Opnião Política

Rinaldo Barros

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    SAIBA PORQUE A SITUAÇÃO DE SERRA É MELHOR QUE PARECE

    Na mesma pesquisa que mostra Serra com 39% contra 37% de Dilma Rousseff, quando os nanicos são incluídos na pesquisa, o Datafolha, amplamente considerado o instituto de pesquisas de opinião pública de maior credibilidade no Brasil, apurou que o potencial de transferência de votos de Lula para Dilma encolheu e está se esgotando. Caiu de 11% para 8% o percentual dos que dizem que votariam no candidato de Lula, mas não declaram voto em Dilma Rousseff. Uma grande parte desses 8% são os chamados analfabetos eleitorais, aqueles que chegam ao dia da eleição sem a menor noção do que está acontecendo. Portanto, o que falta Lula transferir para Dilma é muito pouco, uns três ou quatro pontos percentuais. A Sra. Rousseff está perto de bater com a cabeça no teto. Além disso, a aprovação de Lula é feita de “ótimos” e “bons”, e os “bons” superam largamente os “ótimos”. Por exemplo: uma pesquisa do Ibope que mostra Lula com 76% de popularidade divide essa popularidade em 49% de “bons” e apenas 27% de “ótimos”. Ora, o eleitor pode achar o governo Lula bom, mas considerar que um governo Serra seria melhor. Há até um ditado popular que diz ser o bom inimigo do ótimo. Há que se considerar, ainda, a extraordinária resiliência de Serra nesta eleição: dado como morto várias vezes, ele várias vezes ressuscitou. Na pior semana de sua campanha, a crise de cinco dias envolvendo a escolha de seu vice, Serra passou à frente de Dilma no Datafolha e zerou em apenas onze dias uma desvantagem de sete pontos na projeção de segundo turno do Ibope. É realmente uma fênix, com capacidade aparentemente inesgotável de ressurgir das cinzas. Serra vai ser beneficiado também pela abstenção diferencial: enquanto nos redutos de Dilma, o Norte e Nordeste, a abstenção tende para 25%, nos redutos de Serra, o Estado de São Paulo e a Região Sul, a abstenção tende para os 15%. O Norte e o Nordeste perdem peso no dia da eleição. São Paulo e Sul ganham peso. A abstenção diferencial vai significar um deslocamento em torno de 2,5 pontos percentuais a favor de Serra. Por fim, não se pode desprezar a comparação direta entre os dois candidatos, que vai se intensificar a partir de agora. Serra está anos-luz acima e à frente de Dilma em inteligência, em cultura, em habilidade verbal, em currículo, em experiência, em capacidade de debater, em história pessoal… Ao contrário de Dilma, um apagado asteróide teleguiado, Serra tem luz própria. É uma estrela de primeira grandeza. Deixar de eleger uma sumidade como Serra para eleger uma anta teleguiada como Dilma Rousseff seria uma aberração pior do que a “eleição” de Bush nos Estados Unidos. Que o Brasil tenha vergonha na cara!

    • 14 July 2010
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