Para Serra, falta planejamento e gestão no governo do presidente Lula.
Serra afirmou que Brasília nos últimos anos também teve má atuação na concessão de rodovias e na taxa de investimento público, que, no Brasil, é feita majoritariamente por Estados e municípios. O ataque mais duro, no entanto, foi contra o setor elétrico.
“Grandes empresas hidrelétricas têm suas concessões vencendo em 2015. Não se fez nada”, disse. “O caso da energia é gritante. Vamos ter expansão na oferta de 2012 a 2016. E 60% vai ser de energia suja. Não se investe na economia de energia, que rende muito. As metas apresentadas são modestíssimas. Temos problemas. Não há planejamento na área do gás”, criticou.
Sobre a área da infraestrutura, uma das bandeiras de Dilma para as eleições de outubro, Serra insistiu que o Brasil tem uma baixa taxa de investimento público e que, se ela for mantida, o país não crescerá de maneira sustentada.
“Entre os países do mundo, estamos na rabeirinha, na lanterninha do campeonato dos que investem. Isso significa infraestrutura, basicamente”, disse.
Serra disse que as políticas macroeconômica e de juros precisam “de outro tipo de combinação para o crescimento de médio a longo prazo". Ele voltou a criticar o que chamou de “aparelhamento” das agências reguladoras e se comprometeu a ter educação como prioridade se eleito.
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