Opnião Política http://opiniaopolitica.posterous.com Rinaldo Barros posterous.com Sun, 05 Sep 2010 11:10:00 -0700 ERRO DE DILMA RESULTA EM 1 BILHÃO DE PREJUÍZO PARA CONSUMIDOR http://opiniaopolitica.posterous.com/erro-de-dilma-resulta-em-1-bilhao-de-prejuizo http://opiniaopolitica.posterous.com/erro-de-dilma-resulta-em-1-bilhao-de-prejuizo
A propaganda eleitoral tem apresentado a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) como uma eficiente gestora. Um erro cometido à frente do Ministério de Minas e Energia, contudo, coloca em xeque essa imagem. A falha foi apontada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), em um processo que se arrastou por sete anos, e corroborada por uma auditoria do próprio governo. Segundo as decisões do tribunal, Dilma tardou em reconhecer e corrigir deficiências na tarifa social, um benefício concedido a consumidores de luz de baixa renda. O erro resultou no gasto inadequado, entre 2002 e 2007, de R$ 2 bilhões de um fundo mantido por consumidores de todo o país. Do total, R$ 989 milhões corresponderam à passagem de Dilma pelo ministério, de 2003 a 2005. A tarifa é coberta por um encargo embutido na conta de luz, a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). Gerido pelo governo, o fundo CDE remunera as distribuidoras de energia de acordo com o número de famílias beneficiadas pela tarifa social, além de bancar o Luz para Todos e outros programas federais. Os R$ 2 bilhões que, segundo o TCU, foram desperdiçados, poderiam ter sido usados para investimentos federais ou mesmo na ajuda a famílias pobres. Na época, um dos critérios para a concessão do benefício era o consumo residencial. Os técnicos do tribunal, contudo, concluíram que consumidores que gastavam pouco (até 80 kWh por mês), não eram, necessariamente, pobres -caso de donos de casas de veraneio. Por outro lado, consumidores de fato pobres ficavam de fora do desconto, pois podiam registrar consumo acima de 80 kWh/mês, devido ao alto número de moradores sob um mesmo teto. Ou seja, consumidores pobres subsidiaram ricos. O tribunal propôs, então, a reformulação dos critérios do benefício, criado em abril de 2002, último ano do governo FHC. Em três comunicados, o TCU alertou a ministra Dilma sobre o problema. Mas Minas e Energia só contratou o estudo requisitado pelo TCU em 2006, quando Dilma já tinha ido para a Casa Civil. E a lei acabou sendo alterada apenas em 2010. A primeira advertência ocorreu em abril de 2003. O então presidente do tribunal, Valmir Campelo, informou que os ministros, em votação no plenário, haviam aprovado acórdão que apontava as inconsistências. O texto recomendava à ministra, "com a urgência que o assunto requer", que adotasse cinco medidas, incluindo a contratação de estudo que indicasse o cálculo mais adequado para a tarifa. Em 2004, o TCU mandou para o ministério um grupo de analistas, que por 19 dias avaliou se as recomendações haviam sido adotadas. A equipe concluiu que a ministra não tinha feito as mudanças nem contratado o estudo. O ministério alegou dificuldades para unificar o cadastro dos programas sociais e pediu mais tempo. A explicação não convenceu. "Tal postura é preocupante", advertiram os analistas. Em 2005, os ministros do TCU reiteraram as recomendações de 2003. Dilma foi notificada, por duas vezes, no mês de fevereiro. Dois meses depois da saída de Dilma da pasta, o novo ministro, Silas Rondeau, criou um grupo de trabalho sobre o tema. O estudo requisitado desde 2003 foi contratado pelo governo no dia 16 de janeiro de 2006. A partir daí, o governo trabalhou para aprovar uma lei sancionada por Lula em janeiro deste ano.

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Wed, 01 Sep 2010 11:18:54 -0700 DILMA ENROLA E NÃO RESPONDE - JORNAL DA GLOBO http://opiniaopolitica.posterous.com/dilma-enrola-e-nao-responde-jornal-da-globo http://opiniaopolitica.posterous.com/dilma-enrola-e-nao-responde-jornal-da-globo

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Tue, 31 Aug 2010 17:57:13 -0700 UM GOVERNO SEM PUDOR NEM LIMITES http://opiniaopolitica.posterous.com/um-governo-sem-pudor-nem-limites http://opiniaopolitica.posterous.com/um-governo-sem-pudor-nem-limites
Por Reinaldo Azevedo O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, voltou a acusar o PSDB de transformar em “palanque eleitoral” o episódio da violação dos sigilo fiscal de dirigentes do partido e de criar “factoides” em torno das investigações conduzidas pela Receita Federal. “Eles não conseguem fazer palanques nos Estados, ficam criando palanques fictícios”, alfinetou Padilha, em alusão à debandada de aliados da oposição para a campanha presidencial da candidata do PT, Dilma Rousseff, diante da escalada dela nas pesquisas. O ministro fez as declarações ao deixar o Congresso, onde acompanhou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, na entrega do projeto de Lei Orçamentária para 2011. Padilha afirmou, ainda, que a Receita Federal vai cumprir todos os procedimentos relativos à investigação da denúncia de ampla violação de sigilos fiscais, que atingiu pessoas ligadas ao alto comando do PSDB, bem como outras alheias à esfera política, como a apresentadora da Rede Globo, Ana Maria Braga. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, não teve acesso à íntegra dos autos da sindicância interna conduzida pela Receita Federal para investigar o caso, apesar da determinação da Justiça Federal. O jornal revelou que 13 volumes do processo não foram entregues ao dirigente tucano. “A Receita vai cumprir todas as determinações do juiz. O governo não admite irregularidades como essas”, assegurou Padilha, em alusão ao esquema de violação generalizada de sigilos fiscais que veio à tona, após a denúncia de Eduardo Jorge. Entretanto, embora o órgão tenha passado a sustentar a existência de um “suposto balcão de compra e venda de informações” e “pagamento de propina” na delegacia do Fisco em Mauá, na região do ABC paulista, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que essa versão não constou do relatório entregue ontem ao Ministério Público. O documento pediu o indiciamento de duas funcionárias daquela delegacia investigadas por violar o sigilo fiscal de quatro tucanos. Comento É claro que aparência nem sempre quer dizer alguma coisa. Mas, às vezes, é uma boa metáfora. Acabo de ver esse Padilha na televisão. Acreditem: ele ainda vai fazer 39 anos — no próximo dia 14. É o ministro mais novo de Lula. Parece ter, sei lá, uns 20 anos a mais. Digo que sua aparência envelhecida é uma metáfora porque não pode haver nada mais antigo do que este senhor. O que se vê acima é o governo no auge da indignidade. Culpar a vítima é a essência do despotismo. Não por acaso, há fábulas a respeito — e a mais conhecida é a do lobo que come o cordeiro depois de acusá-lo de turvar as águas do rio em que ambos bebem. A vítima provou que a acusação era falsa, já que bebia rio abaixo. O lobo só queria um pretexto, não um argumento racional. Essa fábula é a síntese da truculência. Isso evidencia quão antigo é este rapaz. Todos já sabemos que o sigilo de Eduardo Jorge estava em mãos de petistas envolvidos com a campanha de Dilma. Isso é fato. Todos sabemos que dados distorcidos daquele domingo circulavam nos blogs que trabalham para o PT — alguns deles financiados com dinheiro que é público. Isso também é fato. E por que os tucanos foram alvos da canalha? Ora, por que ousaram beber água no mesmo rio em que bebia o PT, vale dizer: porque ousaram se opor ao partido. Se é assim, então tem de ser engolidos. E Padilha não tem pejo em acusá-los, já que são as vítimas, entenderam? Este é mesmo um governo sem pudor nem limites. E escalaram o mais jovem dos ministros para ser a face visível do lobo ancestral. Não sei qual será o resultado das eleições — “eles” e alguns coleguinhas meus dizem saber… O que sei, aí sim, é que, seja qual for o desfecho DESTA DISPUTA, a luta continua, como se dizia antigamente… Qual luta? Em defesa da democracia e do estado de direito. E isso significa enfrentar o lobo e devolve-lo à floresta.

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Thu, 26 Aug 2010 05:56:43 -0700 PARA NÃO SER IDIOTA http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota-0
Este foi, talvez, o artigo mais difícil de ser parido nesses últimos meses. Fiquei mais de uma semana com ele sendo gestado, sem atinar com o rumo que essa prosa deveria tomar. Estou convicto de que foram dois os motivos para tamanha dificuldade para articular o pensamento: 1) a estranheza dessa eleição, uma eleição sem partidos, e sem definição de quem é governo e quem é oposição; 2) a apatia da população – notadamente a juventude - quanto ao seu presente e ao seu futuro. Assistimos a um governo sem definição ideológica e sem oposição, sem um projeto de Nação, comprometido apenas consigo mesmo e com seu projeto de se perpetuar no poder, apresentando uma candidata sem face e sem voto, e sem qualquer experiência eleitoral; e um eleitorado desinformado e desinteressado, movido apenas pelo individualismo imediatista. Atualmente, aqui no patropi, estamos pensando e agindo como se fôssemos milhões de lobotomizados num processo de anomia (pode ir ao dicionário). Quase ninguém está interessado mais em política, com “P” maiúsculo. No máximo, vemos o eleitor que se move tão somente para tentar levar alguma vantagem na campanha eleitoral. Penso que há um tédio crescente pela atividade política, pois ela está associada à politicagem dos acordos espúrios e da corrupção, e uma sensação cada vez mais forte de que política é uma coisa menor, desprezível. A mais nobre das atividades humanas se tornou vergonhosa. Essa é uma das nossas maiores tragédias. Esse fenômeno é mais perceptível nos jovens, aqueles que não vivenciaram os anos de chumbo, melhor, que não conheceram o que é viver sem liberdade. Eles respiram a liberdade como se fosse algo natural. Não compreendem que a participação na vida pública foi uma conquista histórica sofrida e demorada. Estas questões geram um conjunto de reflexões éticas e políticas, inclusive acerca do sistema representativo, na medida em que os explorados são, em larga medida, não-cidadãos ou cidadãos em processo de formação, que ainda não se desenvolveram a ponto de criar uma alternativa real e viável para o enfrentamento das grandes questões sociais. Certamente, uma das razões desta ausência de alternativas resulta do enfraquecimento político da classe trabalhadora, em decorrência do abandono de políticas de pleno-emprego e geração do desenvolvimento; substituídas que foram por políticas compensatórias, por si só, inibidoras da organização sindical e política dos trabalhadores. Nesse sentido, são políticas retrógadas que geraram alienação em diversas categorias sociais. Seria o Bolsa Família o novo “ópio do povo”? Talvez seja possível vislumbrar o pano de fundo deste imbróglio, colocando as coisas da seguinte forma: o declínio do PT, se é isto mesmo que estamos observando, pode ser entendido de forma mais adequada como o paradoxo do declínio da esquerda em geral. O grande paradoxo foi que o PT chegou ao poder em decorrência das limitações das estratégias neoliberais, mas foi incapaz de romper com o seu legado. Ao contrário. Em palavras mais claras, Lula metamorfoseou-se e aprofundou a mesma política econômica que encontrou, estimulou mais e maiores lucros para as grandes empresas, virou o queridinho dos milionários; e engabelou a patuléia com o Bolsa Família e outras astúcias; aprofundando a concentração de renda. A questão relevante é: porque o PT deu uma guinada à direita? A meu ver, um caso típico de submissão de um coletivo político ao que os gregos chamavam de “idiótes”. Dificilmente, este partido, em aliança com setores conservadores e corruptos (Sarney, Collor, Renan, Temer, Jader), fará uma nova virada de volta às suas origens. Peço mais atenção, ao caro leitor. O perigo reside justamente neste ponto. Caso a maioria do eleitorado permaneça em estado de alienação (“idiótes”), é bastante provável o surgimento de alternativa antidemocrática, a exemplo da Venezuela, pois temos no Brasil o caldo de cultura pronto para uma ditadura estilo bolivariana. Diante do quadro atual, somente a alternância de poder poderá fortalecer a Democracia e o Estado de Direito. Somente uma profunda reavaliação das políticas públicas, para que se tornem desenvolvimentistas e centradas na produção, na geração do pleno emprego, na melhoria da distribuição da renda, com participação e controle da sociedade civil; permitirá a consolidação de um novo ciclo republicano e democrático. Novo ciclo que assegure espaço democrático para idéias divergentes e diferentes das hegemônicas. Este processo somente poderá ser conduzido por um governo capaz de formular e implantar, de fato, as reformas fundamentais (política, agrária, fiscal, e universitária). Repito, com alternância no poder central. Para concluir, inspiro-me aqui no pequeno-grande livro de Mario Cortella e Janine Ribeiro “Política – Para não ser Idiota”, Campinas (SP), Papirus, 2010. Um deleite. Aprendi que os gregos chamavam de “idiótes” aquele que só enxerga o próprio umbigo, que está voltado para si mesmo. Diziam que o “idiótes” não pode ser livre, pois só é livre aquele que se envolve - como protagonista - na vida pública, na vida coletiva. Só é possível ser livre como cidadão. Essa verdade continua em vigor no Brasil de hoje: participar, para não ser idiota.

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Wed, 25 Aug 2010 05:12:59 -0700 PARA NÃO SER IDIOTA http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota http://opiniaopolitica.posterous.com/para-nao-ser-idiota
Este foi, talvez, o artigo mais difícil de ser parido nesses últimos meses. Fiquei mais de uma semana com ele sendo gestado, sem atinar com o rumo que essa prosa deveria tomar. Estou convicto de que foram dois os motivos para tamanha dificuldade para articular o pensamento: 1) a estranheza dessa eleição, uma eleição sem partidos, e sem definição de quem é governo e quem é oposição; 2) a apatia da população – notadamente a juventude - quanto ao seu presente e ao seu futuro. Assistimos a um governo sem definição ideológica e sem oposição, sem um projeto de Nação, comprometido apenas consigo mesmo e com seu projeto de se perpetuar no poder, apresentando uma candidata sem face e sem voto, e sem qualquer experiência eleitoral; e um eleitorado desinformado e desinteressado, movido apenas pelo individualismo imediatista. Atualmente, aqui no patropi, estamos pensando e agindo como se fôssemos milhões de lobotomizados num processo de anomia (pode ir ao dicionário). Quase ninguém está interessado mais em política, com “P” maiúsculo. No máximo, vemos o eleitor que se move tão somente para tentar levar alguma vantagem na campanha eleitoral. Penso que há um tédio crescente pela atividade política, pois ela está associada à politicagem dos acordos espúrios e da corrupção, e uma sensação cada vez mais forte de que política é uma coisa menor, desprezível. A mais nobre das atividades humanas se tornou vergonhosa. Essa é uma das nossas maiores tragédias. Esse fenômeno é mais perceptível nos jovens, aqueles que não vivenciaram os anos de chumbo, melhor, que não conheceram o que é viver sem liberdade. Eles respiram a liberdade como se fosse algo natural. Não compreendem que a participação na vida pública foi uma conquista histórica sofrida e demorada. Estas questões geram um conjunto de reflexões éticas e políticas, inclusive acerca do sistema representativo, na medida em que os explorados são, em larga medida, não-cidadãos ou cidadãos em processo de formação, que ainda não se desenvolveram a ponto de criar uma alternativa real e viável para o enfrentamento das grandes questões sociais. Certamente, uma das razões desta ausência de alternativas resulta do enfraquecimento político da classe trabalhadora, em decorrência do abandono de políticas de pleno-emprego e geração do desenvolvimento; substituídas que foram por políticas compensatórias, por si só, inibidoras da organização sindical e política dos trabalhadores. Nesse sentido, são políticas retrógadas que geraram alienação em diversas categorias sociais. Seria o Bolsa Família o novo “ópio do povo”? Talvez seja possível vislumbrar o pano de fundo deste imbróglio, colocando as coisas da seguinte forma: o declínio do PT, se é isto mesmo que estamos observando, pode ser entendido de forma mais adequada como o paradoxo do declínio da esquerda em geral. O grande paradoxo foi que o PT chegou ao poder em decorrência das limitações das estratégias neoliberais, mas foi incapaz de romper com o seu legado. Ao contrário. Em palavras mais claras, Lula metamorfoseou-se e aprofundou a mesma política econômica que encontrou, estimulou mais e maiores lucros para as grandes empresas, virou o queridinho dos milionários; e engabelou a patuléia com o Bolsa Família e outras astúcias; aprofundando a concentração de renda. A questão relevante é: porque o PT deu uma guinada à direita? A meu ver, um caso típico de submissão de um coletivo político ao que os gregos chamavam de “idiótes”. Dificilmente, este partido, em aliança com setores conservadores e corruptos (Sarney, Collor, Renan, Temer, Jader), fará uma nova virada de volta às suas origens. Peço mais atenção, ao caro leitor. O perigo reside justamente neste ponto. Caso a maioria do eleitorado permaneça em estado de alienação (“idiótes”), é bastante provável o surgimento de alternativa antidemocrática, a exemplo da Venezuela, pois temos no Brasil o caldo de cultura pronto para uma ditadura estilo bolivariana. Diante do quadro atual, somente a alternância de poder poderá fortalecer a Democracia e o Estado de Direito. Somente uma profunda reavaliação das políticas públicas, para que se tornem desenvolvimentistas e centradas na produção, na geração do pleno emprego, na melhoria da distribuição da renda, com participação e controle da sociedade civil; permitirá a consolidação de um novo ciclo republicano e democrático. Novo ciclo que assegure espaço democrático para idéias divergentes e diferentes das hegemônicas. Este processo somente poderá ser conduzido por um governo capaz de formular e implantar, de fato, as reformas fundamentais (política, agrária, fiscal, e universitária). Repito, com alternância no poder central. Para concluir, inspiro-me aqui no pequeno-grande livro de Mario Cortella e Janine Ribeiro “Política – Para não ser Idiota”, Campinas (SP), Papirus, 2010. Um deleite. Aprendi que os gregos chamavam de “idiótes” aquele que só enxerga o próprio umbigo, que está voltado para si mesmo. Diziam que o “idiótes” não pode ser livre, pois só é livre aquele que se envolve - como protagonista - na vida pública, na vida coletiva. Só é possível ser livre como cidadão. Essa verdade continua em vigor no Brasil de hoje: participar, para não ser idiota.

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Thu, 19 Aug 2010 07:49:11 -0700 Serra lança Plano para Segurança e vai criar Ministério http://opiniaopolitica.posterous.com/serra-lanca-plano-para-seguranca-e-vai-criar-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/serra-lanca-plano-para-seguranca-e-vai-criar-0
Salvador (AE) – O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, apresentou, na tarde de ontem, no Pelourinho, em Salvador (BA), seu programa de governo para a área de segurança pública. “É bom dizer que isso não é promessa, não é compromisso, é um anúncio do que vamos fazer, se formos eleitos”, garantiu. O plano tem sete tópicos, entre eles a já anunciada criação do Ministério da Segurança. “O ministério é o resultado dos outros projetos, não a causa dele”, contou. “Não vamos aumentar o número de ministérios – pelo contrário, vamos diminuir, porque o Brasil tem ministérios demais -, mas o Ministério da Segurança se impõe, pela situação pela qual passa o País”, justificou. “Segurança e saúde são os dois principais problemas do Brasil, hoje.” Entre os itens citados, estão a integração nacional dos cadastros de pessoas e veículos, a criação de uma força policial permanente para cobrir fronteiras e prevenir crimes ambientais, a informatização de todos os sistemas policiais e a criação de um sistema de apoio jurídico e psicológico às vítimas de crimes.”Temos, no Brasil, 45 mil mortes violentas por ano, é praticamente um Iraque por ano”, disse. “Então, são pelo menos 250 mil pessoas diretamente afetadas, que precisam de ajuda, dependendo do tamanho da família. E isso não existe no País.” Serra não quis adiantar nomes de possíveis ministros – “dá um azar danado falar em nomes antes de ser eleito”, contou -, mas disse que a nova pasta não pode ser ocupada por políticos “É muito raro encontrar um político apto para exercer o comando de um ministério como esse. Político pratica a conciliação, não o confronto. Então, o ministério precisa ser comandado por gente da segurança.” O presidenciável aproveitou o anúncio para fazer uma série de críticas à administração da segurança pública pelo atual governo. “O orçamento do governo federal destinado à segurança, por exemplo, é de apenas 0,5% do orçamento nacional, isso reflete a falta de intenção efetiva do governo de lidar com o problema”, afirmou. Serra atacou a política nacional de presídios. “O governo federal tinha anunciado maravilhas, mas fez apenas dois presídios. Há uma carência de 200 mil vagas.” Além disso, o ex-governador paulista criticou as relações do governo Lula com países que, supostamente, são responsáveis pela produção de drogas e armas que entram no País ilegalmente. “O governo deveria exercer pressão diplomática sobre a Bolívia, ou sobre a Colômbia, ou sobre o Peru, para inibir o contrabando”, avaliou. “Isso é normal na relação entre os países.” Esforço Foi estratégica a escolha pela Bahia para o lançamento do plano para a segurança pública. Em Salvador, Serra teve dois objetivos: falar sobre um tema que é apontado como o principal ponto fraco da atual administração estadual, a cargo de Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, e tentar mostrar sua proximidade com o Estado, que abriga o quarto maior colégio eleitoral do País – foi a sétima visita de Serra à Bahia este ano, a terceira nos últimos 30 dias. Segundo o deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), que sugeriu Salvador para o lançamento do programa de governo, a escolha se baseou no fato de a Bahia ter registrado um forte aumento dos índices de homicídios nos últimos quatro anos – período da administração petista. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, entre 2006 e 2009, o número de homicídios no Estado cresceu 49,6%.

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Sat, 07 Aug 2010 16:07:39 -0700 PARA ALÉM DO BOLSA FAMÍLIA http://opiniaopolitica.posterous.com/para-alem-do-bolsa-familia-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/para-alem-do-bolsa-familia-0
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Fri, 30 Jul 2010 04:14:39 -0700 VOX POPULI APONTA VITÓRIA DE ROSALBA NO PRIMEIRO TURNO http://opiniaopolitica.posterous.com/vox-populi-aponta-vitoria-de-rosalba-no-prime http://opiniaopolitica.posterous.com/vox-populi-aponta-vitoria-de-rosalba-no-prime
O Vox Populi ouviu setecentos norte-rio-grandenses em 39 municípios, entre os dias 17 e 20 do corrente, registrando a pesquisa em tempo hábil no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 53% das intenções de voto, a senadora Rosalba Ciarlini (Dem) tende a conquistar o governo do Estado já no primeiro turno da sucessão estadual, a 3 de outubro próximo. Na consulta estimulada, Rosalba subiu 4 pontos na primeira sucessão de pesquisas eleitorais realizadas na presente campanha pelo Vox Populi, abrangendo um mesmo universo e adotando a mesma tecnologia, ao se distanciar dos 49% registrados na sondagem anterior. Enquanto isto, o governador Iberê Ferreira de Souza, que tenta a reeleição pelo PSB, subiu dos 15% registrados na primeira para 18%, enquanto o advogado, ex-prefeito e ex-deputado estadual Carlos Eduardo Nunes Alves, presidente regional do PDT, caiu de 16% para 13%. A apuração do coeficiente de rejeição mostrou Iberê como o candidato em quem mais conterrâneos dizem que não votariam de modo algum. Segundo o Vox Populi, 17% dos entrevistados rejeitam Iberê, enquanto Carlos Eduardo é rejeitado por 16% do eleitorado e apenas 7% adotam esta atitude diante do nome de Rosalba. A mesma pesquisa mostrou que os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (Dem) continuam liderando a corrida pelas duas vagas que o Rio Grande do Norte preencherá em outubro no Senado, projetando-se sua reeleição em outubro. O primeiro recebeu 59% das intenções de votos dos conterrâneos, enquanto o segundo se mostrou como destinatário de 57%. A ex-governadora Wilma de Faria (PSB) figura em terceiro lugar, recebendo a preferência de apenas 39% dos eleitores potiguar. A margem de erro é de 3,7 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Thu, 29 Jul 2010 04:48:16 -0700 ROGÉRIO REBATE CRÍTICAS DE DILMA http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-rebate-criticas-de-dilma-4 http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-rebate-criticas-de-dilma-4
A declaração da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), candidata à Presidência da República, sobre a forma como o Democratas e o PSDB fazem oposição ao atual Governo Federal foi rebatida pelo presidente do PSDB no Rio Grande do Norte, deputado federal Rogério Marinho. O dirigente partidário lembrou a postura do PT durante o período em que fez oposição ao Governo de Fernando Henrique Cardoso e disse que Dilma tem "memória curta". Durante a manhã desta quarta-feira (28), em Natal, Dilma Rousseff disse que não seria possível que democratas e tucanos posassem de "civilizados, que fizeram uma oposição civilizada". A candidata acusou os oposicionistas de fazerem críticas pessoais ao presidente Lula e de chamar o Bolsa Família de "Bolsa Esmola". No entanto, o presidente do PSDB rebateu as críticas da ex-ministra. Rogério Marinho afirmou que, durante o período da redemocratização, os petistas apoiaram Paulo Maluf, e não Tancredo Neves. Além disso, o tucano lembrou a postura do PT durante a apreciação de projetos hoje consideráveis indiscutíveis na sociedade. "O PT, quando era oposição, era oposição contra tudo e contra todos. O PT não votou em Tancredo Neves, e quem votou foi expulso. O PT votou contra o Plano Real. O PT votou contra o Proer, que reestruturou o sistema financeiro do país. O PT que acusou a rede social criada pelo PSDB de ser o bolsa esmola, e essa mesma rede social é a bandeira do PT", acusou Rogério Marinho. Na opinião do dirigente partidário, o PT fez oposição "desproposital", e "foi uma oposição que, na hora que se estabeleceu como governo, rasgou as bandeiras históricas do partido". "O grande mértiro do PT foi continuar as bandeiras econômicas e sociais do PSDB. Se o PT tivesse continuado com suas bandeiras, o Brasil não estaria como está", afirmou. Ainda de acordo com o parlamentar, a oposição feita pelo PSDB, DEM e PPS está dentro do que espera a população. "A oposição tem feito o seu papel, de fiscalizar, de ser contra o aumento da carga tributária, de denunciar os aloprados e o mensalão, impedir o aparelhamenrto do estado, a farra do cartão corporativo e denunciar o fato que o RN tem sido um estado deixado à margem das prioridades do Governo Federal", criticou. Aeroporto Sobre a declaração da candidata Dilma Rousseff acerca da postura do adversário José Serra (PSDB) com relação ao aeroporto de São Gonçalo, Rogério Marinho garantiu que o ex-governador paulista nunca disse ser contra a obra, como Dilma afirmou que o tucano seria. "Quem tem sido contra o aeroporto, no sentido de empurrar com a barriga, é o atual governo. Ela como ministra da Casa Civil teve todas as chances de acelerar o processo, mas a última notícia que tive foi que o modelo de gestão não será definido nesse ano, provavelmente. Eles estão no poder há quase oito anos, e não se pode mais olhar pelo retrovisor", disse. De acordo com o presidente do PSDB, "o governador Serra disse que o ideal é o modelo de concessão privada nos grandes aeroportos, já que a Infraero não tem condições para fazer os investimentos necessários".

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Wed, 28 Jul 2010 17:48:32 -0700 ROGÉRIO REBATE CRÍTICAS DE DILMA http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-rebate-criticas-de-dilma-0 http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-rebate-criticas-de-dilma-0
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Wed, 28 Jul 2010 13:19:51 -0700 ROGÉRIO REBATE CRÍTICAS DE DILMA http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-rebate-criticas-de-dilma http://opiniaopolitica.posterous.com/rogerio-rebate-criticas-de-dilma
Entrevista o Jornal Tribuna do Norte A declaração da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), candidata à Presidência da República, sobre a forma como o Democratas e o PSDB fazem oposição ao atual Governo Federal foi rebatida pelo presidente do PSDB no Rio Grande do Norte, deputado federal Rogério Marinho. O dirigente partidário lembrou a postura do PT durante o período em que fez oposição ao Governo de Fernando Henrique Cardoso e disse que Dilma tem "memória curta". Durante a manhã desta quarta-feira (28), em Natal, Dilma Rousseff disse que não seria possível que democratas e tucanos posassem de "civilizados, que fizeram uma oposição civilizada". A candidata acusou os oposicionistas de fazerem críticas pessoais ao presidente Lula e de chamar o Bolsa Família de "Bolsa Esmola". No entanto, o presidente do PSDB rebateu as críticas da ex-ministra. Rogério Marinho afirmou que, durante o período da redemocratização, os petistas apoiaram Paulo Maluf, e não Tancredo Neves. Além disso, o tucano lembrou a postura do PT durante a apreciação de projetos hoje consideráveis indiscutíveis na sociedade. "O PT, quando era oposição, era oposição contra tudo e contra todos. O PT não votou em Tancredo Neves, e quem votou foi expulso. O PT votou contra o Plano Real. O PT votou contra o Proer, que reestruturou o sistema financeiro do país. O PT que acusou a rede social criada pelo PSDB de ser o bolsa esmola, e essa mesma rede social é a bandeira do PT", acusou Rogério Marinho. Na opinião do dirigente partidário, o PT fez oposição "desproposital", e "foi uma oposição que, na hora que se estabeleceu como governo, rasgou as bandeiras históricas do partido". "O grande mértiro do PT foi continuar as bandeiras econômicas e sociais do PSDB. Se o PT tivesse continuado com suas bandeiras, o Brasil não estaria como está", afirmou. Ainda de acordo com o parlamentar, a oposição feita pelo PSDB, DEM e PPS está dentro do que espera a população. "A oposição tem feito o seu papel, de fiscalizar, de ser contra o aumento da carga tributária, de denunciar os aloprados e o mensalão, impedir o aparelhamenrto do estado, a farra do cartão corporativo e denunciar o fato que o RN tem sido um estado deixado à margem das prioridades do Governo Federal", criticou.

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Sun, 20 Jun 2010 09:11:04 -0700 GOVERNO TIRA SITE OFICIAL DA NET http://opiniaopolitica.posterous.com/governo-tira-site-oficial-da-net http://opiniaopolitica.posterous.com/governo-tira-site-oficial-da-net
O Estado de S.Paulo Conversa franca e autocrítica não são para o governo Lula. O primeiro e único balanço honesto oferecido ao público num site oficial saiu rapidamente do ar. Segundo o balanço, a educação continua tão ruim quanto em 2003, a reforma agrária não funcionou, falta coordenação aos programas de infraestrutura e a política industrial só tem beneficiado alguns setores, em vez de favorecer o aumento geral da competitividade. Todos esses problemas são bem conhecidos e todo dia são citados na imprensa. Mas nunca haviam sido reconhecidos com tanta sinceridade por qualquer órgão do Executivo, até ser lançado o novo Portal do Planejamento. O portal foi apresentado pelo ministro Paulo Bernardo, na quarta-feira, como contribuição às políticas do governo e uma forma de difundir o conhecimento de seus programas. Ficou no ar até quinta-feira e na sexta de manhã já se havia tornado inacessível. Até cerca de meio-dia, quem tentava o acesso encontrava um aviso: "Em manutenção." Depois, nem isso. Técnicos do Ministério do Planejamento levaram um ano e meio para montar o portal, com 53 temas apresentados e discutidos em cerca de 3 mil páginas.

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Thu, 03 Jun 2010 15:00:15 -0700 MENOS DA METADE DAS OBRAS DO PAC FORAM CONCLUÍDAS http://opiniaopolitica.posterous.com/menos-da-metade-das-obras-do-pac-foram-conclu http://opiniaopolitica.posterous.com/menos-da-metade-das-obras-do-pac-foram-conclu
O décimo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado nesta quarta-feira pela Casa Civil, reflete a falta de investimento do governo federal. A sete meses do final do mandato petista, nem metade das obras do programa foi concluída. De acordo com o balanço, até abril deste ano, os empreendimentos terminados equivalem a R$ 302,5 bilhões, ou 46,1% do total previsto para o período. Em dezembro de 2009, o percentual de obras concluídas era de 40,3%. Para o senador Alvaro Dias (PR), os números divulgados consagram a "incompetência administrativa da ex-ministra Dilma Rousseff (PT)". "Se o próprio governo confessa que não concluiu nem metade das obras, isso significa um atestado de incompetência administrativa", critica. O senador acredita que os números são piores. O programa, carro chefe da pré-candidata oficial, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT), não cumpriu seu objetivo inicial de ser revolucionário para a infraestrutura brasileira.

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Mon, 24 May 2010 08:50:58 -0700 FARRA ESPORTIVA http://opiniaopolitica.posterous.com/farra-esportiva http://opiniaopolitica.posterous.com/farra-esportiva
Farra esportiva

O que se temia está em curso. A organização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 transforma-se em oportunidade para aproveitadores, com a tolerância do governo federal.
É o que se infere das medidas provisórias editadas pelo Executivo que, entre outras providências, dispensam a Infraero de realizar licitações para escolher empresas responsáveis pela reforma e ampliação dos aeroportos, com vistas aos dois eventos. Estima-se em mais de R$ 4 bilhões o dinheiro público a ser investido nas obras.
É um alívio que importantes centros urbanos do país ganhem aeroportos melhores. Mas empreendimento tão amplo e custoso precisaria ser submetido a controles rigorosos.
O mínimo a esperar era que autoridades e governantes, encarregados de zelar pelo bem público, criassem dificuldades, e não facilidades, para aqueles que aguardam com ansiedade a farra do dinheiro fácil e caudaloso, proveniente do bolso do contribuinte.
A senha para o desgoverno veio embutida no diploma que cria, por ato do poder central, a Autoridade Pública Olímpica (APO), um consórcio que une o poder federal ao Estado e ao município do Rio de Janeiro. A entidade, com a missão de administrar projetos relativos aos jogos, já nasce com 496 vagas de emprego.
Para fechar o círculo, criou-se também a Empresa Brasileira de Legado Esportivo, uma entidade pública com personalidade jurídica de direito privado, cuja função é "prestar serviços" à APO.
Não é difícil perceber do que se trata: um arcabouço institucional destinado a conferir muita autonomia e pouca transparência aos gestores dos bilhões de reais que serão investidos nos dois eventos.

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