Opnião Política http://opiniaopolitica.posterous.com Rinaldo Barros posterous.com Thu, 29 Jul 2010 07:42:15 -0700 O CAMINHO É A EDUCAÇÃO E A CIÊNCIA http://opiniaopolitica.posterous.com/o-caminho-e-a-educacao-e-a-ciencia http://opiniaopolitica.posterous.com/o-caminho-e-a-educacao-e-a-ciencia
A conversa de hoje vai totalmente inspirada pela força das idéias e polêmicas sugeridas pelas inúmeras atividades da SBPC, realizada em Natal. O déficit educacional brasileiro não é apenas um óbice para a realização do país do futuro, como muitos projetam. São atuais e altamente comprometedores os problemas de força de trabalho qualificada que o País enfrenta em diversos setores, como o da mineração, da metalurgia, do petróleo, da construção civil, da informática, entre muitos outros. Para construir o futuro, precisamos desesperadamente de educação de qualidade. Contrapondo-se a certo estado de coisas, quero mostrar que existe no Brasil uma enorme expectativa em relação ao fato de que profissionais da área de educação em ciências e tecnologia possam responder prontamente, de modo competente e eficaz, às inúmeras e diversificadas demandas por métodos, materiais e projetos pedagógicos inovadores. À importância política e econômica do assunto para o desenvolvimento da sociedade soma-se, ainda, um aumento considerável de interesse (cultural) pela ciência e tecnologia de ponta produzidas nos mais distantes laboratórios dos Estados Unidos, da Europa e do Japão, todos reforçando no imaginário coletivo a idéia de que, por meio de suas "aplicações" a C&T, mudarão para sempre nossas vidas, para melhor. Será? Desafios para os cientistas, desafios para os educadores, nós não poderíamos mais ignorar o quanto estamos impregnados por essa imagem de uma ciência que triunfa sem cessar e que, por isso mesmo, já não pode parar mais de produzir sentidos para a vida humana. Se hoje tratamos de transgênicos e nanotecnologia nas páginas de economia e política dos jornais, é porque estamos de tal forma imersos em uma cultura científica e tecnológica que não distinguimos mais os discursos pelo o que, de fato, eles trazem de conteúdo concreto para transformar nossas vidas. Aos que se interrogam assim sobre a importância de ensinar bem ciência e tecnologia, tanto quanto a leitura e a matemática, nós diríamos que aí está o grande desafio do século XXI. Afinal, não nos parece muito descabido mencionar, no atual contexto econômico e político, o fato de que o papel da educação em ciência e tecnologia nas sociedades contemporâneas transcende, de forma muito clara, os objetivos tradicionais do ensino. Ao introduzir o tema da educação em geral queríamos, na verdade, fazê-lo para que se compreenda a irreversibilidade de dois fenômenos atuais. De um lado, não se pode mais, felizmente, por em questão os princípios que regem os processos formativos em nossa sociedade: 1) igualdade de condições; 2) respeito à liberdade; 3) pluralismo de idéias e concepções; 4) universalização do ensino fundamental e médio; 5) valorização da escola e do professor; 6) gestão democrática; 7) garantia de qualidade e vinculação da escola ao mundo do trabalho e da vida social. Trata-se, enfim, de assumirmos um papel diferente em relação ao conhecimento e à formação do educando. Formar pessoas, produzir bens e serviços, criar empregos são objetivos que estão muito além de um discurso economicista, sindical, pouco sensível aos apelos humanistas em relação à educação como formação de valores e comportamentos. Por fim, ressalte-se que a educação em ciência e tecnologia do nosso povo não se fará sem a participação, lado a lado, de cientistas e educadores. Todas as reflexões e estratégias para alcançar tal objetivo devem ser encaradas como uma tarefa coletiva. Que se formem núcleos da educação em ciência e tecnologia capazes de pensar saídas para os muitos impasses vividos, em nossos dias, pela educação. Que sejam instalados laboratórios didáticos em escolas, associações, clubes, museus. Que se construam cidades e parques da ciência, centros de ciência e arte, na capital e no interior, no centro e na periferia. Certamente os dilemas que dividem hoje nossos cientistas e educadores não desaparecerão, mas, desde já, queremos acreditar que o fim da ideologia utilitarista em educação é uma evidência. O problema está na construção de sentido do que nela se aprende. É fundamental ter claro que aprender ciência e tecnologia é algo que somente se pode fazer com um sentido claro em favor da vida. E esse é, sem dúvida, um posicionamento político. Resumo da ópera: é preciso “pensar politicamente” nossos desafios educacionais.

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Mon, 21 Jun 2010 06:31:44 -0700 RN JÁ É PÓLO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO http://opiniaopolitica.posterous.com/rn-jA-E-pOlo-de-tecnologia-da-informaCAo http://opiniaopolitica.posterous.com/rn-jA-E-pOlo-de-tecnologia-da-informaCAo
http://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=6d3f907225&view=att&th=1295870423536b82&... Neste fim de semana, sob o título “RN se transforma em polo de Tecnologia da Informação”, Rogério Marinho divulgou a seguinte informação, a propósito de a “Metrópole Digital" se preparar para formar doze mil programadores de informática em dez anos: “Sobram cem mil vagas, falta mão de obra capacitada. Essa é a demanda de emprego na área de Tecnologia no Brasil. Natal vai reverter essa estatística nos próximos meses com o Metrópole Digital, que formará doze mil jovens como profissionais da TI –Tecnologia da Informação. O projeto é uma parceria com o setor produtivo, Universidade Federal e o mandato do deputado federal Rogério Marinho, que elaborou o projeto e garantiu recursos federais por meio de emendas. O curso de formação teve início em abril deste ano para os primeiros 1.200 jovens. São 25 turmas com cinquenta alunos cada, que em dez meses cumprirão carga horária de novecentas horas, com programação, inglês técnico e empreendedorismo. Os alunos também terão acompanhamento educacional e psicológico durante e depois de sua formação. A idéia é formar doze mil programadores de nível médio em dez anos, insumo adequado para a consolidação do pólo local. Com o investimento de 42 milhões de reais, serão construídos dois novos prédios exclusivamente para o Projeto ainda este ano. Um é o Centro Integrado de Vocação Tecnológica (CIVT), que será o órgão gerente das ações de formação de jovens em programa de computadores (software) e língua estrangeira voltado à informática em nível tecnológico. O outro prédio é o Núcleo de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação (NPITI), onde funcionarão dez laboratórios equipados com computadores e máquinas de última geração para treinamento dos alunos, assim como para consultoria e atendimento à demanda de incubadoras de empresas do ramo. “Este é um exemplo do muito que se pode fazer para a formação de nossos jovens: unir o setor produtivo às Universidades, atrair empresas, fomentar negócios, incentivar pesquisas concatenadas com o mundo real, investir na formação de recursos humanos para agregar valor e criar empregos bem remunerados levando em consideração o potencial e as vantagens comparativas de cada região do País, é evidente que neste particular o Brasil também pode mais”, conclui o deputado.

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