo: o populismo demagógico travestido de sindicalismo de resultados. O PT é refém de dois tipos de corporações: a) os conglomerados financeiros, industriais e empreiteiras b) os sindicatos profissionais como servidores públicos, correios, bancários etc Cada um deles impede que as mudanças estruturais sejam feitas de verdade. Por isso ao governo só resta a farta distribuição de dinheiro para agradar os grupos de pressão ignorando as verdadeiras transformações, hipotecando, mais uma vez, nosso futuro. Do leitor que se assina Igor Matos Lago (...) Lula não derrotou as elites brasileiras, associou-se a elas, mudou de lado. Como? Mantêve a mesma política econômica que privilegia o setor financeiro em detrimento do setor produtivo( juros altos,câmbio,...). Não investiu em educação pública e integral. Não resolveu o grave problema da saúde que continua com financiamento irregular. A infra-estrutura do país está esfacelada (portos,estradas,ferrovias). Reforma agrária e assentamentos foram piores que no período FHC. Mídia? Boa parte dela silenciada com as grandiosas verbas de publicidade. Aparelhamento do estado resultando em escândalos como a quebra de sigilo de cidadãos e, inclusive, de adversários.

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Mon, 06 Sep 2010 07:30:00 -0700 GOVERNO INEFICAZ E JUVENTUDE PERDIDA http://opiniaopolitica.posterous.com/governo-ineficaz-e-juventude-perdida http://opiniaopolitica.posterous.com/governo-ineficaz-e-juventude-perdida
Alguns amigos pediram para que eu tente explicar as causas dessa onda de violência que está assolando os grandes centros brasileiros, notadamente, a partir do sistema penitenciário. Peço licença para iniciar apontando alguns dados recentes sobre a nossa juventude. Estudo do IPEA aponta na direção da responsabilidade de todos nós para com o nosso futuro. Um estudo feito por uma equipe do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que mais de 05 (cinco) milhões de brasileiros entre 15 e 24 anos estão desempregados. Eles representam 48% (quarenta e oito) por cento da população acima de 14 anos que estão sem emprego, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (Pnad). O trabalho revela também, com base em dados do Ministério da Saúde, que 40% (quarenta) por cento dos óbitos por homicídios no Brasil ocorreram nessa faixa etária. Por conta dessa calamidade, 4% dos homens jovens não completam o 25° aniversário. Pelo jeito, a política assistencialista do governo Lula, e até mesmo o Bolsa Família, se mostrou ineficaz para o combate a miséria e a violência urbana. Desemprego, pobreza e violência estão associadas à trajetória dos jovens brasileiros há muito tempo. Muito mais do que se poderia suportar. A insensibilidade dos atuais governantes manteve e reproduziu essa cruel realidade. O mais estranho é constatar que o governo do PT não investiu com prioridade em segurança pública. Nem com ações preventivas, nem com políticas de ocupação de nossas fronteiras, para coibir o contrabando de armas e drogas. Por outro lado, o orçamento contingenciado para as áreas sociais insistiu, inexplicavelmente, em medidas pontuais, com ênfase na repressão, com a compra inútil de mais armas e veículos. É possível afirmar que o governo do PT fracassou no enfrentamento da violência crescente, quer pela ótica social quer pela visão atrasada sobre a questão da segurança. São 35 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, segundo o levantamento do IBGE/PNAD, dos quais 5 milhões de moças e moços, não estudam, nem trabalham, nem procuram emprego. Esta é uma tendência crescente. É o esmagamento do futuro. Uma sociedade suicida. A constatação é tanto mais grave quando sabemos que esse desemprego é estrutural, ou seja, é resultado do avanço tecnológico das forças produtivas. Quanto mais moderna a empresa, menos absorve força de trabalho. O governo Lula não compreendeu que o novo padrão de acumulação do capitalismo elimina postos de trabalho e os substitui por computadores. É expressivo e rápido o crescimento da proporção dos jovens que não estudam, nem trabalham. São milhões de jovens em crise, sem qualquer perspectiva profissional. Não basta manter os programas assistencialistas via Bolsa Família e Prouni. Essa política compensatória pode ser muito boa para montar um discurso eleitoreiro, mas não é eficaz para evitar o suicídio coletivo das futuras gerações. Que fazer? Sem fazer a profecia do caos, torço para que essa onda de violência aguda possua força e capacidade para que a sociedade civil organizada saia do imobilismo, e entenda de uma vez por todas que construir escola é investimento, e construir cadeia é desperdício. Crises agudas costumam criar oportunidades, abrindo janelas para processos de ruptura. É urgente e indispensável iniciar o rompimento com a realidade vivida até este momento. O Bolsa Família deve ser mantido, ampliado, e integrado a programas de capacitação profissional, para que seus beneficiários assim não permaneçam, mas adquiram a dignidade de bom emprego. Num plano mais geral e abstrato, trata-se de determinar qual o peso que a sociedade deve atribuir à exigência de inserção social, com garantia de estudo, trabalho e renda, para os muitos milhões de jovens brasileiros. Qual o destino deles, que perspectivas podem ter e, sobretudo, de que maneira eles se relacionam com a construção de um Projeto de Nação. Mantida a inércia governista atual em termos de políticas para a Juventude (e a fraqueza da nossa sociedade civil); essas brigas de gangues e assaltos diários a que estamos somente assistindo, vão parecer brincadeira de criança frente à ira santa das massas urbanas periféricas marginalizadas, cuja caldeira já está bastante aquecida. Se a opção da maioria for realmente manter o continuísmo, terá sido a negação da luta de toda uma geração. Ou não. Talvez seja o começo de tudo.

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Sun, 05 Sep 2010 11:20:00 -0700 A MENTIRA COMO MÉTODO E COMO ARMA POLÍTICA http://opiniaopolitica.posterous.com/a-mentira-como-metodo-e-como-arma-politica http://opiniaopolitica.posterous.com/a-mentira-como-metodo-e-como-arma-politica
A farsa montada pelo governo para tentar culpar Verônica Serra pela violação do próprio sigilo fiscal tinha um tempo de duração. E então muitos leitores me perguntam, cheios de justo espanto: “Reinaldo, por acaso eles não sabiam que a verdade acabaria aparecendo, que seria possível provar a falsidade da assinatura e até a do reconhecimento de firma?” Respondo: Claro que eles sabiam! É que estamos diante da aplicação de uma das teorias da comunicação, usada com desenvoltura por canalhas: - espalhe a mentira: - insista nela; - faça com que ela pareça ter o mesmo peso da verdade; - transforme tudo numa mera guerra de versões Resultado: uma parte da opinião pública desiste do caso no meio do caminho e se conforma com a mentira. Para essa gente, não levar a mentira ao ar seria pior: todos ficariam expostos só à verdade. E a verdade não lhes interessa. Há estudos a respeito da eficácia desse procedimento — estudos críticos, claro! Os que têm compromisso com a verdade usam esse saber para tentar desvendar as farsas oficiais. Os que não têm o fazem para construir farsas oficiais. Ademais, não lhes digo nenhuma novidade. A máxima atribuída a Goebbels, o ministro da propaganda do nazismo, fala por si: uma mentira repetida muitas vezes vira verdade. Então não tem sido assim? Pensem bem: então não tem sido mesmo assim? Não tem sido essa a lógica de comunicação do governo Lula nesses quase oito anos? O expediente empregado para tentar destruir os adversários, convertidos em inimigos, é o mesmo que serve à glorificação de seus feitos. Mente-se de forma organizada, determinada, obsessiva, sobre o passado. Mente-se de modo não menos organizado, determinado e obsessivo sobre o presente. Mentiras já começam a ser construídas, diga-se, com vistas ao futuro. Todos vimos o desempenho da presidenciável Dilma Rousseff no Jornal da Globo: - inventou que Lula colaborou para libertar presos políticos cubanos — falso: o Babalorixá colaborou para que ficassem presos, comparando-os a bandidos; - inventou que o governo e o PT sempre consideraram as Farc ligadas ao crime — falso: o PT manteve relações com as Farc; ela mesma empregou a mulher de um narcoterrorista; - inventou que o Brasil ficou 25 anos sem investir, antes do governo Lula — falso: FHC investiu uma porcentagem maior sobre o PIB do que Lula. É tal o descompromisso com a verdade que se pode mentir até sobe temas aparentemente irrelevantes. Dilma montou uma loja de porcariada importada em fevereiro de 1995 e fechou as portas em setembro do ano seguinte: incompetência como comerciante. Só isso. Segundo ela, quebrou por causa da desvalorização cambial. Que desvalorização? Durante um bom tempo, o real esteva mais forte do que o dólar, um paraíso para importadores. Quando ela fechou seu empreendimento de vender cacarecos do Panamá, a proporção era 1 por 1—- um dólar igual a um real —, e não três por um, como ela disse. Nesse caso, acho que a ignorância colaborou com a mentira. Foi mentindo de modo compulsivo que o governo Lula conseguiu criar uma herança maldita que nunca existiu — incluindo o “descontrole da inflação”, estupidez que buscava expropriar FHC e o governo anterior de seu principal ativo, aquilo que realmente alterou a estrutura da economia brasileira e a tirou da rota da estagflação — estagnação com inflação: o Plano Real. Lula bateu a carteira dos programas sociais do governo FHC, reuniu-os num só e lhes deu novo nome. E proclamou: nunca antes nestepaiz… Lula foi beneficiado pela quase triplicação do preço de commodities brasileiras, origem das reservas que se acumularam — e transformou esse evento num fantástico aumento de exportações, que também não aconteceu. Lula anunciou uma revolução nas universidades federais, que nunca houve. E usou a máquina oficial, de modo sistemático, durante oito anos — com o apoio de sindicatos e dos movimentos sociais —, para destruir o legado alheio. Um império da mentira! É claro que contou com a ajuda de setores da imprensa. Elio Gaspari, por exemplo, foi um dos que ajudaram a fazer a sua fama entre setores pensantes — ou que pensam que pensam. Este gigante foi o primeiro a proclamar, por exemplo, a superioridade do “modelo Dilma” de concessão de estradas: é aquele que mata cobrando pedágio barato. Mas isso fica para texto específico — sobre Gaspari, não sobre estradas. Então é tudo mentira? Ou: método! Então é tudo mentira no governo Lula, e a população é imbecil e endossa um governo ruim? É claro que não! Quem deve pensar isso a respeito da população de São Paulo são os petistas. Eu, por exemplo, nunca escrevi algo assim. O que não aceito é que se recorra à mentira para destruir feitos alheios e inflar os próprios. Não acredito nesse tipo de política. Não acredito no “quanto pior, melhor”, opção que o PT ainda faz em São Paulo, por exemplo, onde nega — e combate — conquistas óbvias na educação, na saúde, na segurança, na infra-estrutura. Em entrevista ao Estadão, Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo do Estado, afirmou que São Paulo cresce menos do que o Brasil. É mentira! Cresce mais desde 2004. O que estou lhes dizendo é que a mentira é usada como método, o que caracteriza um descarado cinismo. E a prática, o que é espantoso, passou a ser encarada como coisa corriqueira, normal, própria da política, por amplos setores da imprensa. Volto ao caso Verônica Serra. Vejam a hora em que foram publicados textos no chamado jornalismo Online. Só no fim da tarde se admitiu o óbvio: tudo não passava de uma trapaça. Durante horas, a mentira espalhada pela Receita ficou no ar, exposta a milhares de leitores — muitos deles se deram por satisfeitos com ela. E governo, Receita e petistas colheram, então, os frutos da mentira. O que leva um órgão oficial a tornar público um documento que já se sabia falso (ver post sobre reportagem do Estadão)? O que leva o líder do governo no Senado, como fez Romero Jucá (PMDB-RR), a anunciar que seria apresentada a “prova” de que a própria Verônica havia pedido a quebra do sigilo? Convicção de que falavam a verdade? Ah, não! Jucá pode não ser, assim, um bom guia de educação moral e cívica, mas besta ele não é, muito pelo contrário. Ou não teria chegado tão longe — e ele sempre chega longe demais pouco importa quem esteja no governo. A seu modo, é um homem esperto.| Não! Este não é apenas um governo viciado na mentira, que a exerce de modo compulsivo. Também é. Este é um governo que faz da mentira um método: mente-se sobre o passado, mente-se sobre o presente, mente-se sobre o futuro, mente-se sobre a biografia de seus heróis, mente-se até para contar a história da falência de uma lojinha de cacarecos de Dilma Rousseff, candidata a governar os cacarecos morais do Brasil. Por Reinaldo Azevedo

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Sun, 05 Sep 2010 11:10:00 -0700 ERRO DE DILMA RESULTA EM 1 BILHÃO DE PREJUÍZO PARA CONSUMIDOR http://opiniaopolitica.posterous.com/erro-de-dilma-resulta-em-1-bilhao-de-prejuizo http://opiniaopolitica.posterous.com/erro-de-dilma-resulta-em-1-bilhao-de-prejuizo
A propaganda eleitoral tem apresentado a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) como uma eficiente gestora. Um erro cometido à frente do Ministério de Minas e Energia, contudo, coloca em xeque essa imagem. A falha foi apontada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), em um processo que se arrastou por sete anos, e corroborada por uma auditoria do próprio governo. Segundo as decisões do tribunal, Dilma tardou em reconhecer e corrigir deficiências na tarifa social, um benefício concedido a consumidores de luz de baixa renda. O erro resultou no gasto inadequado, entre 2002 e 2007, de R$ 2 bilhões de um fundo mantido por consumidores de todo o país. Do total, R$ 989 milhões corresponderam à passagem de Dilma pelo ministério, de 2003 a 2005. A tarifa é coberta por um encargo embutido na conta de luz, a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). Gerido pelo governo, o fundo CDE remunera as distribuidoras de energia de acordo com o número de famílias beneficiadas pela tarifa social, além de bancar o Luz para Todos e outros programas federais. Os R$ 2 bilhões que, segundo o TCU, foram desperdiçados, poderiam ter sido usados para investimentos federais ou mesmo na ajuda a famílias pobres. Na época, um dos critérios para a concessão do benefício era o consumo residencial. Os técnicos do tribunal, contudo, concluíram que consumidores que gastavam pouco (até 80 kWh por mês), não eram, necessariamente, pobres -caso de donos de casas de veraneio. Por outro lado, consumidores de fato pobres ficavam de fora do desconto, pois podiam registrar consumo acima de 80 kWh/mês, devido ao alto número de moradores sob um mesmo teto. Ou seja, consumidores pobres subsidiaram ricos. O tribunal propôs, então, a reformulação dos critérios do benefício, criado em abril de 2002, último ano do governo FHC. Em três comunicados, o TCU alertou a ministra Dilma sobre o problema. Mas Minas e Energia só contratou o estudo requisitado pelo TCU em 2006, quando Dilma já tinha ido para a Casa Civil. E a lei acabou sendo alterada apenas em 2010. A primeira advertência ocorreu em abril de 2003. O então presidente do tribunal, Valmir Campelo, informou que os ministros, em votação no plenário, haviam aprovado acórdão que apontava as inconsistências. O texto recomendava à ministra, "com a urgência que o assunto requer", que adotasse cinco medidas, incluindo a contratação de estudo que indicasse o cálculo mais adequado para a tarifa. Em 2004, o TCU mandou para o ministério um grupo de analistas, que por 19 dias avaliou se as recomendações haviam sido adotadas. A equipe concluiu que a ministra não tinha feito as mudanças nem contratado o estudo. O ministério alegou dificuldades para unificar o cadastro dos programas sociais e pediu mais tempo. A explicação não convenceu. "Tal postura é preocupante", advertiram os analistas. Em 2005, os ministros do TCU reiteraram as recomendações de 2003. Dilma foi notificada, por duas vezes, no mês de fevereiro. Dois meses depois da saída de Dilma da pasta, o novo ministro, Silas Rondeau, criou um grupo de trabalho sobre o tema. O estudo requisitado desde 2003 foi contratado pelo governo no dia 16 de janeiro de 2006. A partir daí, o governo trabalhou para aprovar uma lei sancionada por Lula em janeiro deste ano.

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Wed, 01 Sep 2010 14:32:00 -0700 Receita reconhece fraude em documento de filha de Serra http://opiniaopolitica.posterous.com/receita-reconhece-fraude-em-documento-de-filh http://opiniaopolitica.posterous.com/receita-reconhece-fraude-em-documento-de-filh
Brasília - O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, reconheceu hoje (1º) que houve fraude na procuração que foi usada para quebrar o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Segundo Cartaxo, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal. Em comunicado lido nesta quarta-feira (1ª), Cartaxo afirmou que Verônica Serra não reconheceu como sendo dela a assinatura na procuração, que também não tinha reconhecimento de firma pelo cartório do 16º Tabelionato de Notas de São Paulo. "A mídia já noticia que a senhora Verônica Allende Serra não confirma a assinatura e que também o cartório não reconhece o reconhecimento da firma da contribuinte. Em face disso, hoje, às 14h, foi entregue ao Ministério Público Federal o documento original porque, diante desses fatos, aconteceu a falsificação de documento público federal e cabe à PF [Polícia Federal] a apuração do fato". O secretário disse que no dia 30 de setembro do ano passado houve o atendimento, na agência de Santo André, do pedido de acesso às declarações de Imposto de Renda de Verônica Serra, referentes aos anos de 2007 a 2009. Segundo Cartaxo, um requerimento padrão de pedido foi apresentado por Antônio Carlos Atella Ferreira. O documento tinha firma reconhecida de Verônica Serra "sem sinal de fraude ou adulteração". O secretário informou que as declarações de imposto de renda da filha de José Serra foram entregues a Ferreira no mesmo dia.

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Wed, 01 Sep 2010 11:18:54 -0700 DILMA ENROLA E NÃO RESPONDE - JORNAL DA GLOBO http://opiniaopolitica.posterous.com/dilma-enrola-e-nao-responde-jornal-da-globo http://opiniaopolitica.posterous.com/dilma-enrola-e-nao-responde-jornal-da-globo

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Tue, 31 Aug 2010 17:57:13 -0700 UM GOVERNO SEM PUDOR NEM LIMITES http://opiniaopolitica.posterous.com/um-governo-sem-pudor-nem-limites http://opiniaopolitica.posterous.com/um-governo-sem-pudor-nem-limites
Por Reinaldo Azevedo O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, voltou a acusar o PSDB de transformar em “palanque eleitoral” o episódio da violação dos sigilo fiscal de dirigentes do partido e de criar “factoides” em torno das investigações conduzidas pela Receita Federal. “Eles não conseguem fazer palanques nos Estados, ficam criando palanques fictícios”, alfinetou Padilha, em alusão à debandada de aliados da oposição para a campanha presidencial da candidata do PT, Dilma Rousseff, diante da escalada dela nas pesquisas. O ministro fez as declarações ao deixar o Congresso, onde acompanhou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, na entrega do projeto de Lei Orçamentária para 2011. Padilha afirmou, ainda, que a Receita Federal vai cumprir todos os procedimentos relativos à investigação da denúncia de ampla violação de sigilos fiscais, que atingiu pessoas ligadas ao alto comando do PSDB, bem como outras alheias à esfera política, como a apresentadora da Rede Globo, Ana Maria Braga. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, não teve acesso à íntegra dos autos da sindicância interna conduzida pela Receita Federal para investigar o caso, apesar da determinação da Justiça Federal. O jornal revelou que 13 volumes do processo não foram entregues ao dirigente tucano. “A Receita vai cumprir todas as determinações do juiz. O governo não admite irregularidades como essas”, assegurou Padilha, em alusão ao esquema de violação generalizada de sigilos fiscais que veio à tona, após a denúncia de Eduardo Jorge. Entretanto, embora o órgão tenha passado a sustentar a existência de um “suposto balcão de compra e venda de informações” e “pagamento de propina” na delegacia do Fisco em Mauá, na região do ABC paulista, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que essa versão não constou do relatório entregue ontem ao Ministério Público. O documento pediu o indiciamento de duas funcionárias daquela delegacia investigadas por violar o sigilo fiscal de quatro tucanos. Comento É claro que aparência nem sempre quer dizer alguma coisa. Mas, às vezes, é uma boa metáfora. Acabo de ver esse Padilha na televisão. Acreditem: ele ainda vai fazer 39 anos — no próximo dia 14. É o ministro mais novo de Lula. Parece ter, sei lá, uns 20 anos a mais. Digo que sua aparência envelhecida é uma metáfora porque não pode haver nada mais antigo do que este senhor. O que se vê acima é o governo no auge da indignidade. Culpar a vítima é a essência do despotismo. Não por acaso, há fábulas a respeito — e a mais conhecida é a do lobo que come o cordeiro depois de acusá-lo de turvar as águas do rio em que ambos bebem. A vítima provou que a acusação era falsa, já que bebia rio abaixo. O lobo só queria um pretexto, não um argumento racional. Essa fábula é a síntese da truculência. Isso evidencia quão antigo é este rapaz. Todos já sabemos que o sigilo de Eduardo Jorge estava em mãos de petistas envolvidos com a campanha de Dilma. Isso é fato. Todos sabemos que dados distorcidos daquele domingo circulavam nos blogs que trabalham para o PT — alguns deles financiados com dinheiro que é público. Isso também é fato. E por que os tucanos foram alvos da canalha? Ora, por que ousaram beber água no mesmo rio em que bebia o PT, vale dizer: porque ousaram se opor ao partido. Se é assim, então tem de ser engolidos. E Padilha não tem pejo em acusá-los, já que são as vítimas, entenderam? Este é mesmo um governo sem pudor nem limites. E escalaram o mais jovem dos ministros para ser a face visível do lobo ancestral. Não sei qual será o resultado das eleições — “eles” e alguns coleguinhas meus dizem saber… O que sei, aí sim, é que, seja qual for o desfecho DESTA DISPUTA, a luta continua, como se dizia antigamente… Qual luta? Em defesa da democracia e do estado de direito. E isso significa enfrentar o lobo e devolve-lo à floresta.

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Sun, 29 Aug 2010 16:20:06 -0700 MOTIVOS PARA VOTAR EM ROGÉRIO MARINHO http://opiniaopolitica.posterous.com/motivos-para-votar-em-rogerio-marinho-4 http://opiniaopolitica.posterous.com/motivos-para-votar-em-rogerio-marinho-4
O Deputado que criou o Metrópole Digital no RN Projeto elaborado por Rogério Marinho e executado pela UFRN vai transformar Natal num Pólo de Tecnologia da Informação e já está capacitando 1.200 jovens na área de informática. Os alunos recebem uma bolsa mensal de incentivo de R$ 161,00. Para este projeto o deputado já garantiu R$ 43 milhões. O deputado que ampliou o FIES Rogério foi o relator da emenda que ampliou o Fies de 50% para 100% beneficiando milhares de estudantes com financiamento público para cursar universidades privadas. Ele também aumentou o prazo de pagamento do financiamento para 10 anos e reduziu as taxas de juros de 9% para 3,5%. Além disso, criou o fiador solidário e incluiu cursos de mestrado e doutorado nas linhas de financiamento. Devolveu R$ 10 bilhões por ano para Educação Foi ele o relator do projeto que garantiu o acréscimo de R$ 10 bilhões por ano ao orçamento do MEC, com o fim da DRU – Desvinculação das Receitas da União que há anos retirava dinheiro da educação. Até 2016 esse dinheiro será todo investido na melhoria do ensino básico. Aumentou o tempo na Escola Foi proposta de Rogério Marinho a lei que garante acesso de todos os estudantes de 4 a 17 anos nas escolas da rede pública de todo Brasil. Mais tempo em sala de aula para mais de 3,5 milhões de crianças e jovens, ajudando estados e municípios na universalização do ensino e na melhoria da qualidade da educação no país. Trabalho de Rogério garante recursos para o RN Em quatro anos de mandato Rogério garantiu recursos para obras de infra-estrutura urbana, eventos e promoção turística, construção de habitações populares, esporte e lazer, construção de praças, calçamento, construção e reformas de quadras de esportes em escolas, apoio à assentamentos precários, infra-estrutura turística, implantação de centros de acesso a tecnologias para inclusão social, construção e modernização de bibliotecas, além da construção de 25 escolas modelo de educação infantil. Destinou dinheiro para Saúde O deputado Rogério Marinho também trabalha pela saúde da população do RN e colocou emendas para ajudar os principais hospitais do Estado. Foram beneficiados: o Hospital Guiomar Fernandes em Alexandria, Cel. Pedro. Germano da Polícia Militar, GACC – Grupo de Apoio à Criança com Câncer, Maternidade de Patú, Associação Pioneira, Hospital Infantil Varela Santiago, Hospital Onofre Lopes e Liga Norteriograndense Contra o Câncer. Destaque no trabalho das Comissões Rogério Marinho é coordenador da bancada de oposição na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional e também foi vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal. Rogério está criando o Prouni do Ensino Técnico O Protec vai garantir bolsas de estudos para estudantes de baixa renda em escolas técnicas particulares, proporcionando aos jovens a possibilidade de se prepararem melhor para o mercado de trabalho.

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Fri, 27 Aug 2010 14:53:01 -0700 MISTÉRIOS DE DILMA http://opiniaopolitica.posterous.com/misterios-de-dilma http://opiniaopolitica.posterous.com/misterios-de-dilma
Editorial do jornal Folha de São Paulo. 27.08.10 Ao tornar inacessíveis os dados referentes à prisão da candidata Dilma Rousseff, o STM sonega informações de evidente interesse público Encontram-se guardados a sete chaves, num cofre do Supremo Tribunal Militar, os autos do processo que levou à prisão, em 1970, a atual candidata do PT à Presidência da República. É evidente a distância, temporal e ideológica, entre aquela Dilma Rousseff de 1970, integrante do grupo guerrilheiro Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares, e a candidata de hoje. A superação de extremismos e fantasmas ideológicos foi uma conquista, obtida não sem esforço e resistência, de toda a sociedade brasileira em seu processo de redemocratização. Até mesmo em função dessa circunstância, não faz nenhum sentido manter em sigilo os documentos relativos ao processo movido contra Dilma Rousseff durante o regime autoritário. É da essência republicana que a biografia de um candidato se exponha ao exame até mesmo impiedoso da opinião pública. Trata-se, afinal, de alguém que pretende assumir o comando do país. Vale lembrar que as simples declarações de bens de cada candidato, exigidas pelos tribunais eleitorais, não eram divulgadas ao público -tendo sido necessário um mandado judicial para que a Folha pudesse publicá-las pela primeira vez, há mais de dez anos. Sabe-se até que ponto, nos Estados Unidos, é levado à risca o princípio de que nenhum aspecto da vida privada de um candidato está, em tese, a salvo do interesse público. Do prontuário médico aos hábitos de consumo, do currículo escolar ao cotidiano doméstico, nada é irrelevante. Ainda que, no Brasil, tenha-se o costume de resguardar um pouco mais a intimidade de governantes e políticos, é dever da imprensa escrutiná-la quando há motivos razoáveis para supor sua possível influência na condução dos negócios de Estado. No caso do processo de Dilma Rousseff, o segredo se torna ainda mais aberrante quando se tem em conta que são públicos os arquivos aos quais, num ato discricionário, o Supremo Tribunal Militar negou acesso. O presidente do STM, Carlos Alberto Soares, argumentou em entrevista que os autos foram guardados num cofre, para evitar-se "uso político" do material. Acrescentou que os papéis são de "difícil manuseio", dado seu estado de conservação. Com os defeitos e virtudes que possa ter, com os erros e acertos que acumulou ao longo de sua biografia, em especial no que diz respeito a suas atitudes políticas, Dilma Rousseff abandona a esfera exclusiva da existência privada a partir do momento em que pretende ocupar o cargo de presidente da República. Não é exagero dizer que, apesar de seus índices de popularidade, pouco ainda se conhece a seu respeito -exceto aquilo que, graças a uma operação intensiva de marketing, ao peso paquidérmico da máquina oficial e ao desmedido esforço cesarista do presidente Lula, vem sendo imposto artificialmente ao eleitorado. Nenhum sigilo, ainda mais quando promovido por uma instância oficial, justifica-se nessa circunstância.

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Thu, 26 Aug 2010 05:56:43 -0700 PARA NÃO SER IDIOTA http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota-0
Este foi, talvez, o artigo mais difícil de ser parido nesses últimos meses. Fiquei mais de uma semana com ele sendo gestado, sem atinar com o rumo que essa prosa deveria tomar. Estou convicto de que foram dois os motivos para tamanha dificuldade para articular o pensamento: 1) a estranheza dessa eleição, uma eleição sem partidos, e sem definição de quem é governo e quem é oposição; 2) a apatia da população – notadamente a juventude - quanto ao seu presente e ao seu futuro. Assistimos a um governo sem definição ideológica e sem oposição, sem um projeto de Nação, comprometido apenas consigo mesmo e com seu projeto de se perpetuar no poder, apresentando uma candidata sem face e sem voto, e sem qualquer experiência eleitoral; e um eleitorado desinformado e desinteressado, movido apenas pelo individualismo imediatista. Atualmente, aqui no patropi, estamos pensando e agindo como se fôssemos milhões de lobotomizados num processo de anomia (pode ir ao dicionário). Quase ninguém está interessado mais em política, com “P” maiúsculo. No máximo, vemos o eleitor que se move tão somente para tentar levar alguma vantagem na campanha eleitoral. Penso que há um tédio crescente pela atividade política, pois ela está associada à politicagem dos acordos espúrios e da corrupção, e uma sensação cada vez mais forte de que política é uma coisa menor, desprezível. A mais nobre das atividades humanas se tornou vergonhosa. Essa é uma das nossas maiores tragédias. Esse fenômeno é mais perceptível nos jovens, aqueles que não vivenciaram os anos de chumbo, melhor, que não conheceram o que é viver sem liberdade. Eles respiram a liberdade como se fosse algo natural. Não compreendem que a participação na vida pública foi uma conquista histórica sofrida e demorada. Estas questões geram um conjunto de reflexões éticas e políticas, inclusive acerca do sistema representativo, na medida em que os explorados são, em larga medida, não-cidadãos ou cidadãos em processo de formação, que ainda não se desenvolveram a ponto de criar uma alternativa real e viável para o enfrentamento das grandes questões sociais. Certamente, uma das razões desta ausência de alternativas resulta do enfraquecimento político da classe trabalhadora, em decorrência do abandono de políticas de pleno-emprego e geração do desenvolvimento; substituídas que foram por políticas compensatórias, por si só, inibidoras da organização sindical e política dos trabalhadores. Nesse sentido, são políticas retrógadas que geraram alienação em diversas categorias sociais. Seria o Bolsa Família o novo “ópio do povo”? Talvez seja possível vislumbrar o pano de fundo deste imbróglio, colocando as coisas da seguinte forma: o declínio do PT, se é isto mesmo que estamos observando, pode ser entendido de forma mais adequada como o paradoxo do declínio da esquerda em geral. O grande paradoxo foi que o PT chegou ao poder em decorrência das limitações das estratégias neoliberais, mas foi incapaz de romper com o seu legado. Ao contrário. Em palavras mais claras, Lula metamorfoseou-se e aprofundou a mesma política econômica que encontrou, estimulou mais e maiores lucros para as grandes empresas, virou o queridinho dos milionários; e engabelou a patuléia com o Bolsa Família e outras astúcias; aprofundando a concentração de renda. A questão relevante é: porque o PT deu uma guinada à direita? A meu ver, um caso típico de submissão de um coletivo político ao que os gregos chamavam de “idiótes”. Dificilmente, este partido, em aliança com setores conservadores e corruptos (Sarney, Collor, Renan, Temer, Jader), fará uma nova virada de volta às suas origens. Peço mais atenção, ao caro leitor. O perigo reside justamente neste ponto. Caso a maioria do eleitorado permaneça em estado de alienação (“idiótes”), é bastante provável o surgimento de alternativa antidemocrática, a exemplo da Venezuela, pois temos no Brasil o caldo de cultura pronto para uma ditadura estilo bolivariana. Diante do quadro atual, somente a alternância de poder poderá fortalecer a Democracia e o Estado de Direito. Somente uma profunda reavaliação das políticas públicas, para que se tornem desenvolvimentistas e centradas na produção, na geração do pleno emprego, na melhoria da distribuição da renda, com participação e controle da sociedade civil; permitirá a consolidação de um novo ciclo republicano e democrático. Novo ciclo que assegure espaço democrático para idéias divergentes e diferentes das hegemônicas. Este processo somente poderá ser conduzido por um governo capaz de formular e implantar, de fato, as reformas fundamentais (política, agrária, fiscal, e universitária). Repito, com alternância no poder central. Para concluir, inspiro-me aqui no pequeno-grande livro de Mario Cortella e Janine Ribeiro “Política – Para não ser Idiota”, Campinas (SP), Papirus, 2010. Um deleite. Aprendi que os gregos chamavam de “idiótes” aquele que só enxerga o próprio umbigo, que está voltado para si mesmo. Diziam que o “idiótes” não pode ser livre, pois só é livre aquele que se envolve - como protagonista - na vida pública, na vida coletiva. Só é possível ser livre como cidadão. Essa verdade continua em vigor no Brasil de hoje: participar, para não ser idiota.

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Wed, 25 Aug 2010 05:12:59 -0700 PARA NÃO SER IDIOTA http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota
Este foi, talvez, o artigo mais difícil de ser parido nesses últimos meses. Fiquei mais de uma semana com ele sendo gestado, sem atinar com o rumo que essa prosa deveria tomar. Estou convicto de que foram dois os motivos para tamanha dificuldade para articular o pensamento: 1) a estranheza dessa eleição, uma eleição sem partidos, e sem definição de quem é governo e quem é oposição; 2) a apatia da população – notadamente a juventude - quanto ao seu presente e ao seu futuro. Assistimos a um governo sem definição ideológica e sem oposição, sem um projeto de Nação, comprometido apenas consigo mesmo e com seu projeto de se perpetuar no poder, apresentando uma candidata sem face e sem voto, e sem qualquer experiência eleitoral; e um eleitorado desinformado e desinteressado, movido apenas pelo individualismo imediatista. Atualmente, aqui no patropi, estamos pensando e agindo como se fôssemos milhões de lobotomizados num processo de anomia (pode ir ao dicionário). Quase ninguém está interessado mais em política, com “P” maiúsculo. No máximo, vemos o eleitor que se move tão somente para tentar levar alguma vantagem na campanha eleitoral. Penso que há um tédio crescente pela atividade política, pois ela está associada à politicagem dos acordos espúrios e da corrupção, e uma sensação cada vez mais forte de que política é uma coisa menor, desprezível. A mais nobre das atividades humanas se tornou vergonhosa. Essa é uma das nossas maiores tragédias. Esse fenômeno é mais perceptível nos jovens, aqueles que não vivenciaram os anos de chumbo, melhor, que não conheceram o que é viver sem liberdade. Eles respiram a liberdade como se fosse algo natural. Não compreendem que a participação na vida pública foi uma conquista histórica sofrida e demorada. Estas questões geram um conjunto de reflexões éticas e políticas, inclusive acerca do sistema representativo, na medida em que os explorados são, em larga medida, não-cidadãos ou cidadãos em processo de formação, que ainda não se desenvolveram a ponto de criar uma alternativa real e viável para o enfrentamento das grandes questões sociais. Certamente, uma das razões desta ausência de alternativas resulta do enfraquecimento político da classe trabalhadora, em decorrência do abandono de políticas de pleno-emprego e geração do desenvolvimento; substituídas que foram por políticas compensatórias, por si só, inibidoras da organização sindical e política dos trabalhadores. Nesse sentido, são políticas retrógadas que geraram alienação em diversas categorias sociais. Seria o Bolsa Família o novo “ópio do povo”? Talvez seja possível vislumbrar o pano de fundo deste imbróglio, colocando as coisas da seguinte forma: o declínio do PT, se é isto mesmo que estamos observando, pode ser entendido de forma mais adequada como o paradoxo do declínio da esquerda em geral. O grande paradoxo foi que o PT chegou ao poder em decorrência das limitações das estratégias neoliberais, mas foi incapaz de romper com o seu legado. Ao contrário. Em palavras mais claras, Lula metamorfoseou-se e aprofundou a mesma política econômica que encontrou, estimulou mais e maiores lucros para as grandes empresas, virou o queridinho dos milionários; e engabelou a patuléia com o Bolsa Família e outras astúcias; aprofundando a concentração de renda. A questão relevante é: porque o PT deu uma guinada à direita? A meu ver, um caso típico de submissão de um coletivo político ao que os gregos chamavam de “idiótes”. Dificilmente, este partido, em aliança com setores conservadores e corruptos (Sarney, Collor, Renan, Temer, Jader), fará uma nova virada de volta às suas origens. Peço mais atenção, ao caro leitor. O perigo reside justamente neste ponto. Caso a maioria do eleitorado permaneça em estado de alienação (“idiótes”), é bastante provável o surgimento de alternativa antidemocrática, a exemplo da Venezuela, pois temos no Brasil o caldo de cultura pronto para uma ditadura estilo bolivariana. Diante do quadro atual, somente a alternância de poder poderá fortalecer a Democracia e o Estado de Direito. Somente uma profunda reavaliação das políticas públicas, para que se tornem desenvolvimentistas e centradas na produção, na geração do pleno emprego, na melhoria da distribuição da renda, com participação e controle da sociedade civil; permitirá a consolidação de um novo ciclo republicano e democrático. Novo ciclo que assegure espaço democrático para idéias divergentes e diferentes das hegemônicas. Este processo somente poderá ser conduzido por um governo capaz de formular e implantar, de fato, as reformas fundamentais (política, agrária, fiscal, e universitária). Repito, com alternância no poder central. Para concluir, inspiro-me aqui no pequeno-grande livro de Mario Cortella e Janine Ribeiro “Política – Para não ser Idiota”, Campinas (SP), Papirus, 2010. Um deleite. Aprendi que os gregos chamavam de “idiótes” aquele que só enxerga o próprio umbigo, que está voltado para si mesmo. Diziam que o “idiótes” não pode ser livre, pois só é livre aquele que se envolve - como protagonista - na vida pública, na vida coletiva. Só é possível ser livre como cidadão. Essa verdade continua em vigor no Brasil de hoje: participar, para não ser idiota.

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Mon, 23 Aug 2010 08:15:46 -0700 ABAIXO ASSINADO DOS BISPOS CATÓLICOS http://opiniaopolitica.posterous.com/abaixo-assinado-dos-bispos-catolicos http://opiniaopolitica.posterous.com/abaixo-assinado-dos-bispos-catolicos
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Mon, 23 Aug 2010 07:30:42 -0700 A MAQUIAGEM NAS PESQUISAS http://opiniaopolitica.posterous.com/a-maquiagem-nas-pesquisas http://opiniaopolitica.posterous.com/a-maquiagem-nas-pesquisas
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Sat, 21 Aug 2010 15:42:37 -0700 ROGERIO NO PROGRAMA ELEITORAL. VEJA O VIDEO http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-no-programa-eleitoral-veja-o-video http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-no-programa-eleitoral-veja-o-video

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Fri, 20 Aug 2010 14:15:45 -0700 A DILMA QUE O PT NÃO MOSTRARÁ http://opiniaopolitica.posterous.com/a-dilma-que-o-pt-nao-mostrara http://opiniaopolitica.posterous.com/a-dilma-que-o-pt-nao-mostrara

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Thu, 19 Aug 2010 07:49:11 -0700 Serra lança Plano para Segurança e vai criar Ministério http://opiniaopolitica.posterous.com/serra-lanca-plano-para-seguranca-e-vai-criar-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/serra-lanca-plano-para-seguranca-e-vai-criar-0
Salvador (AE) – O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, apresentou, na tarde de ontem, no Pelourinho, em Salvador (BA), seu programa de governo para a área de segurança pública. “É bom dizer que isso não é promessa, não é compromisso, é um anúncio do que vamos fazer, se formos eleitos”, garantiu. O plano tem sete tópicos, entre eles a já anunciada criação do Ministério da Segurança. “O ministério é o resultado dos outros projetos, não a causa dele”, contou. “Não vamos aumentar o número de ministérios – pelo contrário, vamos diminuir, porque o Brasil tem ministérios demais -, mas o Ministério da Segurança se impõe, pela situação pela qual passa o País”, justificou. “Segurança e saúde são os dois principais problemas do Brasil, hoje.” Entre os itens citados, estão a integração nacional dos cadastros de pessoas e veículos, a criação de uma força policial permanente para cobrir fronteiras e prevenir crimes ambientais, a informatização de todos os sistemas policiais e a criação de um sistema de apoio jurídico e psicológico às vítimas de crimes.”Temos, no Brasil, 45 mil mortes violentas por ano, é praticamente um Iraque por ano”, disse. “Então, são pelo menos 250 mil pessoas diretamente afetadas, que precisam de ajuda, dependendo do tamanho da família. E isso não existe no País.” Serra não quis adiantar nomes de possíveis ministros – “dá um azar danado falar em nomes antes de ser eleito”, contou -, mas disse que a nova pasta não pode ser ocupada por políticos “É muito raro encontrar um político apto para exercer o comando de um ministério como esse. Político pratica a conciliação, não o confronto. Então, o ministério precisa ser comandado por gente da segurança.” O presidenciável aproveitou o anúncio para fazer uma série de críticas à administração da segurança pública pelo atual governo. “O orçamento do governo federal destinado à segurança, por exemplo, é de apenas 0,5% do orçamento nacional, isso reflete a falta de intenção efetiva do governo de lidar com o problema”, afirmou. Serra atacou a política nacional de presídios. “O governo federal tinha anunciado maravilhas, mas fez apenas dois presídios. Há uma carência de 200 mil vagas.” Além disso, o ex-governador paulista criticou as relações do governo Lula com países que, supostamente, são responsáveis pela produção de drogas e armas que entram no País ilegalmente. “O governo deveria exercer pressão diplomática sobre a Bolívia, ou sobre a Colômbia, ou sobre o Peru, para inibir o contrabando”, avaliou. “Isso é normal na relação entre os países.” Esforço Foi estratégica a escolha pela Bahia para o lançamento do plano para a segurança pública. Em Salvador, Serra teve dois objetivos: falar sobre um tema que é apontado como o principal ponto fraco da atual administração estadual, a cargo de Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, e tentar mostrar sua proximidade com o Estado, que abriga o quarto maior colégio eleitoral do País – foi a sétima visita de Serra à Bahia este ano, a terceira nos últimos 30 dias. Segundo o deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), que sugeriu Salvador para o lançamento do programa de governo, a escolha se baseou no fato de a Bahia ter registrado um forte aumento dos índices de homicídios nos últimos quatro anos – período da administração petista. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, entre 2006 e 2009, o número de homicídios no Estado cresceu 49,6%.

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Thu, 19 Aug 2010 06:36:08 -0700 IMPERDÍVEL: REVISTA PIAUÍ ENGANA SEUS LEITORES http://opiniaopolitica.posterous.com/imperdivel-revista-piaui-engana-seus-leitores-2 http://opiniaopolitica.posterous.com/imperdivel-revista-piaui-engana-seus-leitores-2

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Thu, 19 Aug 2010 05:47:27 -0700 CARROÇADA PRÓ ROGÉRIO EM SÃO GONÇALO http://opiniaopolitica.posterous.com/carrocada-pro-rogerio-em-sao-goncalo http://opiniaopolitica.posterous.com/carrocada-pro-rogerio-em-sao-goncalo
Nem caminhada, nem carreata. Os moradores do município de São Gonçalo do Amarante organizaram uma carroçada para manifestar o apoio à reeleição do deputado federal Rogério Marinho (4555). Famílias inteiras participaram do passeio neste domingo (15) que somou mais de 50 carroças enfeitadas com as cores e as fotos de Serra e Rogério. O evento foi uma realização do diretório tucano da cidade, presidido por Nilson do Posto e sua esposa, a ex candidata a vereadora Virgínia Teixeira. “Convocamos toda população da cidade para mostrar a força dos nossos candidatos aqui em São Gonçalo. Um político da qualidade de Rogério merece manifestações de apoio grandiosas como esta”, relatou Nilson. A mobilização inusitada agradou o deputado da educação. “É uma grande satisfação ser recepcionado dessa forma pelo povo de São Gonçalo do Amarante. Me sinto honrado em ver meu nome e o de Serra estampado nas carroças, nas pessoas e até nos cavalos”, enfatizou Rogério.

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Mon, 16 Aug 2010 17:30:04 -0700 MITOS E FATOS SOBRE A ELEIÇÃO http://opiniaopolitica.posterous.com/mitos-e-fatos-sobre-a-eleicao http://opiniaopolitica.posterous.com/mitos-e-fatos-sobre-a-eleicao
Do blog de Jose Roberto de Toledo Mito 1: A eleição de 2010 é governista. Fato: A eleição de 2010 é mais fácil para candidatos governistas. Consumo em alta. Emprego em alta. Popularidade em alta. É difícil para um candidato de oposição bater de frente com um governo quando a economia vai bem. O oposicionista se limita a criticar pontos específicos e a prometer continuidade no resto. Acaba com um discurso moderado ou esquizofrênico. Em ambos os casos, o discurso do candidato oposicionista é difícil de emplacar. Sem uma identidade clara, ou uma proposta que seduza o eleitor, perde terreno para os situacionistas. Com economia em alta, candidatos à reeleição muito populares ou apoiados por governantes com alta aprovação são favoritos, seja para presidente, seja para governador. Além de Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial, entram na reta final liderando as pesquisas os governadores ou seus candidatos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia. Cada um de um partido diferente. Mas favoritismo não é sinônimo de eleição ganha. Os 45 dias de bombardeio dos candidatos no rádio e na TV devem mudar alguns cenários e reforçar outros. Mito 2: recall é igual a intenção de voto. Fato: recall alto ajuda, mas não é garantia de voto na urna. Na pré-campanha, até 75% dos eleitores não têm um presidenciável na ponta da língua. Confrontados com a necessidade de apontar um candidato, escolhem, na cartela dos institutos de pesquisa, um nome que parece familiar. É uma associação da memória, não necessariamente uma escolha. À medida que a campanha avança, o grau de conhecimento sobre os candidatos aumenta, e outras associações mentais entram em jogo, como a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Dilma. Lula em 1994 e José Serra em 2010 saíram na frente nas pesquisas, mas foram ultrapassados. Ambos haviam sido presidenciáveis e tinham chegado ao 2º turno. Eram mais conhecidos que os adversários no começo da disputa. O petista perdeu a eleição. O tucano tenta repetir Fernando Henrique Cardoso, que saiu na frente em 1998, quase foi ultrapassado, mas reagiu e venceu. Mito 3: transferência de voto não existe. Fato: transferência não existe, mas transfusão ao sucessor sim. O eleitor paulista não liga muito se Lula apóia Aloizio Mercadante (PT) para governador. Mas Dilma só tem os percentuais que alcançou na corrida presidencial por causa de Lula. “Guerreira” é o atributo que os marqueteiros tentam lhe atribuir, não é o motivo de sua ascensão nas pesquisas. Se Dilma, sem experiência nem marca própria, for eleita, entrará para uma galeria que já tem Celso Pitta, Luiz Paulo Conde, Fleury Filho, Lucas Nogueira Garcez e Rosinha Garotinho. Com exceção da última – casada com o criador-, as demais criaturas romperam com os que lhes deram a transfusão eleitoral necessária para nascerem politicamente. Mito 4: Minas Gerais vai decidir a eleição. Fato: nenhum colégio eleitoral sozinho define eleição presidencial. Não adianta um candidato a presidente ir muito bem em um ou outro Estado, e perder feio nos demais. Por maior que seja o seu reduto eleitoral, o presidenciável, para ter chance, precisa ter pelo menos 30% dos votos na maioria das unidades da Federação. E isso se houver mais de dois candidatos no páreo. No 2º turno, é preciso um percentual ainda maior na maioria das UFs. Mito 5: Pobre vota em Dilma, rico vota em Serra. Fato: o condicionante do voto nesta eleição é regional, não socioeconômico. Os ricos do Nordeste preferem Dilma a Serra, assim como boa parte dos pobres paulistas e paranaenses, por exemplo, preferem Serra a Dilma. A divisão regional do voto para presidente ainda não foi totalmente explicada, mas vai além de uma causa única, como programas assistencialistas. Passa pela inclusão dos eleitores no maravilhoso mundo do consumo. Mito 6: todo eleitor que aprova o governo votará no seu candidato. Fato: apenas os eleitores que dão notas mais altas a um governo votam em peso no seu candidato. “Ótimo” não é a mesma coisa que “bom”. O eleitor usa graduações diferentes para expressar sua opinião sobre uma administração. Até a semana passada, Dilma só ganhava de Serra entre os eleitores que dão nota 8 ou superior ao governo Lula. Muitos eleitores dão nota 7 ao presidente, mas votam na oposição. Conscientemente. Mito 7: quanto mais aparece, mais o candidato cresce. Fato: a superexposição não ajuda todos os candidatos. Serra priorizou sua campanha no Nordeste. Dilma ampliou sua vantagem na região. O tucano passou a visitar semanalmente Minas Gerais. A petista virou entre os mineiros. Uma hipótese é que ao intensificar sua campanha em redutos lulistas, Serra passou a ser visto como oposicionista por mais eleitores e perdeu votos. “Ciro” é o nome de urna de um dos candidatos ao Senado em São Paulo. Ele é assim apresentado nas pesquisas, e chega a quase 20% das intenções de voto. O que ocorrerá quando os eleitores descobrirem que seu sobrenome é Moura? Mito 8: pesquisa define eleição. Fato: pesquisa influencia eleição, mas não a define. As pesquisas de intenção de voto influenciam o espaço de cada candidato na cobertura de imprensa, se eles participam ou não de debates, o quanto arrecadam de financiadores de campanha, o moral dos comitês e dos militantes. Mas não determinam quem ganha ou perde. Fosse assim, não haveria viradas. Quem saísse na frente ganharia sempre. Mito 9: o horário eleitoral é gratuito e democrático. Fato: o horário eleitoral não é gratuito nem democratiza a eleição. O pagamento pelo horário eleitoral na TV e no rádio sai do seu, do meu, do nosso bolso, via créditos fiscais que as emissoras recebem pela cessão do tempo em sua programação. A Receita Federal estima que deixa de arrecadar R$ 128 mil por minuto de propaganda eleitoral. Isso significa que apenas a campanha presidencial no 1º turno custará R$ 163 milhões aos cofres públicos. Fora as campanhas de governador, senador e deputados. Além disso, os candidatos investem um bom dinheiro na produção dos programas de TV e rádio. Até 8 de agosto, antes portanto de o horário eleitoral começar, apenas o comitê de Dilma Rousseff (PT) já havia gastado R$ 4,5 milhões com os programas. Gratuito para quem? A divisão do horário eleitoral é tão favorável aos grandes partidos que seu efeito sobre as candidaturas nanicas é quase nulo, senão negativo. Tome-se o exemplo de Heloisa Helena, em 2006. A candidata a presidente do PSOL tinha o equivalente a 12% dos votos válidos em 8 de agosto (Datafolha), antes de a propaganda eleitoral começar. Ao final da apuração, tinha 6,9% dos votos válidos.

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