Opnião Política http://opiniaopolitica.posterous.com Rinaldo Barros posterous.com Mon, 23 Aug 2010 07:30:42 -0700 A MAQUIAGEM NAS PESQUISAS http://opiniaopolitica.posterous.com/a-maquiagem-nas-pesquisas http://opiniaopolitica.posterous.com/a-maquiagem-nas-pesquisas
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Mon, 16 Aug 2010 17:30:04 -0700 MITOS E FATOS SOBRE A ELEIÇÃO http://opiniaopolitica.posterous.com/mitos-e-fatos-sobre-a-eleicao http://opiniaopolitica.posterous.com/mitos-e-fatos-sobre-a-eleicao
Do blog de Jose Roberto de Toledo Mito 1: A eleição de 2010 é governista. Fato: A eleição de 2010 é mais fácil para candidatos governistas. Consumo em alta. Emprego em alta. Popularidade em alta. É difícil para um candidato de oposição bater de frente com um governo quando a economia vai bem. O oposicionista se limita a criticar pontos específicos e a prometer continuidade no resto. Acaba com um discurso moderado ou esquizofrênico. Em ambos os casos, o discurso do candidato oposicionista é difícil de emplacar. Sem uma identidade clara, ou uma proposta que seduza o eleitor, perde terreno para os situacionistas. Com economia em alta, candidatos à reeleição muito populares ou apoiados por governantes com alta aprovação são favoritos, seja para presidente, seja para governador. Além de Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial, entram na reta final liderando as pesquisas os governadores ou seus candidatos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia. Cada um de um partido diferente. Mas favoritismo não é sinônimo de eleição ganha. Os 45 dias de bombardeio dos candidatos no rádio e na TV devem mudar alguns cenários e reforçar outros. Mito 2: recall é igual a intenção de voto. Fato: recall alto ajuda, mas não é garantia de voto na urna. Na pré-campanha, até 75% dos eleitores não têm um presidenciável na ponta da língua. Confrontados com a necessidade de apontar um candidato, escolhem, na cartela dos institutos de pesquisa, um nome que parece familiar. É uma associação da memória, não necessariamente uma escolha. À medida que a campanha avança, o grau de conhecimento sobre os candidatos aumenta, e outras associações mentais entram em jogo, como a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Dilma. Lula em 1994 e José Serra em 2010 saíram na frente nas pesquisas, mas foram ultrapassados. Ambos haviam sido presidenciáveis e tinham chegado ao 2º turno. Eram mais conhecidos que os adversários no começo da disputa. O petista perdeu a eleição. O tucano tenta repetir Fernando Henrique Cardoso, que saiu na frente em 1998, quase foi ultrapassado, mas reagiu e venceu. Mito 3: transferência de voto não existe. Fato: transferência não existe, mas transfusão ao sucessor sim. O eleitor paulista não liga muito se Lula apóia Aloizio Mercadante (PT) para governador. Mas Dilma só tem os percentuais que alcançou na corrida presidencial por causa de Lula. “Guerreira” é o atributo que os marqueteiros tentam lhe atribuir, não é o motivo de sua ascensão nas pesquisas. Se Dilma, sem experiência nem marca própria, for eleita, entrará para uma galeria que já tem Celso Pitta, Luiz Paulo Conde, Fleury Filho, Lucas Nogueira Garcez e Rosinha Garotinho. Com exceção da última – casada com o criador-, as demais criaturas romperam com os que lhes deram a transfusão eleitoral necessária para nascerem politicamente. Mito 4: Minas Gerais vai decidir a eleição. Fato: nenhum colégio eleitoral sozinho define eleição presidencial. Não adianta um candidato a presidente ir muito bem em um ou outro Estado, e perder feio nos demais. Por maior que seja o seu reduto eleitoral, o presidenciável, para ter chance, precisa ter pelo menos 30% dos votos na maioria das unidades da Federação. E isso se houver mais de dois candidatos no páreo. No 2º turno, é preciso um percentual ainda maior na maioria das UFs. Mito 5: Pobre vota em Dilma, rico vota em Serra. Fato: o condicionante do voto nesta eleição é regional, não socioeconômico. Os ricos do Nordeste preferem Dilma a Serra, assim como boa parte dos pobres paulistas e paranaenses, por exemplo, preferem Serra a Dilma. A divisão regional do voto para presidente ainda não foi totalmente explicada, mas vai além de uma causa única, como programas assistencialistas. Passa pela inclusão dos eleitores no maravilhoso mundo do consumo. Mito 6: todo eleitor que aprova o governo votará no seu candidato. Fato: apenas os eleitores que dão notas mais altas a um governo votam em peso no seu candidato. “Ótimo” não é a mesma coisa que “bom”. O eleitor usa graduações diferentes para expressar sua opinião sobre uma administração. Até a semana passada, Dilma só ganhava de Serra entre os eleitores que dão nota 8 ou superior ao governo Lula. Muitos eleitores dão nota 7 ao presidente, mas votam na oposição. Conscientemente. Mito 7: quanto mais aparece, mais o candidato cresce. Fato: a superexposição não ajuda todos os candidatos. Serra priorizou sua campanha no Nordeste. Dilma ampliou sua vantagem na região. O tucano passou a visitar semanalmente Minas Gerais. A petista virou entre os mineiros. Uma hipótese é que ao intensificar sua campanha em redutos lulistas, Serra passou a ser visto como oposicionista por mais eleitores e perdeu votos. “Ciro” é o nome de urna de um dos candidatos ao Senado em São Paulo. Ele é assim apresentado nas pesquisas, e chega a quase 20% das intenções de voto. O que ocorrerá quando os eleitores descobrirem que seu sobrenome é Moura? Mito 8: pesquisa define eleição. Fato: pesquisa influencia eleição, mas não a define. As pesquisas de intenção de voto influenciam o espaço de cada candidato na cobertura de imprensa, se eles participam ou não de debates, o quanto arrecadam de financiadores de campanha, o moral dos comitês e dos militantes. Mas não determinam quem ganha ou perde. Fosse assim, não haveria viradas. Quem saísse na frente ganharia sempre. Mito 9: o horário eleitoral é gratuito e democrático. Fato: o horário eleitoral não é gratuito nem democratiza a eleição. O pagamento pelo horário eleitoral na TV e no rádio sai do seu, do meu, do nosso bolso, via créditos fiscais que as emissoras recebem pela cessão do tempo em sua programação. A Receita Federal estima que deixa de arrecadar R$ 128 mil por minuto de propaganda eleitoral. Isso significa que apenas a campanha presidencial no 1º turno custará R$ 163 milhões aos cofres públicos. Fora as campanhas de governador, senador e deputados. Além disso, os candidatos investem um bom dinheiro na produção dos programas de TV e rádio. Até 8 de agosto, antes portanto de o horário eleitoral começar, apenas o comitê de Dilma Rousseff (PT) já havia gastado R$ 4,5 milhões com os programas. Gratuito para quem? A divisão do horário eleitoral é tão favorável aos grandes partidos que seu efeito sobre as candidaturas nanicas é quase nulo, senão negativo. Tome-se o exemplo de Heloisa Helena, em 2006. A candidata a presidente do PSOL tinha o equivalente a 12% dos votos válidos em 8 de agosto (Datafolha), antes de a propaganda eleitoral começar. Ao final da apuração, tinha 6,9% dos votos válidos.

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Fri, 30 Jul 2010 04:14:39 -0700 VOX POPULI APONTA VITÓRIA DE ROSALBA NO PRIMEIRO TURNO http://opiniaopolitica.posterous.com/vox-populi-aponta-vitoria-de-rosalba-no-prime http://opiniaopolitica.posterous.com/vox-populi-aponta-vitoria-de-rosalba-no-prime
O Vox Populi ouviu setecentos norte-rio-grandenses em 39 municípios, entre os dias 17 e 20 do corrente, registrando a pesquisa em tempo hábil no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 53% das intenções de voto, a senadora Rosalba Ciarlini (Dem) tende a conquistar o governo do Estado já no primeiro turno da sucessão estadual, a 3 de outubro próximo. Na consulta estimulada, Rosalba subiu 4 pontos na primeira sucessão de pesquisas eleitorais realizadas na presente campanha pelo Vox Populi, abrangendo um mesmo universo e adotando a mesma tecnologia, ao se distanciar dos 49% registrados na sondagem anterior. Enquanto isto, o governador Iberê Ferreira de Souza, que tenta a reeleição pelo PSB, subiu dos 15% registrados na primeira para 18%, enquanto o advogado, ex-prefeito e ex-deputado estadual Carlos Eduardo Nunes Alves, presidente regional do PDT, caiu de 16% para 13%. A apuração do coeficiente de rejeição mostrou Iberê como o candidato em quem mais conterrâneos dizem que não votariam de modo algum. Segundo o Vox Populi, 17% dos entrevistados rejeitam Iberê, enquanto Carlos Eduardo é rejeitado por 16% do eleitorado e apenas 7% adotam esta atitude diante do nome de Rosalba. A mesma pesquisa mostrou que os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (Dem) continuam liderando a corrida pelas duas vagas que o Rio Grande do Norte preencherá em outubro no Senado, projetando-se sua reeleição em outubro. O primeiro recebeu 59% das intenções de votos dos conterrâneos, enquanto o segundo se mostrou como destinatário de 57%. A ex-governadora Wilma de Faria (PSB) figura em terceiro lugar, recebendo a preferência de apenas 39% dos eleitores potiguar. A margem de erro é de 3,7 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Thu, 20 May 2010 11:18:00 -0700 DEBATE NA BAND http://opiniaopolitica.posterous.com/debate-na-band http://opiniaopolitica.posterous.com/debate-na-band
De parabéns a Band Natal que promoveu nesta quinta-feira (20) um debate político, tendo como pano de fundo a pesquisa da Vox Populi, divulgada recentemente.
Surpreendemente, os números apontaram para uma diferença de apenas 11 pontos entre a candidata do Partido dos Trabalhadores e o candidato Zé Serra, no Rio Grande do Norte.
Dilma Roussef (PT) teve 45% das intenções de votos, contra 34% de Zé Serra (PSDB) e 7% de Marina Silva (PV).
Este resultado mostra-se muito favorável para o tucano, vez que a popularidade do padrinho Lula atinge a 87% no RN; o que revela a imensa dificuldade de transferência de votos para a candidata oficial.

O ítem rejeição, igualmente analisado, revela a candidata Dilma com o menor índice. Longe de ser positivo para a ex-ministra, aponta para um grande desconhecimento dos entrevistados sobre sua vida e sua personalidade.
Mais uma vez, Zé Serra surpreende favoravelmente, porquanto a pesquisa demonstra que o ex-governador de SP é mais conhecido do que pensava o PSDB, aqui no Rio Grande do Norte.

O debate contou com a presença do representante do PT, o vereador Fernando Lucena, o representante do PV, Carlos Paiva, além do representante do PSDB, este locutor que vos fala.

Sobre a pesquisa: ao todo, foram entrevistadas 700 pessoas entre os dias 8 e 12 de maio. A margem de erro é de 3.7 pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no TRE/RN (Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte) com protocolo número 10.515/10 no dia 10 de maio e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com número 11.310/10 também no dia 10 de maio.

 

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