Opnião Política http://opiniaopolitica.posterous.com Rinaldo Barros posterous.com Sun, 15 Aug 2010 07:40:16 -0700 EVITEMOS A DECREPITUDE DOS SONHOS http://opiniaopolitica.posterous.com/evitemos-a-decrepitude-dos-sonhos-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/evitemos-a-decrepitude-dos-sonhos-0
Cá no meu canto, tenho alertado que existem causas estruturais, objetivas, formadas historicamente, para explicar este fenômeno da popularidade do nosso Guia, em que pese todos os desmandos, mentiras, incompetências e mazelas do seu governo. Algumas pessoas inteligentes e bem informadas parecem ainda não terem percebido que, neste caso, o problema é duplo: o mensageiro e a mensagem. Em relação ao mensageiro, o leitor há de convir que a imagem do PT, em matéria de cuidado com a ética, nos oito anos do governo Lula, não foi exatamente a melhor, nem a mais desejável. Em relação à mensagem (o governo é corrupto e incompetente), relembro Mário de Andrade, em sua constatação sobre a metáfora do brasileiro como Macunaíma, o retrato cultural do povo brasileiro: índio branco, feiticeiro, mau caráter, preguiçoso, mentiroso, egoísta, gozador, capaz de rir de si próprio e de nunca perder uma piada. Terreno bastante fértil para, frente à impunidade, florescer atos de corrupção, praticados com naturalidade, sem que sejam vinculados com a questão da ética ou com a moral vigente. Um passo para aceitar e praticar a corrupção em geral. O povo brasileiro capacitou-se a conviver “espertamente” com situações adversas de exploração, violência, corrupção, miséria moral, discriminação, desemprego, analfabetismo, utilizando-se das armas ou mecanismos psicológicos os mais diversos. Além disso, Gilberto Freire ensinou que a família patriarcal determinou toda nossa estrutura social e as relações com o poder público. Formou-se sociologicamente “uma invasão do público pelo privado, do Estado pela Família”. Ou seja, o nepotismo e a corrupção eleitoral são culturalmente aceitos pela imensa maioria da população, como algo “natural”, são instituições antropológicas da nossa mestiçagem. Acrescente-se a isto o fato de que mais de setenta por cento do eleitorado é formado por analfabetos funcionais (lê, mas não entende), e ainda que os milhões de excluídos possuem apenas um único compromisso, que é consigo mesmo, com sua sobrevivência imediata. São lúmpens (pode ir ao dicionário), facilmente corruptíveis. E, sob outra ótica, relembro que a história contemporânea nos levou ao término da onda industrial, à universalização da sociedade da informação (dominada pelo grande capital internacional), aos lucros astronômicos das grandes instituições financeiras, fenômeno que fez explodir o estoque de recursos financeiros, dos quais uma boa parte tem se destinado a perigosas especulações de curtíssimo prazo. Explico melhor: onde houver juro alto (entenderam agora o porquê dos juros altos?) o especulador estará lá. É o capital volátil, sem pátria e sem compromisso com o desenvolvimento. Lula, muito espertamente, vendeu a alma ao diabo mas, conseguiu apoio dos dois pólos que decidem uma eleição: 1) “conquistou” grande parte dos milhões de pobres e excluídos, com políticas compensatórias, tipo Bolsa-família e; 2) obedeceu direitinho aos ditames da banca internacional, coordenadora da especulação; ganhando a confiança de Wall Street e da Avenida Paulista. Tanto é assim que conseguiu impor uma candidata sem face, sem nenhuma experiência eleitoral anterior, rica e oligofrênica, com o passado ligado à luta armada. Será confiável? Apelando para a nossa responsabilidade histórica, é vital que façamos uma profunda reflexão sobre qual a candidatura alternativa que tem demonstrado competência ao longo de sua história, e que tem apresentado propostas concretas para o enfrentamento dos desafios nas áreas de segurança, saúde e educação. Resumo da ópera: Está provado que Macunaíma continua vivo e atuante, como Presidente e como eleitor. E somente o eleitorado, com a arma do voto, a exemplo do que fez no Plebiscito para o desarmamento, pode surpreender totalmente e optar pela alternância do poder. Oxalá! Oxalá não esteja começando a era da decrepitude dos sonhos e o fim das esperanças!

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Sat, 14 Aug 2010 07:37:56 -0700 EVITEMOS A DECREPITUDE DOS SONHOS http://opiniaopolitica.posterous.com/evitemos-a-decrepitude-dos-sonhos http://opiniaopolitica.posterous.com/evitemos-a-decrepitude-dos-sonhos
Cá no meu canto, tenho alertado que existem causas estruturais, objetivas, formadas historicamente, para explicar este fenômeno da popularidade do nosso Guia, em que pese todos os desmandos, mentiras, incompetências e mazelas do seu governo. Algumas pessoas inteligentes e bem informadas parecem ainda não terem percebido que, neste caso, o problema é duplo: o mensageiro e a mensagem. Em relação ao mensageiro, o leitor há de convir que a imagem do PT, em matéria de cuidado com a ética, nos oito anos do governo Lula, não foi exatamente a melhor, nem a mais desejável. Em relação à mensagem (o governo é corrupto e incompetente), relembro Mário de Andrade, em sua constatação sobre a metáfora do brasileiro como Macunaíma, o retrato cultural do povo brasileiro: índio branco, feiticeiro, mau caráter, preguiçoso, mentiroso, egoísta, gozador, capaz de rir de si próprio e de nunca perder uma piada. Terreno bastante fértil para, frente à impunidade, florescer atos de corrupção, praticados com naturalidade, sem que sejam vinculados com a questão da ética ou com a moral vigente. Um passo para aceitar e praticar a corrupção em geral. O povo brasileiro capacitou-se a conviver “espertamente” com situações adversas de exploração, violência, corrupção, miséria moral, discriminação, desemprego, analfabetismo, utilizando-se das armas ou mecanismos psicológicos os mais diversos. Além disso, Gilberto Freire ensinou que a família patriarcal determinou toda nossa estrutura social e as relações com o poder público. Formou-se sociologicamente “uma invasão do público pelo privado, do Estado pela Família”. Ou seja, o nepotismo e a corrupção eleitoral são culturalmente aceitos pela imensa maioria da população, como algo “natural”, são instituições antropológicas da nossa mestiçagem. Acrescente-se a isto o fato de que mais de setenta por cento do eleitorado é formado por analfabetos funcionais (lê, mas não entende), e ainda que os milhões de excluídos possuem apenas um único compromisso, que é consigo mesmo, com sua sobrevivência imediata. São lúmpens (pode ir ao dicionário), facilmente corruptíveis. E, sob outra ótica, relembro que a história contemporânea nos levou ao término da onda industrial, à universalização da sociedade da informação (dominada pelo grande capital internacional), aos lucros astronômicos das grandes instituições financeiras, fenômeno que fez explodir o estoque de recursos financeiros, dos quais uma boa parte tem se destinado a perigosas especulações de curtíssimo prazo. Explico melhor: onde houver juro alto (entenderam agora o porquê dos juros altos?) o especulador estará lá. É o capital volátil, sem pátria e sem compromisso com o desenvolvimento. Lula, muito espertamente, vendeu a alma ao diabo mas, conseguiu apoio dos dois pólos que decidem uma eleição: 1) “conquistou” grande parte dos milhões de pobres e excluídos, com políticas compensatórias, tipo Bolsa-família e; 2) obedeceu direitinho aos ditames da banca internacional, coordenadora da especulação; ganhando a confiança de Wall Street e da Avenida Paulista. Tanto é assim que conseguiu impor uma candidata sem face, sem nenhuma experiência eleitoral anterior, rica e oligofrênica, com o passado ligado à luta armada. Será confiável? Apelando para a nossa responsabilidade histórica, é vital que façamos uma profunda reflexão sobre qual a candidatura alternativa que tem demonstrado competência ao longo de sua história, e que tem apresentado propostas concretas para o enfrentamento dos desafios nas áreas de segurança, saúde e educação. Resumo da ópera: Está provado que Macunaíma continua vivo e atuante, como Presidente e como eleitor. E somente o eleitorado, com a arma do voto, a exemplo do que fez no Plebiscito para o desarmamento, pode surpreender totalmente e optar pela alternância do poder. Oxalá! Oxalá não esteja começando a era da decrepitude dos sonhos e o fim das esperanças!

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Sat, 07 Aug 2010 16:07:39 -0700 PARA ALÉM DO BOLSA FAMÍLIA http://opiniaopolitica.posterous.com/para-alem-do-bolsa-familia-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/para-alem-do-bolsa-familia-0
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Sat, 07 Aug 2010 09:56:49 -0700 Rogério: "Serra vai ampliar bolsa família, mas com melhorias" http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-serra-vai-ampliar-bolsa-familia-mas-c-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-serra-vai-ampliar-bolsa-familia-mas-c-0
Com material de prestação de contas do mandato em mãos, Rogério Marinho este nesse fim de semana no bairro Nazaré, em Natal, conversando com moradores sobre seu trabalho e propostas para renovação do mandato de deputado federal. O deputado da educação disse que a sua proposta continua sendo a mesma que da campanha anterior, lutar por uma educação de qualidade para o Brasil e principalmente para o Rio Grande do Norte. Rogério também pediu atenção especial às pessoas para a responsabilidade que é eleger o presidente da República. Para o tucano, a pessoa mais preparada e reconhecidamente mais capaz para gerenciar o Brasil é José Serra. “A proposta de Serra é ampliar o Bolsa Família, mas não só isso, ele vai também oferecer cursos técnicos e profissionalizantes para que as pessoas não sejam eternamente dependentes de uma política assistencialista como está sendo feito hoje pelo atual governo. Assim as pessoas terão qualificação e empregos”, defendeu o deputado.

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Sat, 07 Aug 2010 07:28:14 -0700 PARA ALÉM DO BOLSA FAMÍLIA http://opiniaopolitica.posterous.com/para-alem-do-bolsa-familia http://opiniaopolitica.posterous.com/para-alem-do-bolsa-familia
“Ser Culto para ser Livre” (José Marti) Qualidade de vida não é um bem durável que possa ser estocado para consumo futuro. Nem uma conquista definitiva da sociedade. Trata-se, antes de tudo, de um bem público altamente perecível, que se deteriora ao menor descuido. Os bens públicos têm como características básicas: a não-exclusividade e a não-rivalidade. Nenhuma pessoa pode ser privada ou excluída de usufruí-los. Se a qualidade de vida tem essa natureza de bem público, então deve ser garantida igualmente a todos. O Brasil é uma das sociedades que oferece melhor qualidade de vida aos seus habitantes. Todavia, apenas uma parte dos brasileiros (a menor) desfruta hoje dessas condições privilegiadas que se aproximam dos padrões do Primeiro Mundo. No entanto, nossa nação continua reproduzindo o mesmo quadro de profundas desigualdades que divide o DOIS. São abundantes os estudos acadêmicos que acentuam o caráter dual da sociedade brasileira, virtualmente cindida em duas nações: uma muito rica, formada por uma minoria com padrões de consumo altamente sofisticados; outra muito pobre, que reúne a maioria da população, excluída dos benefícios do desenvolvimento e do consumo dos bens básicos da cidadania. Nas últimas décadas, o Brasil experimentou um processo de acelerado crescimento econômico. No entanto, ao lado das inegáveis realizações econômicas desse período, é preciso reconhecer que ainda é preciso avançar muito mais na área sócio-cultural. A prioridade dos governos municipal, estadual e federal, deve ser a universalização de bens e serviços sociais de qualidade: planejamento, cidade limpa, qualificação profissional, saúde, educação, informação, tecnologia, transporte público de massa, esporte, lazer e muito investimento no fortalecimento da identidade cultural de nossa gente. Significa, em outras palavras, ter como meta assegurar a todos, minimamente, o padrão de qualidade de vida que hoje é desfrutado pela classe média alta. A atual modernidade excludente levará inevitavelmente ao esgarçamento dos vínculos de solidariedade e ao recrudescimento da violência urbana, sintomas que já estão evidentes em nosso país. O outro caminho que o Brasil pode (e deve) escolher, para ingressar no Terceiro Milênio, pressupõe uma "nova forma de modernização", que tenha como seu objetivo central o fim da exclusão social, econômica, política e, principalmente, cultural, integrando sua população em uma única sociedade. Um Projeto de Nação, não um projeto de poder. Essa opção implica em reinventar a própria idéia de modernidade. Sob esta nova ótica, modernidade será, por exemplo: 1) levar saneamento básico para os cerca de 70% de domicílios que ainda não dispõem de rede de esgoto; 2) assistir aos milhares crianças e adolescentes que ainda se encontram em condições de risco; 3) disseminar a prática da solidariedade e da Cultura da Paz em todos os segmentos e: 4) combater a exclusão por todos os meios, principalmente através o associativismo, o cooperativismo, a capacitação continuada e a difusão cultural ampla, geral e irrestrita. Para muito além do que já consegue o Bolsa Família, é claro. Entretanto, não se trata de uma escolha qualquer que possa ser feita sem maior responsabilidade cívica. Sem menosprezar o que já foi conquistado, advogamos que, para não sacrificar estas conquistas, é preciso ampliá-las de tal forma que toda sociedade seja beneficiada. A universalização das condições mínimas de bem-estar é o desafio que o nosso Brasil tem no presente e do qual depende o nosso futuro. Neste desafio, é preciso compreender a importância fundamental da dimensão político-cultural para a construção da cidadania. Aliás, a economia que mais cresce no mundo atualmente é a da cultura. A produção cultural e o entretenimento representam quase 20 por cento do PIB das grandes potências. Lamentavelmente, aqui no patropi, na contramão do desenvolvimento, constatamos um notório desprezo político do governo do PT para com a nossa cultura. Especificamente em se tratando de cinema, a situação é peculiar, para pior. Na década de 1970, havia cerca de 3 mil salas de projeção. Hoje, 40 anos depois, quando o nosso cinema voltou a ser respeitado internacionalmente, o número de salas de projeção não ultrapassa duas mil, o que corresponde à relação vergonhosa de uma sala para cada 90 mil habitantes. No México, essa relação é de uma sala de projeção para cada 30 mil habitantes. Esta informação dá uma rápida idéia da total falta de compromisso do governo do PT com a educação e difusão cultural em benefício da nossa população. Tudo acontece como se realmente houvesse uma aposta oficial na desinformação e ignorância; meramente, com o objetivo de tirar proveito do assistencialismo e do clientelismo eleitoreiros. Bolsa Família, sim. Bolsa voto, não!

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